segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Olá meninas!:)

Olá meninas!!:)
Hoje não vos trago um capitulo mas posso vos dizer que está para breve!;)
Venho vos dizer que uma das nossas escritoras  (a Rita) tem uma nova fic.
Aqui fica o endereço se quiserem visitar.Espero que gostem!:)
http://flawsandallb.blogspot.pt/
Beijinhos

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Capitulo 28: " Para ti são só umas fotos, para mim são milhares de homens a olharem para a minha macaca."



(Rúben)

Estava mesmo muito entusiasmado para ver o que a reacção da Vera ao meu presente, mas ao chegar lá a casa “outras coisas” meteram-se no caminho e acabamos por aproveitar para estarmos juntos e só quando já tínhamos matado as saudades um do outro disse-lhe que tinha algo guardado para ela.

Vera: O que é?-olhou-me com um sorriso.

Rúben: É algo que precisas, porque quando estou fora preciso de estar em contacto contigo. -peguei na caixa que tinha dentro da minha mala e dei-lhe. - Então aqui está. - ela abriu e quando reparou que era um telemóvel olhou-me.

Vera: Compraste-me um telemóvel?



Rúben: Sim, assim podemos falar quando estiver fora.

Vera: Rúben deves ter gasto imenso dinheiro, e nem era necessário. Havíamos de arranjar outra forma, não era preciso ter gasto tanto dinheiro.

Rúben: Outra forma tipo o quê?- sorriu. - Pombos de correio?-foi sarcástico, mas sempre com um sorriso no rosto.

Vera: Não, mas…sei lá.

Rúben: O telemóvel é o que precisas. - sorri ao ouvi-lo. - Assim podemos falar quando quisermos. E quero que fiques com ele, ouviste?




Vera: Está bem, pronto. Agora tens é de me ajudar com isto.

Abri a caixa do telemóvel e tirei-o. O Rúben ajudou-me com tudo, explicou-me o que fazer e como utilizar o telemóvel no dia a dia.

No dia seguinte no mercado o presente que o Rúben me tinha oferecido não tinha passado despercebido, especialmente por quem era habitual colocar olho na banca dos outros.

Raquel

Vera


 Reparei em tal facto quando ouvi a menina Raquel a dizer “Rúben”.

Vera :Olha. - assim que falei tanto a Teresa como a Raquel olharam me. - Posso saber o que estão para aí a falar?

Raquel: E estás interessada porquê?

Vera: Porque eu ouvi tu a dizeres “Rúben”… O que estás para aí a falar do meu homem?

Raquel: Olha porque o Rúben deixa-me… tu sabes. - agarrou a gola da camisola. -Com os calores…-sorriu.

Vera: Ai deixa-te com calores?!Vê se não queres ficar sem os dentinhos da frente.

Raquel: Toma mas é calminha, estávamos só a falar. E tu tens ouvidos de tisico?

Vera: Lavo é os ouvidos ao contrário de ti, apenas isto. - saí de perto da banca. -Diz lá o que estavas a falar?

Raquel: Do teu brinquedo novo…

Vera: E o que isto tem a ver com o Rúben?

Raquel: Não me peças para dar largas à imaginação. Mas o que me estava a referir era ao teu telemóvel.

Vera: O que tem?

Raquel: Foi o Rúben que deu?

Vera: Sim foi, assim podemos estar em contacto.

Raquel: Ui que romântico…- sorriu. - Bem tenho de ir. - via-se que queria mesmo colocar “inveja” e para tal falou o que falou olhando-me.


Vera: Vai e não voltes.

Teresa: Não digas isto. - olhou para a Raquel. - Boa sorte para a sessão fotográfica.

Raquel: Obrigada Teresa, depois digo como correu. - nem se deu ao trabalho de arrumar as caixas, pegou na malinha e saiu.

Vera: E nem se dá ao trabalho de arrumar as coisas.

Teresa: Disse-lhe que eu tratava disto. Vou olhar pelas duas bancas.

Vera: É, para a menina andar a tirar fotos, como se fosse alguma celebridade.

Teresa: Não fiques assim.

Vera: Eu só digo isto porque a Teresa não tem obrigação, e ela para aí como se tivesse feito alguma coisa de jeito. No fim de contas isto tudo é só por namorar com o Hugo…pff.

Teresa: Deixa lá. - sorriu.

Vera: É eu deixo… - olhei e vi aquela “alminha” a ir embora.

Teresa: E tu?

Vera: O que tem? - olhei-a.

Teresa: Está tudo bem?

Vera: Muito bem. - sorri-lhe.

Teresa: Isto é tudo por causa do Rúben?

Vera: Mais ou menos.

Teresa: Como assim?

Vera: Eu vou lhe contar uma coisa, mas isto não pode sair daqui.

Teresa: Claro mulher.

Vera: Eu era para contar isto à Raquel, mas dado que ela é uma boca aberta, acabei por não lhe contar… mas eu fui convidada para dar uma entrevista para uma revista!!

Teresa: A sério?

Vera: Sim, nem o Rúben sabe. Convidaram-me à uns dias… não é como aquilo da Raquel, é para uma revista mas fiquei tão contente.

Teresa: E com razão. - sorriu e abraçou-me. - Fico muito feliz por ti, e parabéns.



Vera: Obrigada.

Teresa: Mas quando vais contar ao Rúben?

Vera: Provavelmente hoje, acho que ele vai reagir bem, não?

Teresa: Claro que sim, ele vai ficar feliz por ti.

Vera: É só porque quando a Raquel foi convidada para fazer esta sessão fotográfica ele disse que não havia necessidade de eu andar nestas coisas de fotos e entrevistas, por isto é que fiquei com algum medo de lhe dizer.

Teresa: Não tenhas, vai correr tudo bem. Olha tens ali uma cliente. - apontou para trás e ao virar-me vi que tinha uma senhora perto da banca. Aproximei-me e ao lá chegar vi que era uma cara “familiar”.

Vera: Mas eu posso saber o que é que queres?

Adriana: Tenha lá calma.

Vera: Eu calma já tive muita contigo! - coloquei-me do outro lado da banca. - O que queres?
Adriana: Vim aqui por causa do trabalho.

Vera: Tal como foste à minha casa?! - fui sarcástica.

Adriana: É verdade… - pôs-se com um sorriso. - A casa daquele jeitoso.

Vera: Olha mas tu queres ter um ananás a servir de chapéu?!

Adriana: Vocês… ainda estão juntos?

Vera: Sim estamos.

Adriana: Oh que pena, e ele ainda tem o meu cartão?

Vera: Oh minha. - controlei-me para não dizer uma certa palavra. - Ele não tem cartão nenhum, nem nunca vai ter entendes?! Agora poe te a andar que tenho mais que fazer!

Adriana: Mas…

Vera: Não me faças dar a volta à banca. - ela deu-me aquele “olhar” antes de virar costas, fiz o mesmo e tentei “libertar” o meu stress que tinha ganho com esta visita.

(Raquel)

Saí do mercado a correr, e o Hugo já estava a minha espera para me levar ao estúdio.

Raquel: Vieste rápido!

Hugo: Não te queria deixar á espera.

Raquel: Estou tão ansiosa, mas também cansada, dormi mal e estas dores nas costas não ajudam nada.

Hugo: Não devias ir a sessão nenhuma, posso ligar para lá a adiar a sessão.

Raquel: Nem pensar, eles esperaram um mês por causa da minha perna, não vou adiar mais vez nenhuma. Além disso a barriga está a crescer, e não quero mais 15 quilos em cima de mim para fazer a sessão.

Hugo: Alguém já sabe da gravidez?

Raquel: No dia da festa de noivado, acabei por contar á senhora Teresa, mais ninguém sabe. Por falar nisso, acho que esta sessão para o Fama Show, vai servir para revelar a gravidez. O que achas?

Hugo: Por mim, tanto faz. Se é isso que queres fazer, acho bem.

Raquel: Não te importas mesmo? A tua família não vai ficar chateada por saber, pela comunicação social? Sei la …

Hugo: Não te preocupes com isso. Provavelmente vou ouvir bocas sobre isso, mas não me interessa de quem só se lembra de mim quando precisa de alguma coisa.

Raquel: Mas a tua mãe acho que devia saber…

Hugo: Depois da sessão vamos lá a casa falar com a ela, e aí contamos tudo, ok macaca?

Raquel: Não achas que vai haver algum problema? É que já passou algum tempo desde que saí do hospital. Ela pode ficar chateada …

Hugo: Não te preocupes. Já chegámos, estás pronta?

Raquel: Sim, e um pouco nervosa … Vamos lá. Vens comigo, não vens?

Hugo: Claro, quero ver o que vão andar a fazer com a minha macaca. Não quero poucas vergonhas.

Raquel: Sim, já sei pai!!

Hugo: É, goza goza! Anda lá macaca.

Entrámos no estúdio, e fomos muito bem recebidos. Levaram me para arranjar o cabelo e para a maquilhagem, e o Hugo sempre atrás para ver o que faziam comigo. 



Raquel: Como estou a ficar?

Hugo: Cada vez mais parecida com uma macaca. – sorri. 



 Esteve tudo bem até mostrarem as roupas para a sessão.

Hugo: O que é isso?

Raquel: São as roupas que vou usar, são giras não são?

Hugo: São giras, são, se não tivesses que quase mostrar o rabo.

Raquel: Não sejas tolo, não vou mostrar rabo nenhum. Não vais fazer filmes pois não?

Hugo: Não são filmes, é a verdade, não te quero para aí descascada para essa gente ver.

Raquel: Se for para andares com essas coisas, prefiro que te vás embora. Anda lá mor, não sejas tolo. Está tudo bem, são só umas fotos.

Hugo: Para ti são só umas fotos, para mim são milhares de homens a olharem para a minha macaca.

Raquel: Ohh, isso são tudo ciúmes? Que fofo.

Hugo: Vai lá fazer as fotos, não vou chatear mais. – dei-lhe um beijo e fui fazer a sessão.




A sessão acabou por correr bem, foram sempre muito simpáticos comigo e deram muitas indicações sobre o que deveria fazer. 




No fim mostraram algumas fotos, que até ficaram bastante boas, mas não quiseram mostrar muito mais para não estragar a surpresa do programa. Acabei por dizer que estava grávida, e eles mostraram se muito contentes, e disseram que iam fazer chegar essa notícia quando o programa saísse, além disso arranjaram algumas roupas um pouco mais largas na zona da barriga ou então posições para não mostrar muito. 








Raquel: Correu bem, não foi? 

Hugo: Sim, acho que sim. Podiam ter arranjado outras roupas ...

Raquel: Sim, claro que sim. Por ti tinha tirado fotos de pijama, quanto mais tapada melhor.

Hugo: É isso mesmo, só que o teu pijama não ia ser boa ideia... - sorri. - Bem, vamos agora a casa da minha mãe, assim contamos tudo e não há surpresas inesperadas. - chegámos lá num instante.

Margarida: Olá, está tudo bem? Não estava a contar com a vossa visita.

Hugo: Olá mãe. Está tudo, viemos aqui para lhe contar uma novidade.

Margarida: Aí sim ... Que novidade é essa?

Raquel: Bem, á um mês e meio, quando eu estive no hospital, descobrimos uma coisa...

Margarida: Mas está tudo bem? 

Raquel: Sim, sim está tudo... Já devíamos ter lhe contado, mas nunca surgiu a oportunidade.

Margarida: Digam lá, já estou nervosa... O que se passa?

Hugo: Vais ser avó mãe. A Raquel está grávida.

Margarida: Aí sim? Que bom, não é?

Hugo: Então mãe, não estás feliz? Sempre quiseste ser avó ...

Margarida: Claro que estou feliz. - abraçou me. Só não estava a espera. Então de quantos meses está?


Raquel: Estou de três meses.

Hugo: Vou ali, ver uns cd´s que já devia ter vindo buscar á uns tempos. Já venho.

Margarida: Está bem filho, eu fico aqui com a Raquel. Então como estão as coisas?

Raquel: Estão bastante bem.

Margarida : Não me parece ...

Raquel: Diga?

Margarida: Tu conseguiste enrolar bem o meu filho, mas a mim não me enrolas. Eu sei que tu não gostas dele verdadeiramente. Estás com ele só por interesse, mas eu vou lhe mostrar isso.

Raquel: Desculpe lá, mas a senhora não pode falar assim comigo, sabe muito bem que eu amo o seu filho.

Margarida: Já vais ter um filho dele, já estás noiva, estás a dar o golpe da barriga e ele está a cair que nem um patinho. Ele não vê isso, mas eu estou aqui para o proteger. Quanto é que queres para desaparecer daqui? Diz lá um numero.

Raquel: Eu não sou interesseira, eu gosto dele realmente. Não vou ser comprada por si.

Margarida: Todas dizem isso, mas nós mulheres temos um preço. E eu sei que quando essa criança nascer vais vir ter comigo pedir o dinheiro e desaparecer. E é bom que o faças.

Raquel: Eu não estou para ouvir isto ... - ouvi o Hugo a chegar e fugi para a casa de banho.

Hugo:Onde está a Raquel, mãe?

Margarida: Foi á casa de banho, deve estar quase a voltar.

Hugo: Mas está tudo bem?



Margarida: Tudo óptimo, filho! - nesse momento saí da casa de banho.

Hugo: Estás bem? Estives te a chorar?

Raquel: Está tudo bem. Podemos ir para casa?

Hugo: Sim, vamos já.

Margarida: Vão já?

Hugo: Sim mãe, vamos.

Margarida: Então até á próxima, cuida te Raquel. - nem olhei para a cara dela.

Hugo: O que foi que se passou?

Raquel: Não foi nada, só estou cansada.

Hugo: A minha mãe disse te alguma coisa?

Raquel: Não foi nada ...

Hugo: Mas estives te a chorar porquê?


Irá a Raquel contar ao Hugo? 












segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Capitulo 27: "A inveja é muito feia Verinha"



(Vera)

Aquilo da Raquel ter ficado noiva, a meu ver então passava de uma história muito mal contada… ainda há pouco se conheciam e agora estavam noivos! Ou queriam fazer isto à presa por uma razão em especial, ou um deles não estavam bem da cabeça.

Comentei isto com o Rúben, que sendo o “defensor da pátria” ficou logo do “outro lado”.

Rúben: Não os pode ver feliz é? Ele gosta imenso dela. - olhámos para a frente e vimos eles os dois juntos, ela com os braços sobre o pescoço dele, dançando. - E ela dele… só temos de ficar felizes por eles.

Vera: Eu fico muito feliz, mas fogo deixa-me só um pouco curiosa…

Rúben: O Hugo não me disse nada sobre pedir a Raquel em casamento, mas pode ter sido algo que decidiu sem pensar.

Vera: Ou anda ali mais qualquer coisa.

Rúben: Como por exemplo, senhora inspectora? - ele “gozava” com o meu sexto sentido.

Vera: Não sei , mas vou descobrir. - ele gargalhou. - É verdade, nunca me engano.

Rúben: Então depois avisa quando descobrires, sim?

Vera: Goza o que quiseres, mas depois ainda me vais dar razão.

Rúben: Sim, sim… Agora a menina, não quer ir dançar?

Vera: Dançar? - sorri, ao ouvir o convite que ele me tinha feito.

Ele colocou o seu copo sobre a mesa que estava mais próxima, e com um sorriso estendeu a mão. Entrelaçou-a na minha e levantei-me, coloquei o meu também ao lado do seu copo. Ao chegarmos à pista de dança, ele colocou as suas mãos na minha cintura puxou-me para perto dele, senti o seu corpo contra o meu. Aproximei os nossos rostos e beijei-o.

Por vezes olhava para a Raquel e para o Hugo e por mais que me custasse a admitir, parecia que o Rúben tinha mesmo toda a razão, eles estavam todos felizes.

Ao chegar a casa estava mesmo muito cansada e até o Rúben tinha fica exausto, logo deitámos-mos, para além de ficar aconchegados, o Soja ainda se veio juntar a nós os dois.

Isto levou a que o Rúben começasse logo a refilar, porque não queria que ele ficasse connosco mas lá o convenci a partilhar a cama com o meu pequenino.

XXX

Não gostava nada quando o Rúben tinha jogos fora, para além de não poder ir ao estádio o ver fica sem o ver um ou mais dias… o que não era mesmo nada bom. Ainda tentei ter uma recompensa por ele hoje ir embora, e ter uns “mimos” logo pela manhã mas o relógio não parava e teve mesmo de ir.

Tomei o pequeno-almoço, vesti-me e lá fui para o mercado. Hoje recebi alguns caixotes com produtos frescos e como tal o rapaz das entregas ajudou-me a levar cada caixa até à banca.

A Raquel, talvez por ontem ter tido aquela “surpresa”, hoje apareceu mais tarde, e veio acompanhada pelo  Hugo que foi quem lhe preparou a banca.

Mesmo com a atender a clientela reparei que ele demorou algum tempo para se despedir dela, parecia que estava a dar lhe algum conselho ou assim. Quando foi embora, ela atendeu os seus clientes e eu continuei a atender os meus.

Como disse que ia estar mais “atenta”, à hora de almoço, fui até à sua banca fazer um pequeno convite.

Raquel: Queres que eu vá contigo almoçar?! Parece mentira…. - riu.



Vera: Vim para ter uma resposta sim ou não? E também ia convidar a Teresa.

Raquel: Acho que pode ser. - virou-se, pegou na sua mala e olhou-me. - Vamos lá falar com a Teresa.

A Teresa também disse que aceitava ir almoçar, e por isto fomos até ao barcarense. Colocámos uma mesa para três, e mandámos vir o nosso almoço. Como o prato do dia era francesinha e como deixou-nos às três com água na boca, foi o prato escolhido.

Teresa: É mesmo bonito. - disse ao largar, pela milésima vez, a mão da Raquel para voltar a ver aquele anel. Eu apenas bebi mais um pouco da minha bebida, e revirei os olhos.

Raquel: A inveja é muito feia Verinha… - olhei-a.

Vera: Desculpa?

Raquel: Para além de não parares de olhar para o meu anel com este olhar carregadinho de inveja, até rebolas os olhos quando dizem alguma coisa sobre meu lindo anel.

Vera: Eu não estou nada mas mesmo nada, invejosa!

Teresa: É claro que não está. - falou para “por termo” à nossa conversa. - A Vera como tua amiga está é feliz por ti, aliás estamos todos.

Raquel: Também se tem razões não me estranhava…

Vera: Repete se faz favor. - ela olhou-me.

Raquel: Que tens razões para ficares invejosa. - falou e deu-me um pequeno sorriso.




Vera: Ai tenho?

Raquel: Sim, tens. Não queiras comparar o Rúben ao Hugo. - ouvi o que ela disse e levantei as sobrancelhas. - Não faças esta cara que é pura da verdade.



Vera: O Rúben não precisa de me pedir em casamento para mostrar nada, entende isto. Tu é que deves ter um complexo qualquer, olha talvez foi isto que levou o Hugo a pedir-te em casamento.

Raquel: Estás a ver?! Olha aí carregadinha de invejas.

Vera: Posso te garantir que não é inveja, é que eu e o Rúben estamos muito bem como estamos.

Teresa: E tu e o Hugo também estão, por isto acabou aqui esta conversa. - olhei para a Raquel e ela olhou-me e como a Teresa se tinha colocado a “meio” acabamos por pôr fim à nossa discussão.

As nossas “ricas” francesinhas chegaram e não demorou muito até nós limparmos os pratos. Tanto eu como a Teresa assim que terminámos, ficamos mais do que satisfeitas já a Raquel não parava de olhar para a vidreira do bracarense. Ela apenas deixou de o fazer quando voltou para a mesa com uma sobremesa na mão.



Teresa: Mas como é que ainda tens fome?

Vera: Isto eu também gostava de saber… - ela olhou-nos.

Raquel: Eu podia deixar de ficar sem provar este cheesecake! Tinha cá um aspecto. - estávamos tão cheias que nem sabíamos como raio ela conseguia comer, mas lá deixávamos ela se deliciar com aquele cheesecake.



Ricardo: Olá princesa. - olhei para o meu lado esquerdo e vi a puxar a cadeira que se encontrava vazia, aquela alminha que eu até pagava para não ver.

Vera: Ai por amor de Deus…. - falei para mim mesma.

Ricardo: Ficas logo toda assanhada quando me vês. - ia me tocar no rosto mas desviei-me para que isto não acontecesse. Já a Raquel apenas se ria.

Vera: Isto é porque a tua presença me incomoda, e muito!

Ricardo: Olha que gostava de saber porque, nunca te fiz nada. Pelo contrário, se me deixares eu até te faço muita coisa, mas tudo para ficares feliz lindinha.

Vera: Pois mas eu não quero nada de ti.

Raquel: Ela já tem o seu Amorinzinho. - a Teresa deu uma cotovelada na Raquel pois já era suficiente falar, quanto mais trazer o Rúben para a conversa.

Vera: Deixa o meu namorado fora desta conversa se faz favor.

Ricardo: Ele podia era se fazer à estrada. - olhei-o.

Vera: É que nem voltes a dizer isto, eu fico bem é quando o Rúben está por perto ouviste? E não há nada, mas mesmo nada que possas fazer que vá mudar isto. Podes parar com estas tuas conversinhas foleiras que não vai em dar, acredita.

Ricardo: Mas….

Vera: Não há mas, nem meio mas… compreende isto de uma vez por todas, sim?? - peguei na minha mala e levantei-me. Não falei mais nada, paguei a minha parte e voltei para a minha banca. Ao lá chegar pus me a ver umas revistas.

A Teresa e a Raquel voltaram, e eu ouvi que elas falavam sobre a sessão fotográfica da Raquel.

Vera: Estão a falar sobre?-levantei-me e como quem não sabia qual era o assunto discutido aproximei-me da banca da Raquel.

Raquel: Até parece que estavas ali e não estavas a ouvir.

Vera: Porque tens de ser sempre estúpida?!

Raquel: É para não seres sozinha. -sorriu.

Teresa: Meninas! - olhou-me. - Estávamos a falar sobre a sessão fotográfica da Raquel.

Vera: Humm, já tem data?

Raquel: Sim, é já amanhã. - falou toda feliz da vida.

Vera: Olha que bom.

Ficamos mais algum tempo a conversar mas depois o telemóvel da Raquel tocou e ela não perdeu tempo a atender. Logo se notou que era o Hugo, levantou-se e foi embora. Bufei ao ver que ela falava com ele, pois já tinha saudades do Rúben….

Teresa: O que se passa, Verinha?-passou a mão numa madeixa do meu cabelo.

Vera: Não é nada.

Teresa: Eu conheço-te, diz me o que se passa, vá.

Vera: É o Rúben…

Teresa: Chatearam-se?

Vera: Não, mas ele vai ter agora jogo fora, ou seja não cá está…não estou com ele. - ela sorriu ao ver que a razão para estar assim eram saudades.

Teresa: Ele vai ficar muito tempo?

Vera: Dois dias.

Teresa: Vais ver que passa muito rápido.

Vera: Espero que sim.

A conversa com a Teresa sempre deu para tirar por alguns minutos o Rúben da minha cabeça. Voltei para o trabalho e a Raquelinha não deixava o telemóvel da mão….Parecia que não tinha mais que fazer a não ser falar com o Hugo.

Voltar para casa não foi propriamente “divertido”…estar com o Soja apenas não era a melhor companhia, mas enrosquei-me no sofá com o meu bola de pelo e vi televisão até adormecer.

XXX

Contava minutos para ouvir o Rúben a tocar à campainha e finalmente chegar. Era domingo e eu não ia trabalhar, levantei-me e comecei a arranjar a casa.

Ao tocar a campainha, larguei tudo e fui abrir a porta. Ao ver atirei-me para os seus braços, unido de seguida os nossos lábios.



Fechei a porta e com os nossos lábios colados fui até à sala, deitámo-nos no sofá e ficamos a matar as saudades que tínhamos um do outro.

Depois de o fazermos levantei-me, vesti a camisola dele.

Vera: Queres comer alguma coisa?-como ele tinha acabado de chegar, e tínhamos logo vindo para a sala, ele ainda não devia ter comido nada.

Rúben: Não me importava.

Vera: Neste caso espera aqui um pouco. - ele ficou debaixo de um lençol, e pegou no comando.

Fiz umas tostas, uns ovos mexidos, e fritei algum bacon levei para a mesa. Ambos comemos e depois voltamos para a sala.



Rúben: Tenho algo para ti. - falou enquanto eu fechava o fecho das minhas calças.

Vera: O quê?

Rúben: Anda cá. - sentei-me ao seu lado no sofá, e ele pegou numa pequena mala que tinha trazido consigo.



O que terá o Rúben para a Vera?

domingo, 4 de agosto de 2013

Capitulo 26: " O bebe já está a refilar com tanta demora, vai lá, despacha te!! "



(Raquel)

Passadas três semanas de ter saído do hospital, estou novamente pronta para trabalhar, mas o Hugo não me deixa sair de casa, diz que tenho que descansar por causa do bebe. Na verdade este mês de “férias” soube muito bem, com o Hugo sempre a dar miminhos e a atender os meus desejos, mas também já estou farta desta casa, nem para ir á mercearia saio de casa. Depois daquela cena de ciúmes que fiz no hospital, nunca mais falámos naquele assunto, mas ele mesmo estando sempre comigo em casa, anda esquisito e recebe telefonemas que o fazem sair de casa a correr sem nenhuma explicação. Hoje foi o primeiro dia que saí de casa, fui a uma loja de roupa para ir comprar um vestido, parece que o Braga vai dar uma festa com todos os jogadores, e como não quero ir fazer figura de tola, tenho que ir bem arranjada e provavelmente a Vera também estará lá.

Hugo: Então já compras te o teu vestido?

Raquel: Sim, não é uma coisa muito extravagante.

Hugo: Posso ver?

Raquel: Não, só vês amanhã quando já estiver vestida para a festa.

Hugo: Ohh, va lá… Deixa ver se ficas gira!

Raquel: Ahh, isso quer dizer que só fico gira de vestido? Grande lata.

Hugo: Não, tu és linda com ou sem vestido, mas queria dar uma vista de olhos … Podia ajudar a tira-lo depois.

Raquel: Ajudas amanhã quando sairmos da festa.

Hugo: Mesmo teimosa …

Raquel: Olha não queres ir comprar um gelado? O teu filho é que está a pedir.

Hugo: A comer desta maneira, amanha o vestido não te serve.

Raquel: Tás com vontade de brincar, não é?

Hugo: É gelado de quê?

Raquel: Muda de conversa … Bolacha oreo.




Hugo: Sempre o mesmo sabor, qual é o problema com morango ou caramelo?

Raquel: Primeiro, quem tem os desejos sou eu e segundo se fosse para comeres tu o gelado eu não pedia nada.


Hugo: Só prefiro morango...

Raquel: O bebe já está a refilar com tanta demora, vai lá, despacha te!!

O Hugo quando voltou, trazia nas mãos dois gelados, um para mim e outro para ele. Ficámos enroscados um no outro o resto da tarde e acabamos os dois por ver um filme até adormecermos. Quando acordei vi que o Hugo já se tinha levantado e quando chamei por ele não obtive resposta, então levantei me e encontrei na cozinha o pequeno-almoço feito, com um bilhete ao lado que dizia: Fui ao estádio ter com o pessoal, volto depois do almoço. Quando ele chegou já era tarde, então já estava vestida para a festa só faltava ele se arranjar.

Raquel: Demoras te …

Hugo: Tive lá com o pessoal a falar da festa e tal. Mas já vi que não precisas te de ajuda para te arranjares.

Raquel: Vai lá arranjar te, temos pouco tempo.

Hugo: Está tudo controlado.

Raquel: Sim, contigo está sempre tudo controlado. – Ele foi tomar duche e eu sentei me na sala a calçar os sapatos. Passados alguns minutos ele saiu da casa de banho e foi para o quarto vestir o fato, e quando dou por mim lá está ele a pedir para lhe arranjar a gravata.




Hugo: Consegues aguentar te nesses saltos, depois de teres estado com a perna ligada semanas?

Raquel: Sacrifícios…

Hugo: Por mim nem saíamos de casa, esse vestido fica te a matar. - veio para mim e deu me um beijo.



Raquel: Vamos Hugo, estás mesmo chato. 

Hugo: Mas o chato aqui faz as vontades todas, não é?

Raquel: Vamos ou não?

Hugo: Não disse... A senhora é que manda.

Descemos e fomos para o carro. Durante o caminho o Hugo andou sempre a falar da gravidez e de quando seria a altura ideal para contar a toda gente. Disse-lhe que era melhor espera para os 4 meses, assim já sabíamos o sexo do bebe e seria mais fácil se quiséssemos fazer uma festinha ou assim. Senti o Hugo um pouco inseguro e nervoso, mas não lhe disse nada, podia ser por causa da saída do Braga, e como não o queria chatear com isso achei melhor nem abrir a pouco sobre o assunto.

Hugo: Se fosse menina, qual seria o nome?

Raquel: Não sei, por acaso nem tenho pensado muito nisso ... tens algum nome em mente?

Hugo: Por acaso até já tinha pensado em alguns, mas não queria escolher sozinho. Gosto de Diana, Inês, Marina, Matilde, Núria, sei lá.

Raquel: Até gostei de alguns. Mas e se fosse rapaz?

Hugo: Não sei bem, gosto de Bernardo, Simão.

Raquel: Eu gosto de Alex, Francisco, Afonso ... Olha já chegámos.

Hugo: Estás pronta?

Raquel: Claro, porquê a pergunta?

Hugo: Pergunta normal, para quem não saía de casa á um mês.

Raquel: Então vamos lá. - Estamos a entrar na sala onde estava a ocorrer a festa, quando alguém grita: "Eles vem aí" e nesse momento os convidados ficam todos a olhar para nós e começam a bater palmas.

Raquel: O que é que se passa? Isto é normal? Baterem palmas a quem entra?

Hugo: Normalmente, não ...


Raquel: Então o que é isto?

Hugo: Não faço ideia ...

Raquel: Mas isto é uma festa do Braga ou não?

Hugo: Devia ser ... - nesse momento, vem um empregado na minha direção que trás uma bandeja, com um bolinho, e entrega-mo.

Raquel: O que é isto? Oh Hugo tem uma coisa a brilhar aqui no queque. 


Hugo: O que é? - As pessoas estão todas a olhar para nós. - Tira isso do queque.

Raquel: É um anel ... - Nessa altura olho para o Hugo, e ele está de joelhos no chão. - O que é que tas a fazer?

Hugo: Raquel, tu és a pessoa mais importante da minha vida. O teu sorriso é mais do que perfeito, fazes me feliz, fazes querer levantar todos os dias de manha para te fazer o pequeno-almoço, por ti até sou capaz de lavar a louça todos os dias e aprender a dar o nó da gravata. É contigo que quero passar a vida toda, adormecer e acordar do teu lado, e se te trair alguma vez perdoa-me, é que ela vai ser tão linda como tu e vai andar pela casa a chamar me de papá. Melhor do que isto, não há. ADORO TE. Raquel, aceitas casar comigo?

Hugo: Então não dizes nada?

Raquel: Não ... Quer dizer sim. Sim eu quero, não .... SIM EU ACEITO CASAR CONTIGO!!! - ele levantou se e deu me um beijo que parecia que nunca mais acabava. Estavam todos a bater palmas, até havia algumas mulheres com a lágrima no canto do olho. 


Hugo: Deixa me meter o anel no dedo.

Raquel: Ohh Hugo é lindooo!!!! 

Hugo: Pensava que ias dizer que não... 

Raquel: Dá me um beijo.


Afinal, aquilo não era festa nenhuma do Braga. A família do Hugo estava toda lá, a senhora Teresa também, a Vera e o Rúben. Vieram todos dar os parabéns aos noivos. Ainda estava de boca aberta, nem queria acreditar que era verdade.

Sra. Teresa: Parabéns Raquel !

Raquel: Obrigada sra. Teresa.

Sra. Teresa: Estás muito bonita com esse teu vestido. Até parece que não te aconteceu nada, estás de salto 
alto.

Raquel: Muito obrigada. Tinha que ser, vinha para uma festa, tinha que estar bem arranjada. Depois tenho uma novidade para lhe contar, mas não pode ser aqui.

Sra. Teresa: Algum problema?

Raquel: Antes pelo contrário, não se preocupe. Depois falamos.

Vera: Então parabéns!

Raquel: Obrigada.

Vera: Por acaso estás mais bonita desde á um mês ... Andas a fazer algum tratamento facial? Ou tives te este tempo todo a fazer plásticas?

Raquel: Obrigada Vera. Um dia conto te o meu segredo ...



Vera: ouvi dizer que tens novidades, quais são? Não queres partilhar?

Raquel: Por acaso não tenho, mas mesmo se tivesse não ia partilhar contigo, deixa de ser cusca, até fica te mal.

Vera: Mas eu tenho uma novidade, não queres saber?


Qual será a novidade da Vera?

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Capitulo 25: " Mas tu queres que me levante e que te dê com o frasco de soro pela cara fora? "




(Raquel)

Raquel: Hugo tens a certeza que queres chatear uma grávida?

Hugo: É  que apareceram umas ...

Raquel: Apareceu o quê homem? Quem é que te ligou?

Hugo: A minha mãe é que me ligou.

Raquel: Sim, para dizer o quê?

Hugo: Oh, tu já sabes como ela é ... Queria saber como estavas.

Raquel: Eu sei que não foi só isso. Diz lá homem, já estou a ficar nervosa.

Hugo: Não te podes enervar. Falamos mais tarde ...

Raquel: É que nem penses ... Eu quero saber de tudo agora. - nessa altura entra uma enfermeira para vir ver como estava. - Salvo mesmo á rasquinha.

Hugo: Bem vou a casa, e aproveito para te trazer uma coisinhas. É verdade, talvez o Ruben passe por aqui com a Vera mais tarde. - Dei-me um beijo e saiu. Aquela conversa tinha me deixado com a pulga detrás da orelha, ainda pensei em ligar a mãe dele, mas depois achei melhor não, uma vez que a senhora não vai lá muito com a minha cara.


(Vera)

O Rúben tinha sugerido que fossemos ver a Raquel ao hospital…Tinha de confessar que estava curiosa, pois já era a segunda vez que ela ia para o hospital num curto espaço de, tempo, então lá concordei ir. Assim sempre via como aquela alminha estava.

Passei numa pequena lojinha enquanto o Rúben falava com a rececionista e comprei duas revistas. Uma daquelas mais pequenas, e outra das maiores. Para levar à Raquel já que não sabia quanto iria cá ficar, e era sempre uma forma de se distrair.

Ao entrarmos no quarto, vi a Raquel e o Hugo tinha entrado connosco, disse que tinha ido a casa buscar umas roupas para a Raquel. Tanto eu como o Rúben cumprimentámos eles os dois e depois ficamos perto da cama.

Vera: Trouxe-te estas duas revistas. - dei-lhes as revistas.





Raquel: Obrigada. - sorriu e deu as revistas ao Hugo que as colocou sobre uma pequena mesa que estava ao lado da cama.

Rúben: Bem. - olhou para o Hugo e sorriu.

Vera: Quando vais voltar para casa?

Raquel: O mais rápido possível, mas ainda não sei ao certo.

Vera: Ah sim? E quanto aquilo do Fama Show?

Raquel: O que tem?-o Rúben olhou-me como se questionando porque estava a trazer aquele assunto ao barulho, mas a verdade era que estava curiosa para saber quem iria “substituir” a Raquel.

Vera: Se não sabes quando vais sair daqui como vais sessão fotográfica?

Raquel: Havemos de fazer noutra altura, aposto que não há qualquer problema.

Vera: Não seria mais fácil ir alguém no teu lugar. - ela olhou-me como se já soubesse onde eu queria chegar.

Raquel: Tipo tu é?

Vera: Por acaso, acho que até faria melhor figura que tu.

Raquel: A única figura que ias fazer era de tola, aquilo não é para ti.

Vera: Desculpa?!

Raquel: Sim, quem é que eles vieram convidar? Ah pois é. Por isto nem penses que vais lá por os pés no meu lugar.

Vera: Até lhes fazia um favor.

Rúben: Vera... - olhei-o . - Agora não. - falou entre os dentes.

Vera: O que tem? Não vejo o problema de eu ir no teu lugar, isto sim é que seria um up grade na sessão fotográfica.

Raquel: Mas tu queres que me levante e que te dê com o frasco de soro pela cara fora?

Hugo: Raquel toma calma, não te podes enervar.

Vera: Porquê?-o Hugo olhou-nos.

Hugo: Porque…

Raquel: Porque estou no hospital não vês?!Ou só sabes pensar em ti?


Vera: Tu cala-te sim?

Pouco tempo depois o Ruben decidiu que estava na hora de irmos, pelos vistos ele acha que eu exagerei, ainda por cima a coitadinha da Raquel estava no hospital e eu não tinha nada que ir falar da sessão e bla bla bla. Ela tira me do sério, não posso com ela a fazer de coitadinha, ela nem deve ter nada ali, só que tenhamos pena dela.

(Raquel)

Raquel: Que nervos que aquela me dá. Não posso com ela! Eu juro que tive mesmo para me levantar e dar lhe com o soro.

Hugo: Toma calma, não vês que ela já faz de propósito para te irritar. E acho que não chegavas a levantar...

Raquel: Ahah, que engraçadinho que ele tá ... Agora quero saber do telefonema.

Hugo: Ainda não esqueces te isso?

Raquel: Não, nem vou esquecer até tu me contares.

Hugo: Não foi nada de mais, conto te mais tarde, quando estiveres mais calma. Vou ali tomar um café.

Raquel: Não me vais deixar aqui sozinha pois não?!

Hugo: Eu já venho. Fica aí a ver as revistas que a Vera te trouxe.

Enquanto o Hugo saiu eu fiquei com as tais revistas que aquela rameira me deu. Não sou de ver revistas, são só mentiras e tem cada coisa de gente que não tem vida própria, é como se gostassem de ver os outros mal.

(Hugo)

Quando voltei ao quarto da Raquel, vi que ela não estava bem.

Hugo: Raquel, o que se passa?

Raquel: Deixa me.

Hugo: O que foi?

Raquel: Ainda perguntas o que foi?!

Hugo: O que foi que aconteceu?

Raquel: Quando é que me ias contar? - mostrou me a revista.

Hugo: Eu ia contar, mas queria que fosse em casa, não aqui.

Raquel: Estavas á espera de quê? Estavas a ver se arranjavas uma maneira de me deixares não era?

Hugo: Toma calma Raquel, já disse que ia te contar tudo. Não fiques assim ...



Raquel: Toma calma? Não fiques assim? Andas com outra e queres que eu fique calma, queres que fique bem? Como?

Hugo: Olha aí, eu não ando com outra. 

Raquel: Não andas com outra? Então isto o que é?? - Voltou a apontar para a revista.

Hugo: Tomas calma se fazes favor? Deixa me explicar. Estás a fazer filmes onde eles não existem. Eu não ando com ninguém, tu és a única ok? 

Raquel: Então isto o que é? Foi uma noite, que não significou nada, não é? Desculpa de todos os homens.

Hugo: Eu não tive noite nenhuma com ninguém.

Raquel: Estas fotos mostram o contrário.




Hugo: Não aconteceu nada. 

Raquel: Tu com o braço por cima dela e tal. Lá nada, claro que não aconteceu nada. Quando é que me ias contar? Tu ias era desaparecer e deixar me sozinha...

Hugo: Raquel pára. Acabou. Só soube destas fotos quando a minha mãe me ligou a avisar. Não te queria contar nada aqui, por causa do bebe, sabes muito bem que não te podes enervar. Ela chama se Sofia e é minha prima que nem vive cá. Num dos jogos que fizemos lá fora ela encontrou se comigo e foi desta maneira que apareceram as fotos. Eu sabia que ias reagir assim se te contasse aqui. Nunca ia deixar te, NUNCA, percebeste? 

Raquel: Mas ...

Hugo: Mas nada Raquel. Tens que confiar em mim ...

Raquel: Ohh Hugo, desculpa ... 

Hugo: Agora esquece isso. Dá me essas revistas, que é melhor não ficarem aqui. Vou dar uma volta para ficares a descansar. - dei-lhe um beijo na testa e saí. 

Ela estava muito nervosa então pedi á medica para ir lá, para ver se estava tudo bem. Decidi ir dar uma volta, não só para ela descansar, mas também estava a precisar de espairecer a cabeça. Além disso, não tínhamos contado a ninguém sobre a gravidez, e acho que a minha mãe não ia achar graça nenhuma. Agora tenho que arranjar uma maneira de fazer este anuncio da gravidez, mas tenho uma ideia, assim a Raquel vê que só tenho olhos para ela.


Qual será a ideia do Hugo?




terça-feira, 16 de julho de 2013

Capitulo 24: "Vocês também sempre a implicar uma com a outra."



(Vera)

Fui para o mercado como o normal, o Ruben deixou me lá, quando ia a caminho do treino. Ia ser mais um dia para ouvir a melga da Raquel com as coisinhas da sessão. Quando lá cheguei vi que a Sra. Teresa já tinha chegado, e por sorte a Raquel estava atrasada.

Vera: Bom dia Sra. Teresa!

Sra. Teresa: Bom dia Vera! – a Sra. Teresa não estava muito normal, parecia que se passava alguma coisa.

Vera: Está tudo bem? Passa se alguma coisa?

Sra. Teresa: Sim está tudo Vera, não se passa nada, não te preocupes.

Vera: Já sabe, se precisar de alguma coisa, estou aqui.

Sra. Teresa: Sim, obrigada Vera.

Vera: Então? Onde anda a sopeira da Raquel?

Sra. Teresa: Não sei de nada, deve estar atrasada.

Naquela manhã a Raquel nunca apareceu e a Sra. Teresa estava um pouco em baixo, nem sabia o que fazer. Quando estava a preparar me para ir até ao café comprar qualquer coisa para comer, a Sra. Teresa recebeu uma chamada, como não queria interromper fiz lhe sinal que ia, ela acenou com a cabeça. Quando voltei do café, ela já não estava na sua banca, aliás, estava tudo arrumado, e nem era hora de almoço. De certeza que se tinha passado alguma coisa.

(Hugo)

Raquel: Parabéns de quê?

Médica: Então, já viu o homem que tem ao seu lado, quem dera a muitas ter a sua sorte Raquel!

Raquel: Ahh sim, é verdade.

Médica: Ainda por cima jogador de futebol.

Raquel: Mas é meu!

Médica: Sim, claro que sim.

Raquel: É lindo não é?!

Médica: Jesus, é melhor não responder!!

Hugo: Importam-se? Eu estou aqui!!


Elas riram durante um bom bocado, e ainda estou para perceber de quê. Quando fiquei a sós com a Raquel decidi ligar a Sra. Teresa, que estava muito preocupada. Ela ficou muito aliviada, por saber que já estava com a Raquel, mas não sabia nada do acidente então decidiu vir ao hospital.

(Raquel)

Senhora: Está aqui alguém que quer lhe fazer uma visita.

Raquel: Ahh sim, deve ser a Sra. Teresa.

Sra. Teresa: Então minha querida, como estás?

Raquel: Estou bem.

Sra. Teresa: Pregaste-nos cá um susto.

Raquel: Peço desculpa, Teresa. A senhora está sempre preocupada connosco, e ainda tem os seus problemas. 

Sra. Teresa: Não te preocupes com isso. Eu gosto de vocês por isso é que me preocupo, sabem que são como uns filhos para mim. Mas como é que isto aconteceu?

Raquel: Não me lembro de muita coisa, sei que me despistei e quando dei por mim tinha sido atirada para fora do carro. Lembro me de estar no chão mas depois devo ter ficado inconsciente, porque só me lembro de acordar aqui no hospital.



Sra. Teresa: O que interessa é que está tudo bem agora. É verdade, onde anda o Hugo?

Raquel: Ele saiu antes da sra. Teresa entrar, devem ter se desencontrado.

Sra. Teresa: Pois deve ter sido isso. Ele estava tão preocupado contigo.

Raquel: Eu sei. Não devia ter feito isto. A culpa é toda minha, faço sempre a coisas sem pensar.

Sra. Teresa: Não sejas tonta. Não tens a culpa de nada, aconteceu.

Raquel: A Vera comentou alguma coisa sobre isto?

Sra. Teresa: Acho que ela nem sabe. Não disse-lhe nada, também só soube do acidente quando o Hugo me ligou e ela não estava lá. Como é que vais fazer agora para a sessão?

Raquel: O Hugo foi falar com eles agora para sabermos o que fazer. Mas acho que a Vera vai ficar bastante contente.

Sra. Teresa: Vocês também sempre a implicar uma com a outra.

Médica: Olá. Vim aqui para ver se estava melhor, mas estou a ver que sim. 

Sra: Teresa: Bem, acho que está na minha hora.Vou andando, mas ligo para saber como estás. E não te preocupes com nada, que eu trato de tudo.

Raquel: Muito obrigada, sra.Teresa. - a sra. Teresa foi embora e eu fiquei no quarto mais a médica. E Hugo que nunca mais chegava com noticias sobre a sessão.

Médica: É verdade, a Raquel te diabetes não é?

Raquel: Eu não ...

Médica: Tem a certeza, é que nas análises dizia que tinha. Mas pode ter ocorrido algum erro.

Raquel: Sim tenho a certeza. É melhor fazer análises novas?

Médica: Sim, acho que é melhor. Já venho para lhe tirar o sangue.

Passados uns minutos lá veio a médica, toda preparada para tirar sangue. Entretanto o Hugo entra e fica sem saber o que se passa, mas lá expliquei lhe que as análises podiam ter sido trocadas e era melhor fazer outras. A tarde foi passando, o Hugo contou me que podia fazer a sessão quando estivesse melhor, e até fiquei aliviada, porque eles podiam ter me substituído ou algo do género. 




Raquel: Não devias estar no treino?

Hugo: Não.

Raquel: Como não?

Hugo: Tenho é que estar contigo.

Raquel: Já estou bem, a sério. Não devias andar a faltar aos treinos.

Hugo: É por ti, por isso não faz mal ... - sorri para ele, e recebi um beijo em troca. Nesse momento entra a médica, aparentemente nervosa.

Médica: Já tenho aqui as análises, e temos um problema.

Raquel: O que é que se passa?

Médica: Temos que ir ali fazer mais uns exames consigo.

Hugo: Mas o que foi?

Médica: Já vos mostro. - a médica, com a ajuda de uma enfermeira, levaram me para uma sala e o Hugo veio connosco.

Hugo: Então que se passa?

Médica: Preciso que a Raquel levante a sua camisa, e vou fazer aqui este exame.

Hugo: Isto por acaso é uma ecografia?

Médica: Sim ...

Raquel: Importa se de nos explicar o que se passa?

Médica: A Raquel está grávida. E temo que tenha acontecido alguma coisa ao bebe com o acidente. 

Hugo: O quê?

Raquel: Isso não é possível. Talvez á uma semana fiz dois testes de gravidez e deram negativo.

Médica: Sabe que esses testes nem sempre nos dão a verdade.

Hugo: Oh meu Deus. Então como é que está o bebe?

Médica: Não consigo obter ritmo cardíaco ...

Raquel: O coração não bate.

Hugo: Isso aí é ele?



Médica: Sim ... Mas não consigo ouvir o coração.

Hugo: Isto não é possível.

Médica: Oh meu Deus, já está. SIM, ele tem batimento cardíaco.

Raquel: Graças a Deus ...

Médica: Está um pouco fraco, mas isto vai passar. Não sabes a sorte que tives te Raquel. 

Hugo: Eu vou ser pai ... - quando olhei para o Hugo ele estava a chorar.



Raquel: Oh amor ... - dei-lhe um beijo e sorri. Fiquei completamente chocada. E o pensamento de perder esta criança foi horrível.



Médica: Então parabéns papás. E já agora, está de um mês e meio.

O Hugo agarrou me durante um bom bocado. Não parava de chorar. Eu estava simplesmente boquiaberta. Nunca pensei que este momento chegasse, muito menos desta forma.

Raquel: Ainda não acredito.

Hugo: Nem eu ... Vamos ser PAIS. - nesta altura, o telemóvel do Hugo toca e ele atende.

Raquel: O que é que se passa?

Hugo: Nada ... - ele estava com uma cara esquisita.

Raquel: Diz lá. Quem era ao telemóvel?

Hugo: Não era nada ...

Raquel: Hugo tens a certeza que queres chatear uma grávida?

Hugo: É que apareceram umas .... 


Quem será que ligou ao Hugo?

Apereceram umas quê?