sábado, 15 de fevereiro de 2014

Capitulo 31-"A sério não sabes nada sobre bebés?"




(Rúben)

Vera:Não tem jeito nenhum eu não saber onde vamos.-gargalhei.-E ainda achas piada?Posso ao menos saber porque me estás a levar jantar fora?

Rúben:É assim tão estranho querer levar a minha namorada a jantar fora?

Vera:Poder podes mas tens de admitir que não o fazes muitas vezes.

Rúben:Sim isto é verdade mas hoje é uma ocasião em especial.-olhei-o.Não entendeu qual era esta “ocasião especial” de que falava.-Temos de celebrar o facto de teres saído naquela revista.

Vera:Rúben aquilo foi muito bonito mas não é como o meu aniversário.

Rúben:Deixa te lá de coisas.-tirei os olhos da estrada e olhei-a.-Fiquei orgulhoso e tal como disseste não vamos jantar fora muitas vezes..Assim podemos estar juntos sem nos preocupar com mais nada.

Ela pareceu ficar convencida e eu pode me manter calmo pois vi que tinha a situação sob controlo.A Vera não desconfiava de nada,nem me fazia mais nenhuma pergunta.

Chegámos ao restaurante e  pedi ao empregado para nos levar até à nossa mesa.Puxei a cadeira para a Vera se sentar,ela olhou em volta para ir vendo os cantos à casa já que era a primeira vez que lhe trazia a este restaurante.
Foi nos dado os menus e depois de fizemos os nossos pedidos.

Vera:Olha o Hugo foi treinar hoje?

Rúben:Sim foi porquê?

Vera:É que a Raquel desapareceu depois do almoço.

Rúben:Pois,ela agora deve ir menos vezes para lá.

Vera:Hummm não sei…

Rúben:Tu  conheces-la melhor do que eu achas que vai continuar a trabalhar no mercado?

Vera:Sinceramente nem sei o que esperar dela,só te digo uma coisa ainda quero ver como vai ser esta gravidez.Não é que ela não seja capaz de tomar conta de uma criança mas uma coisa é uns beijinhos e dar colinho durante algum tempo outra é dar atenção a uma bebé 24 horas por dia..

Rúben:O Hugo está nas nuvens.Hoje no balneário não falava doutra coisa.

Vera:Vai ser um pai babadíssimo.-sorriu.

O jantar foi fantástico.Pode dar lhe toda a atenção que merecia e ainda terminar com uma sobremesa que dividimos.

Vera:Vamos andando?- tínhamos terminado a sobremesa mas eu ainda tinha algo especial .

Rúben:Ainda não.

Vera:Amor já terminamos quer fazer mais o quê?

Rúben:Anda cá.-estendi a minha mão na sua direção.Ela primeiro hesitou,por não saber o porquê de eu querer que ela viesse para perto de mim,mas acabou por juntar a sua mão à minha e levantou-se.Afastei me um pouco da mesa e ela entendeu que queria que se sentasse no seu colo,e assim o fez.

Vera:Sabes que estás muito estranho…-gargalhei.

Rúben:Só te quis dar uns miminhos.-passei a minha mão pelo seu rosto e depois uni os nossos lábios.

Quando os separei levei a minha mão até ao meu bolso e tirei uma caixa preta.

Rúben:Toma.

Vera:O que é isto?

Rúben:Se não abrires não vais descobrir.-ela mesmo desconfiada com aquela caixinha preta de veluda fez o que lhe disse.

Vera:Rúben.- olhou-me surpreendida.-Tu és maluco!

Rúben:Não gostas?-ela sorriu.

Vera:Não é isto é que..são tão bonitos,não precisas de te dar ao trabalho.



Rúben:Nem pensar nisto.-beijei a sua boceja direita.-Queria te dar algo especial.

Vera:Não era preciso,a sério.Não gosto que andes a gastar dinheiro comigo desta maneira.

Rúben:Eu acho que quando quiser posso comprar um presente para a minha namorada?

Ela sorriu e com a sua mão apoiada no meu rosto beijou-me.



Pouco depois pedi a conta e saímos do restaurante.Chegámos ao carro e quando coloquei o cinto senti o calor da sua mão na perna e olhei-a.Primeiro sobre o meu joelho e depois foi subindo e enquanto o fez sussurrou-me ao ouvido.

Vera:Hoje ficas comigo certo?-quando terminou de falar mordeu-me o lóbulo da orelha direita.Olhei-a com um sorriso.Unimos os nossos lábios e as nossas línguas encontraram-se,ficaram em perfeita sintonia enquanto eu ia sentindo o calor da sua mão subindo cada vez mais sobre a minha coxa.Foi subindo e só parou quando chegou  onde sabia que me ia deixar fora de mim.Enquanto mantinha os nossos lábios colados fez algumas caricias sobre o tecido e depois acabou de retirar o cinto abrir o fecho das calças  e continuou com as caricias.Ela depois veio até ao meu colo.Coloquei as minhas mãos as suas coxas e ao subir ia levantando o tecido do seu vestido.Retirei-lhe a única peça de roupa que nos impedia de nos amarmos e assim o fizemos.

Ela depois saiu do meu colo voltou para o seu lugar, recompusemos-nos e liguei o carro.Antes de olhar a estrada cruzei o meu olhar com o dela e assim que o  fiz ela lançou-me um sorriso.

Chegámos a sua casa e quando ela abria a porta,de costas para mim,coloquei as minhas mãos na sua cintura e beijei-a no pescoço.Ela abriu a porta entrou e ai ficamos de frente um para o outro.Juntei os nos nossos lábios e fomos até ao seu quarto.

Cai em cima da cama com ela sobre mim.Levei a minha mão até ao fecho do vestido e livrei-me rapidamente dele .Com as minhas mãos apertei as suas coxas aproximando ainda mais o seu corpo do meu.Ela colocou as suas mãos sobre os meus ombros e voltou a deitar-me sobre a cama.As suas mãos foram até à minha cintura e depois de as sentir percorrer os meus abdominais debaixo da camisola acabou por a tirar.Uni os nossos lábios e depois beijou o meu peito.Num movimento rápido coloquei-me sobre ela,ai beijei a pele do seu pescoço e depois voltei a unir os nossos com a minha mão no seu rosto


Não perdemos mais tempo e vimos-nos livres das ultimas peças de roupa e amámos-nos uma vez mais.


                                                                            XXX

(Rita)

Acordei de manhã  ouvindo o Soja miar.Abri os olhos e vi o Rúben a dormir como um bebé.Sorri e levantei-me devagarinho para não o acordar.Vesti a minha roupa interior e uma camisola.

Peguei no Soja e fui colocar alguma comida na sua taça.Preparei meia dúzia de tostas,coloquei a mesa para
o nosso pequeno almoço e fui chamar o Rúben.

Tomei o pequeno almoço,vesti-me e saímos os dois de casa.
Vera

No mercado,depois do almoço, a Teresa veio me chamar e com ela vinha também a Raquel.
Raquel
Teresa:Olá Verinha.-olhei-as.

Vera:Olá.

Teresa:Olha viemos aqui te buscar.

Vera:O quê?

Raquel:A Teresa tem planos para nós.

Teresa:É verdade.-olhou-me com um sorriso.-Vamos as três as compras.

Vera:Às compras?

Teresa:Sim,a Raquel vai ter  um bebé então vamos fazer umas comprinhas.

Elas convenceram a ir ao shopping e arrumei as minhas coisinhas.Chegámose a Teresa levou-nos
até a uma loja com roupas para bebés.

Eu não estava com muito paciência para ir fazer compras mas a Teresa tinha um grande poder de persuasão e consegui-me me por com melhor humor.

Entrámos e havia berços,cadeiras para carro, carrinho de bebé e tudo mais.

Raquel-Vou ter que arranjar uma coisa destas não é Teresa?-apontou para a uma das cadeiras para bebés que lá estavam.Aquelas que usamos durante as refeições.Haviam imensas,com foros de diferentes cores,para menino de uma forma e para menina de outra.




Teresa:Sim,mas ainda é muito cedo.

Raquel:Ai sim?-disse com um ar surpreso.Não consegui me conter e gargalhei.É que se havia coisa que ia ser bonita de se ver era a Raquel com um bebé!Ela vivia no seu mundinho e nele se havia coisa que não existiam eram fraldas e biberões.

Vera: Claro mulher.Vais por uma criança aí nos  dias,é?!-vi que ela não gostou do eu tinha dito,já que olhou-me com um ar sério e depois virou costas.

Continuamos a andar pela hoje e parámos perto das "aranhas" para bebés.

Raquel:Eu queria tanto levar uma destas para casa hoje.-abaixou-se perto de uma das aranhas e passou a mão pelo aqueles brinquedos que estavam presos ao tabuleiro desta.





Tinha um olhar carinhoso e mesmo depois de à pouco ter me metido com ela notei que mesmo não tendo muito experiência com bebés já  era uma mamã babada

Teresa:Vais ter tempo para comprar uma destas para o teu menino ou menina com o Hugo.

Vera:É a Teresa tem razão.-ela olhou-nos,sorriu e levantou-se.


Raquel:Este cobertor é um bocado estranho…-pegou num dos cobertores que estava na prateleira ao lado e desdobrou-o.








Vera:Oh mulher isto é uma toalha de banho…A sério não sabes nada sobre bebés?

Raquel:Até parece que tu sabes tudo!É a primeira vez que estou grávida.-defendeu-se.

Teresa:Com o tempo vais ficar a saber tudinho,e sim a Vera tem razão o que tens nas mãos é uma toalha
para depois do banho não um cobertor.

Raquel:Ah pronto…-dobrou a toalha e voltou a colocar sobre a prateleira.

Assim que paramos perto das roupas para bebés nós as três não resistimos e tivemos de pegar em algumas daquelas pequenas peças de roupa.Ficámos as três derretidas com aqueles pequenos sapatinhos,aquelas pequenas saias e aqueles lindos bodys!

A Raquel começou logo a escolher umas roupas mas não levou muito até a Teresa lhe chamar à atenção.

Teresa:Se ainda não sabes o sexo do bebé não devias compras roupinhas,tens muito tempo para isto..

Raquel:Oh mas já viu estas sapatilhas?-pegou numas pequenas sapatilhas de menino.

Teresa:Sim são muito bonitas.-sorriu.-Mas quando souberes se é menino ou menina fazes as compras com o Hugo ou até mesmo connosco.

Raquel:Pois..Tem razão…-colocou as sapatilhas na prateleira.-Só que tenho de levar qualquer coisinha!É a
primeira vez que venho às compras para o meu bebé e não vou sair de mãos a abanar.

Vera:Então compra algo que vais precisar e dá para os dois sexos…-ela olhou-me e vi que ponderava o que tinha sugerido.

Andamos às voltas na loja e finalmente encontramos algo que ela gostasse e que fosse uma boa compra.Levou uma mala para colocar as coisinhas do bebé.





Por sua vontade tinha levado a loja toda mas ainda era muito cedo para compras...Um dia voltaríamos aqui e aí sim podia sair cheia de sacos!
                                                                                  Xxxx


O toque do alarme do meu telemóvel fez com que eu abrisse os olhos.O sol tinha nascido à pouco tempo mas os raios de sol já entravam pela janela do meu quarto.Vesti-me,tomei o pequeno almoço e fui para o mercado.
Vera
Nesta ultima semana a Raquel não falava noutra coisa a não ser da sua consulta!O facto de ir pela primeira
vez fazer uma ecografia tinha-a deixado num estado de excitação que andava com um sorriso de orelha a orelha todo o dia.

Hoje,sendo o dia D, assim que cheguei ao mercado vi que estava bastante entusiasmada.Ia atendo os vários clientes e ouvia-la na banca ao lado a tagarelar sobre a sua consulta à tarde.Não interessava se era cliente habitual ou não ,se era homem ou mulher,novo ou velho todos ouviam a “novidade” que ela tinha para contar.

Ouvi o toque do meu telemóvel,entreguei o troco ao Sr.Manuel e fui buscar aquela porcaria que não parava de tocar.


Não reconheci o número mas atendi.Primeiro estranhei ao saber quem era,mas quando soube o porquê desta chamada não me consegui conter e até corri e abracei a Raquel de felicidade!

Quem será?

E porque terá ficado a Vera tão feliz?


Olá meninas!
Peço desculpa por ter demorado a postar, tem sido difícil escrever e postar com mais regularidade..:S Mas espero que gostem e que não deixem de acompanhar a fic.:)
Beijinhos
Rita e Marta

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Capitulo 30-"Então ficaste sem palavras?"


(Vera)

Raquel: Olhem! Olhem! - levantou-se da cadeira e apontou para a televisão que estava na outra ponta da sala. - Duarte levanta o som! - ordenou ao miúdo que estava perto do balcão.Olhei para a televisão e a vontade de lhe esganar aumentava cada vez que ouvia uma palavra a sair da sua boca. - Ai mulher senta-te que assim ficas à minha frente. - tocou no braço exercendo alguma força para me sentar. Ela estava a olhar para a televisão de uma maneira que parecia estar a “adorar” o menino Jesus ou assim.

Todos os que estavam no bracarense olhavam para ela com um sorriso e eu com vontade de saltar a mesa… respirei fundo várias para assistir à reportagem que tinha sido feita na sessão fotográfica da outra.

Estava a prestar alguma atenção e  fiquei boquiaberta quando ela anunciou que estava grávida no final da entrevista.

Raquel: Está fantástico não está? - sorriu orgulhosa.

Hugo: Muitos parabéns minha princesa. - ela sorriu e beijou-o.

Rúben: Mas….Tu…Tu estás grávida?

Raquel: Humm. - acenou com a cabeça sorrindo.

Rúben: Parabéns aos dois, neste caso.

Hugo: Obrigado, mano.

Raquel: Obrigada. - olhou-me. - Então ficaste sem palavras?

Vera: Não estava à espera, só isso. Mas parabéns aos dois. - levantei-me. - Bem eu vou embora.

Hugo: Não vais almoçar connosco? - perguntou intrigado.

Vera: Não tenho muito fome, tenham um bom almoço.

Tentei dar o meu melhor sorriso e fui me embora. Ouvi o Rúben me chamar mas não olhei para trás. Voltei
até à banca.

Rúben: Podes me explicar o que se passou?

Vera: Não se passou nada. - peguei num dos caixotes, tentei  levantá-lo mas ele colocou as suas mãos
sobre as minhas, e voltou a pousá-lo.

Rúben: Deves pensar que me enganas. Ficaste assim desde que acabamos de ver aquilo da Raquel. - olhou-
me por alguns segundos com um ar sério.- Tu..ficaste chateada por ela estar grávida? Não me digas que
também querias estar grávida?

Vera: Achas, não é nada disso!

Rúben: Então?

Vera: É isso. - tirei a revista da mala e dei-lhe. Ele folheou pela revista e viu parar nas folhas onde tinha as minhas fotos.



























Rúben: Não gostas do resultado?

Vera: Não Rúben, aquela… - respirei fundo. - coisa meteu-se a meio, eu ia vos contar sobre isto, mas
como é claro ela tinha de ter o tempo de antena.

Rúben: Oh amor. - riu. - Não precisas de ficar assim só por causa disto.

Vera: Dizes isto porque não sabes como é a Raquel, agora não se cala com aquilo... Não é que eu queira esfregar a revista na cara de toda a gente mas graças àquela nem vão dar conta das fotos.

Rúben: Olha que eu não sei. - aproximou-se e agarrou-me pela cintura. - Fizeste um bom trabalho, as fotos tão muito bonitas. - beijou-me o pescoço. - Mas isto já era de esperar.

Vera: Dizes isto porque és meu namorado…

Rúben: Não sejas parva, estou a ser sincero. - olhei-o.

Vera: Tá bem abelha.. - ele sorriu.

Rúben: Agora podemos ir almoçar?

Vera: Eu não sei se consigo aguentar aquela alma durante o almoço todo.

Rúben: Ela está grávida amor.

Vera: É a sua sorte. - peguei na minha mala. - Vamos, mas aviso já que se ela começar a gabar-se vou-me
embora. - ele voltou a rir.

Rúben: Está bem.

Pelo caminho até ao bracarense o Rúben foi lendo mais um pouco da minha entrevista, ficando eu a
observá-lo.

Raquel: Já te deu fome foi?

Hugo: Raquel deixa-te de coisas. - olhou-me. - Ainda bem que voltaram.

Vera: Fiquei só um pouco mal disposta, mas já passou.

Raquel: Foi da azia? - sorriu.

Vera: Deixa de ser parva Raquel, como se eu tivesse inveja de ti...

Raquel: Tá bem, tá. - olhou para a revista que o Rúben tinha na mão e vi a sua feição a mudar assim que deu de caras com as minhas fotos. - Que é isto?

Vera: É uma revista, ou os flashes da sessão fizeram-te mal à cabecinha?

Raquel: Eu sei que é uma revista engraçadinha mas porque tem fotos tuas?

Vera: Porque dei uma entrevista para esta revista. - ela ficou com a mesma cara que eu ao saber que ela estava grávida.

Raquel: Não sabia.

Vera: Pois mas como vês não és a única que fez mas sessão.

Rúben: Meninas. - olhamos para o Rúben. - Vamos almoçar sem mais discussões. -Não falamos mais uma palavra durante o almoço todo.

Não tinha vontade de embirrar com ela mas o facto de ela querer sempre ter a “luz da ribalta” só para ela dava-me uma vontade de a esganar. Só que tinha de me lembrar que ela tinha dentro de si uma ser que não tinha culpa das palermices da mãe.

Rúben: Vou embora, mas ficas bem?

Vera: É claro, até parece que não estou habituada a ficar aqui a tarde toda. - sentei-me na minha cadeira perto da banca.

Rúben: Sabes porque digo isto? - olhei para o lado e vi a loirinha a conversar com a Teresa.

Vera: Sim sei e podes acreditar que vou me controlar.

Ele foi embora e eu voltei a tirar a revista.

Teresa: Olá minha menina.

Vera: Olá.

Teresa: Estou a interromper alguma coisa? - apontou para a revista com um grande sorriso. - Já vi as fotos, estás toda bonita.

Vera: Obrigada Teresa. - levantei-me e abracei-a. - Significa muito vindo de si.

Teresa: É pura verdade, estavam muito bonitas e a entrevista também. - olhei-a. - Mas eu não vim aqui só para te dar os parabéns, quero saber o que se passa dentro desta cabecinha. -passou a sua mão por uma madeixa do meu cabelo.

Vera: Não se passa nada Teresa. - tentei ser o mais convincente mas até o meu tom de voz contrariava o que eu tinha dito.

Teresa: Diz lá.

Vera: É que eu gostei mesmo muito de fazer esta sessão fotográfica. - ela sorriu. - Eu sei que pode parecer parvo  mas foi como se tivesse vivido um sonho  por algumas horas… e agora já terminou. A sessão está feita, a revista está nas bancas e é verdade que estou felicissima com o resultado, mas gostava de ter a sorte de poder fazer isto mais vezes. Acredite Teresa, aquilo é tão giro. - falar da sessão deixava-me logo com outro humor e a Teresa ouvia-me e sorria, quase com aquele sorriso de mãe ao ouvir uma filha. -Adorei tudo desde a roupa, à maquilhagem e pensei que quando fosse para a frente da câmara ia fazer figura de ursa, mas não demorou a sentir-me confortável. Então adoro quando vemos aqueles penteados, maquilhagem e roupa diferentes mas que ficam tão giros combinados… aii - suspirei quando o meu entusiasmo terminou “ao voltar à Terra” e a lembrar-me da realidade. - tudo o que é bom na vida acaba, não é? - disse-lhe em tom de pergunta retórica enquanto arrumava a revista.


Teresa: Vera eu não entendo muito destas coisas das revistas, mas tantas outras raparigas podem ser modelos ou lá como se chama e tu não? És tão bonita ias conseguir, porque não voltas a falar com estas pessoas que te convidaram para apareceres nesta revista ou alguém deste meio.

Vera: Isto foi apenas uma vez sem exemplo.. - falei desanimada. - Mas pronto, não vou pensar nisto. Até porque já fiquei muito feliz por o que aconteceu. - eu não queria falar mais disso. A Teresa tinha me ouvido e compreendeu que criar castelos no ar não era o que eu queria fazer. Fiquei muito feliz por ter tido aquela oportunidade sem ter qualquer tipo de experiência na área e agora o mais certo era guardar aquela revista como uma ótima lembrança e continuar com o meu trabalhinho. - Agora diga-me uma coisa viu aquilo que deu na tv com a Raquel?

Teresa: Sim vi. Estou tão contente por ela!Vai ser tão bonito vê-la com um bebé ao colo.

Vera: Eu ainda quero ver como ela safar naquelas primeiras noites.

Teresa: Oh Vera, não sejas assim. É a primeira gravidez, é normal.

Vera: Eu sei, só que a Teresa tem de admitir que a Raquel nunca foi uma pessoa muito dada a crianças…

Teresa: Uma gravidez é sempre uma grande felicidade, mesmo que ela tenha algumas dificuldades vai aprender com o tempo e eu vou estar aqui para lhe ajudar no que for preciso.

Vera: Sim isso já eu sei, ela vai ter ajuda da vovó Teresa para o que for preciso.

A Raquel parecia ter tirado a “tarde” já que não apareceu mais no mercado.Olhei para o relógio e como
aquilo nem estava movimentado comecei a pegar nas caixas, uma de cada vez, e levando para o armazém.

Vera: Olha a minha sorte…. - falei entre os dentes quando vi o paspalho do Ricardo a aproximar-se com aquele  ar de convencido.

Ricardo: Olá jeitosa.

Vera: Já te pedi para não me chamares isto.

Ricardo: Sabes que só digo a verdade. Olha vim aqui te dar os parabéns. - olhei-o. - Já vi a revista. - levantou a mão e vi que tinha a revista. - Será que posso ter um autógrafo… ou até algo mais. - aproximou-se

Vera: Mas tu queres apanhar? - peguei numa maça já que foi a peça de fruta que estava mais perto.

Ricardo: Toma calma, estás sempre mal humorada.

Vera: Isto é só quanto tu estás por perto. - peguei no caixote. - Txau!

Virei costas e fui em direção ao armazém sem olhar mais para trás. Não ia deixar aquele parolo me estragar o dia! Arrumei tudo, até porque quando voltei ele já tinha ido embora e fui até à minha rica casinha.

Agarrei o Soja, sentei-me no sofá e apertei o contra o meu peito.Depois ele deitou-se no meu colo.Eu ia lhe fazendo algumas festinhas e aos poucos e poucos ele fechando os olhos e adormeceu.

O agudo toque da campainha fez com que eu despertasse. Coloquei o Soja ao meu lado, ele estava a dormir tão bem que nem se mexeu.

Dei só uma breve olhadela ao espelho, passei os dedos pelo cabelo, arranjei-o um pouco até ficar minimamente apresentável e fui abrir a porta.

Assim que a abri vi um grande ramo de perfeitas rosas brancas na minha direcção.


 O Rúben segurava-o com um sorriso de orelha a orelha tão característico dele. O ramo era sem dúvida lindíssimo e eu tinha sido apanhada de surpresa, nem sabia que lhe dizer.

Rúben: Então amor, não gostas?

Vera: Claro, claro que gosto. - agarrei as flores e voltei a olhá-lo. - Obrigada. - coloquei o meu braço direito em volta do seu pescoço, aproximei-me dele e juntei os nossos lábios. Prolonguei  o beijo ao máximo e quando precisei de recuperar o fôlego separei as nossas bocas.Afastei-me para ele entrar.

Rúben: Estavas ocupada?

Vera: Não,não. - fui à cozinha agarrei numa jarra, coloquei água dentro e ali pus as rosas. Levei-as até à sala e coloquei no meio da mesa. - Não esperava que viesses.

Rúben: Vim, mas também não vou ficar muito tempo. - sorriu como se estivesse a planear alguma.

Vera: Como assim?

Rúben: Vim só te buscar.

Vera: Vieste me buscar?

Rúben: Sim. - levantou-se. - Não precisas de perguntar mais nada, só tens de pegar nas tuas coisas e vamos.

Vera: Mas o que levo se não sei para onde vamos? - ele riu.

Rúben: Não penses que assim vais conseguir fazer com que eu diga mais alguma coisa, leva só o teu telemóvel e a tua mala.

A boca dele virou túmulo e não me disse mais nada sobre onde íamos. Agarrei a minha mala vi se o telemóvel estava lá dentro e fui ainda ver se o Soja tinha comida.

Vera: Pronto já podemos ir.

Onde irá o Rúben levar a Vera?



sábado, 11 de janeiro de 2014

Capitulo 29-"Humm então era isto que querias ser? Modelo?"





(Raquel)

Aquelas palavras da mãe do Hugo tinham me deixado mesmo muito em baixo. Mas não ia conseguir contar a ele. A relação que tinha com a sua mãe era ótima e não queria ser eu a dar cabo disso.
Por isso chegámos a casa, não lhe disse nada e apenas lhe pedi que me fizesse um chá. Ele insistia, dizendo que se passava ali alguma coisa, mas iria me sentir mesmo muito culpada se falasse.

(Vera)

Aquela badalhoca que me apareceu na banca lá à tarde vez me ficar logo com sangue a ferver, mas depois voltei a conversar com a Teresa,e se há pessoa que me consegue acalmar é ela.

Ao chegar a casa vinha quase a cantarolar por ter a certeza que iria fazer aquela entrevista… Agarrei-me ao Soja, que veio logo se enroscar nas minhas pernas e fui até ao meu quarto.

Liguei ao Rúben e disse-lhe se queria vir cá jantar. Ele aceitou e por isto fui me lavar e tratar do jantar.
Estava tão contente que assim que vi o Rúben saltei para o seu colo.

Rúben: Então amor passasse alguma coisa?

Vera: Anda cá. - saí do seu colo, e coloquei-me de pé. Entrelacei a minha mão na sua e fomos até ao meu sofá. - Eu tenho uma novidade  para te contar.

Rúben: Ai sim? - sorriu.

Vera: Sim, eu quis ter a certeza antes de te contar, porque não sabia se ia com isto para a frente mas já decidi.

Rúben: Rita estás a deixar-me curioso, vá lá.

 Vera: Eu vou dar uma entrevista para uma revista.

Rúben: Hãn?

Vera: Foi o que ouviste, eles convidaram-me.Vou poder tirar algumas fotos,e dar uma entrevista. - sorria.

Rúben: Mas isto tem algum porquê?

Vera: Eles sabem que sou tua namorada,e apenas querem fazer alguns perguntas já que nunca apareci em nenhuma outra revista,vai ser tipo um exclusivo. - sorri-lhe. - Mas achas que me vou sair bem nas fotos? É que uma coisa é tirar umas fotos aqui em casa ou noutro sitio qualquer, outra é para uma revista e eu quero fazer um bom trabalho. - ele olhava-me com um sorriso mas vi que notava como uma certa surpresa.

Rúben: Claro que vais. Mas não sabia que estavas interessada em fazer sessões fotográficas ?

Vera: Oh amor lá por ter uma banca não quer dizer que esta ideia não me agrade.Se a minha mãe não me tivesse pedido para ficar com a banca quando estava doente tinha procurado outra área como óbvio.

Rúben: Humm então era isto que querias ser? Modelo?

Vera: Não disse que queria ser modelo, porque até a ideia de andar nas passerelas me assusta um bocado. O que gosto mesmo é estes temas das sessões fotográficas, este meio…. e agora que surgiu esta oportunidade acho que a vou aproveitar. Mas não achas que o deveria fazer?

Rúben: Nada disto. - sorriu e colocou a sua mão sobre a minha. - Se é isto que queres fico mesmo muito feliz por ti e vou te apoiar. Só te digo para não achares que é tudo um mar de rosas neste meio porque não é . Não sou nenhum perito, mas só não quero que te aconteça nada.

Vera: Fica descansado que eu sei bem o que vou fazer, vai correr tudo bem. - disse-lhe para irmos até à mesa já que tinha estado a preparar um bom jantar para nós.

Rúben: E quando vai ser esta sessão fotográfica?

Vera: Para o fim desta semana, sexta feira.

Ficámos mais algum tempo a falar sobre a futura sessão fotográfica e mudamos de assunto.

XXX

Estava mesmo bastante entusiasmada quanto à sessão fotográfica. Só me apetecia berrar de felicidade, podia parecer parvo, mas este pequeno “trabalho” fez me sentir preenchida.

Ao lá chegar, foi como ter a confirmação que tudo o que envolvia este mundo me fascinava. 

Vera
Aquelas luzes, aquela equipa que andava de um lado para o outro a preparar tudo, até ao mais pequeno pormenor. Aquelas mesas com imensas roupas, acessórios, malas, sapatos. Tudo para criar um pequeno conceito que daqui a pouco seria fotografado.

Estava a deslumbrar-me com aquilo tudo quando a senhora que me iria entrevistar veio se apresentar. Pareceu-me ser simpática. Chamava-se Beatriz. Disse para estar à vontade e que dali a pouco já me iriam tratar da maquilhagem e do cabelo.

Sentei-me na cadeira onde a Beatriz me tinha indicado para me sentar e fiquei para ali a mexer no meu telemóvel enquanto eles não vinham. Já que tinha aquela engenhoca nova sempre podia dar lhe algum uso.

Quando chegaram trataram de usar aquela maquilhagem que estava “espalhada” pela mesa à minha frente e eu ia ficando ali sentada, bem quietinha.

Quando estava pronto, fui tirar as fotos. Tenho de confessar que as primeiras foram um pouco “estranhas”, já que não era hábito estar em frente da máquina fotográfica. Mas depois quebrou-se  o gelo e fiquei mais confortável .










Quando as fotos já estavam tiradas, fui ter com a Beatriz  que me veio avisar ser a altura para fazer a entrevista.

Beatriz: Bom dia.

Vera: Bom dia. - cumprimentei-a com um beijinho.

Beatriz:Espero que não te importes que te trate por “tu”… para tornar isto menos “desconfortável”, e te sentires mais à vontade.

Vera: Claro, não há problema nenhum.

Beatriz: Neste caso, podes sentar-te. - apontou para uma das cadeiras que estavam perto da mesa.
Sentámos-nos. Falou comigo mais um pouco, dando-me só umas indicações de como iria correr a entrevista e depois deu início a esta. - Antes de mais, umas breves perguntas para os nossos leitores te conhecerem. Idade?

Vera: 21. 

Beatriz: És aqui do Norte?

Vera: Sim, foi aqui que nasci e pretendo ficar nos próximos tempos.

Beatriz: Namoras com o Rúben Amorim certo?

Vera: Sim. - falei e sorri-lhe. 





Beatriz: Pode nos dizer como começou a vossa história?

Vera: Ui… - levei a mão à cabeça, colocando o cotovelo sobre a mesa. - Nem sei por onde começar.

Beatriz: Foi amor à primeira vista?

Vera: Ah. - inclinei um pouco a cabeça - Nem por isto.

Beatriz: Então? - disse mostrando estar curiosa.

Vera: Demo-nos bem desde o inicio, só que não fomos daqueles casos que se apaixonaram assim que olharam um para o outro pela primeira vez. Foi acontecendo aos poucos.

Beatriz: E quando estes sentimentos apareceram, quem é que tomou as primeiras iniciativas? -sorri ao lembrar-me das flores que o Rúben me tinha oferecidos, os pequenos bolos…e muitas outros momentos

Vera: Ele foi um querido, e ainda o é. - não pode deixar de sorrir que nem uma parva.

Beatriz: Agora que falas nisto, se pudesses descrever o Rúben em algumas palavras, quais seriam? - levei alguns segundos para dar aquela resposta mas depois falei.

Vera: Atencioso, carinhoso e… especial . - ela sorriu.

Beatriz: Acompanhas de perto os jogos dele?

Vera: Não posso dizer que estou presente em todos,, mas mesmo não estando no estádio dou lhe sempre todo o meu apoio.

Beatriz: É fã de futebol?

Vera: Nem por isso, mas com o tempo tenho aprendido um pouco mais. - gargalhei.

Beatriz: Sendo o Rúben uma figura pública não fez com que hesitasse em nada?

Vera: Não, porque nem dou muita importância a isto. Acho que lá por ele ser uma figura pública não significa que isto vá mudar o que sinto por ele.

Beatriz: E planos para o futuro?

Vera: Planos para o futuro?

Beatriz: Sim, casamento, filhos?  - disse com um grande sorriso, que trazia entusiasmo.

Vera: Não sei, não sei… O futuro o dirá.

A Beatriz fez mais meia dúzia de perguntas e demos como terminada a entrevista.

Tinha sido sem dúvida uma experiência fantástica e se pudesse a repetir não pensaria duas vezes, mas não era a mim que me cabia decidir estas coisas, infelizmente.

Rúben: Como correu? - o Rúben não  pode ir à sessão pois tinha treino e não iria faltar.

Vera: Muito bem.

Rúben: Com este sorriso já deu para ver que sim. - sentei-me no seu colo. - E a entrevista, o que ela te perguntou?


Vera: Quis saber um pouco sobre mim, sobre nós, e sobre ti.

Rúben: Sobre mim?

Vera: Sim, queria saber como eu te caracterizava e coisas assim.

Rúben: E posso saber o que lhe disseste?

Vera: Disse que eras um chato, teimoso, impossível de se aturar. - disse aquilo num tom irónico e com um sorriso na cara.

Rúben: Ai foi? - acenei com a cabeça em sinal afirmativo. - E depois de falares isto ela não te  perguntou
porque aturar um chato? 

Vera: Que engraçadinho...mas ficas a saber que lhe disse  que eras muito atencioso e carinhoso.

Rúben: Bem me parecia que me vias com outros olhos. - sorriu. - E quando vou ver esta entrevista?

Vera: Sai na próxima semana.

Rúben: Ainda bem, porque quero ver estas fotos.

Vera: Está descansado, que é tudo muito decente.

Rúben: Espero bem que sim. - gargalhei ao ouvi-lo e de seguida juntei os nossos lábios.

Ele pegou-me e levou-me até quarto onde nos amámos. Fiquei tão bem nos seus braços que me deixei ficar em sua casa esta noite.


XXX

Sabia que hoje saia a revista com a minha entrevista, e por isso saí de casa e fui de seguida ao primeiro  quiosque ali perto.
Vera
Comprei uma e fui até ao mercado, até porque para além de querer mostrar à Teresa, disse ao Rúben para ir até lá depois do treino.

A manhã como habitualmente foi uma confusão nem deu tempo para mostrar a entrevista a ninguém,tive apenas de a arrumar na mala e esperar pela altura certa.
Tal como combinado fui até ao barcarense.Pelo os vistos o Rúben tinha trazido companhia e a "nossa" mesa já tinha também o Hugo e a Raquel.Ignorei o facto de eles também ali estarem e tirei a revista da minha mala,ia já a mostrar ao Rúben quando algo meteu-se a “meio” que me deixou extremamente irritada!


O que terá acontecido? 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Olá meninas!:)

Olá meninas!!:)
Hoje não vos trago um capitulo mas posso vos dizer que está para breve!;)
Venho vos dizer que uma das nossas escritoras  (a Rita) tem uma nova fic.
Aqui fica o endereço se quiserem visitar.Espero que gostem!:)
http://flawsandallb.blogspot.pt/
Beijinhos

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Capitulo 28: " Para ti são só umas fotos, para mim são milhares de homens a olharem para a minha macaca."



(Rúben)

Estava mesmo muito entusiasmado para ver o que a reacção da Vera ao meu presente, mas ao chegar lá a casa “outras coisas” meteram-se no caminho e acabamos por aproveitar para estarmos juntos e só quando já tínhamos matado as saudades um do outro disse-lhe que tinha algo guardado para ela.

Vera: O que é?-olhou-me com um sorriso.

Rúben: É algo que precisas, porque quando estou fora preciso de estar em contacto contigo. -peguei na caixa que tinha dentro da minha mala e dei-lhe. - Então aqui está. - ela abriu e quando reparou que era um telemóvel olhou-me.

Vera: Compraste-me um telemóvel?



Rúben: Sim, assim podemos falar quando estiver fora.

Vera: Rúben deves ter gasto imenso dinheiro, e nem era necessário. Havíamos de arranjar outra forma, não era preciso ter gasto tanto dinheiro.

Rúben: Outra forma tipo o quê?- sorriu. - Pombos de correio?-foi sarcástico, mas sempre com um sorriso no rosto.

Vera: Não, mas…sei lá.

Rúben: O telemóvel é o que precisas. - sorri ao ouvi-lo. - Assim podemos falar quando quisermos. E quero que fiques com ele, ouviste?




Vera: Está bem, pronto. Agora tens é de me ajudar com isto.

Abri a caixa do telemóvel e tirei-o. O Rúben ajudou-me com tudo, explicou-me o que fazer e como utilizar o telemóvel no dia a dia.

No dia seguinte no mercado o presente que o Rúben me tinha oferecido não tinha passado despercebido, especialmente por quem era habitual colocar olho na banca dos outros.

Raquel

Vera


 Reparei em tal facto quando ouvi a menina Raquel a dizer “Rúben”.

Vera :Olha. - assim que falei tanto a Teresa como a Raquel olharam me. - Posso saber o que estão para aí a falar?

Raquel: E estás interessada porquê?

Vera: Porque eu ouvi tu a dizeres “Rúben”… O que estás para aí a falar do meu homem?

Raquel: Olha porque o Rúben deixa-me… tu sabes. - agarrou a gola da camisola. -Com os calores…-sorriu.

Vera: Ai deixa-te com calores?!Vê se não queres ficar sem os dentinhos da frente.

Raquel: Toma mas é calminha, estávamos só a falar. E tu tens ouvidos de tisico?

Vera: Lavo é os ouvidos ao contrário de ti, apenas isto. - saí de perto da banca. -Diz lá o que estavas a falar?

Raquel: Do teu brinquedo novo…

Vera: E o que isto tem a ver com o Rúben?

Raquel: Não me peças para dar largas à imaginação. Mas o que me estava a referir era ao teu telemóvel.

Vera: O que tem?

Raquel: Foi o Rúben que deu?

Vera: Sim foi, assim podemos estar em contacto.

Raquel: Ui que romântico…- sorriu. - Bem tenho de ir. - via-se que queria mesmo colocar “inveja” e para tal falou o que falou olhando-me.


Vera: Vai e não voltes.

Teresa: Não digas isto. - olhou para a Raquel. - Boa sorte para a sessão fotográfica.

Raquel: Obrigada Teresa, depois digo como correu. - nem se deu ao trabalho de arrumar as caixas, pegou na malinha e saiu.

Vera: E nem se dá ao trabalho de arrumar as coisas.

Teresa: Disse-lhe que eu tratava disto. Vou olhar pelas duas bancas.

Vera: É, para a menina andar a tirar fotos, como se fosse alguma celebridade.

Teresa: Não fiques assim.

Vera: Eu só digo isto porque a Teresa não tem obrigação, e ela para aí como se tivesse feito alguma coisa de jeito. No fim de contas isto tudo é só por namorar com o Hugo…pff.

Teresa: Deixa lá. - sorriu.

Vera: É eu deixo… - olhei e vi aquela “alminha” a ir embora.

Teresa: E tu?

Vera: O que tem? - olhei-a.

Teresa: Está tudo bem?

Vera: Muito bem. - sorri-lhe.

Teresa: Isto é tudo por causa do Rúben?

Vera: Mais ou menos.

Teresa: Como assim?

Vera: Eu vou lhe contar uma coisa, mas isto não pode sair daqui.

Teresa: Claro mulher.

Vera: Eu era para contar isto à Raquel, mas dado que ela é uma boca aberta, acabei por não lhe contar… mas eu fui convidada para dar uma entrevista para uma revista!!

Teresa: A sério?

Vera: Sim, nem o Rúben sabe. Convidaram-me à uns dias… não é como aquilo da Raquel, é para uma revista mas fiquei tão contente.

Teresa: E com razão. - sorriu e abraçou-me. - Fico muito feliz por ti, e parabéns.



Vera: Obrigada.

Teresa: Mas quando vais contar ao Rúben?

Vera: Provavelmente hoje, acho que ele vai reagir bem, não?

Teresa: Claro que sim, ele vai ficar feliz por ti.

Vera: É só porque quando a Raquel foi convidada para fazer esta sessão fotográfica ele disse que não havia necessidade de eu andar nestas coisas de fotos e entrevistas, por isto é que fiquei com algum medo de lhe dizer.

Teresa: Não tenhas, vai correr tudo bem. Olha tens ali uma cliente. - apontou para trás e ao virar-me vi que tinha uma senhora perto da banca. Aproximei-me e ao lá chegar vi que era uma cara “familiar”.

Vera: Mas eu posso saber o que é que queres?

Adriana: Tenha lá calma.

Vera: Eu calma já tive muita contigo! - coloquei-me do outro lado da banca. - O que queres?
Adriana: Vim aqui por causa do trabalho.

Vera: Tal como foste à minha casa?! - fui sarcástica.

Adriana: É verdade… - pôs-se com um sorriso. - A casa daquele jeitoso.

Vera: Olha mas tu queres ter um ananás a servir de chapéu?!

Adriana: Vocês… ainda estão juntos?

Vera: Sim estamos.

Adriana: Oh que pena, e ele ainda tem o meu cartão?

Vera: Oh minha. - controlei-me para não dizer uma certa palavra. - Ele não tem cartão nenhum, nem nunca vai ter entendes?! Agora poe te a andar que tenho mais que fazer!

Adriana: Mas…

Vera: Não me faças dar a volta à banca. - ela deu-me aquele “olhar” antes de virar costas, fiz o mesmo e tentei “libertar” o meu stress que tinha ganho com esta visita.

(Raquel)

Saí do mercado a correr, e o Hugo já estava a minha espera para me levar ao estúdio.

Raquel: Vieste rápido!

Hugo: Não te queria deixar á espera.

Raquel: Estou tão ansiosa, mas também cansada, dormi mal e estas dores nas costas não ajudam nada.

Hugo: Não devias ir a sessão nenhuma, posso ligar para lá a adiar a sessão.

Raquel: Nem pensar, eles esperaram um mês por causa da minha perna, não vou adiar mais vez nenhuma. Além disso a barriga está a crescer, e não quero mais 15 quilos em cima de mim para fazer a sessão.

Hugo: Alguém já sabe da gravidez?

Raquel: No dia da festa de noivado, acabei por contar á senhora Teresa, mais ninguém sabe. Por falar nisso, acho que esta sessão para o Fama Show, vai servir para revelar a gravidez. O que achas?

Hugo: Por mim, tanto faz. Se é isso que queres fazer, acho bem.

Raquel: Não te importas mesmo? A tua família não vai ficar chateada por saber, pela comunicação social? Sei la …

Hugo: Não te preocupes com isso. Provavelmente vou ouvir bocas sobre isso, mas não me interessa de quem só se lembra de mim quando precisa de alguma coisa.

Raquel: Mas a tua mãe acho que devia saber…

Hugo: Depois da sessão vamos lá a casa falar com a ela, e aí contamos tudo, ok macaca?

Raquel: Não achas que vai haver algum problema? É que já passou algum tempo desde que saí do hospital. Ela pode ficar chateada …

Hugo: Não te preocupes. Já chegámos, estás pronta?

Raquel: Sim, e um pouco nervosa … Vamos lá. Vens comigo, não vens?

Hugo: Claro, quero ver o que vão andar a fazer com a minha macaca. Não quero poucas vergonhas.

Raquel: Sim, já sei pai!!

Hugo: É, goza goza! Anda lá macaca.

Entrámos no estúdio, e fomos muito bem recebidos. Levaram me para arranjar o cabelo e para a maquilhagem, e o Hugo sempre atrás para ver o que faziam comigo. 



Raquel: Como estou a ficar?

Hugo: Cada vez mais parecida com uma macaca. – sorri. 



 Esteve tudo bem até mostrarem as roupas para a sessão.

Hugo: O que é isso?

Raquel: São as roupas que vou usar, são giras não são?

Hugo: São giras, são, se não tivesses que quase mostrar o rabo.

Raquel: Não sejas tolo, não vou mostrar rabo nenhum. Não vais fazer filmes pois não?

Hugo: Não são filmes, é a verdade, não te quero para aí descascada para essa gente ver.

Raquel: Se for para andares com essas coisas, prefiro que te vás embora. Anda lá mor, não sejas tolo. Está tudo bem, são só umas fotos.

Hugo: Para ti são só umas fotos, para mim são milhares de homens a olharem para a minha macaca.

Raquel: Ohh, isso são tudo ciúmes? Que fofo.

Hugo: Vai lá fazer as fotos, não vou chatear mais. – dei-lhe um beijo e fui fazer a sessão.




A sessão acabou por correr bem, foram sempre muito simpáticos comigo e deram muitas indicações sobre o que deveria fazer. 




No fim mostraram algumas fotos, que até ficaram bastante boas, mas não quiseram mostrar muito mais para não estragar a surpresa do programa. Acabei por dizer que estava grávida, e eles mostraram se muito contentes, e disseram que iam fazer chegar essa notícia quando o programa saísse, além disso arranjaram algumas roupas um pouco mais largas na zona da barriga ou então posições para não mostrar muito. 








Raquel: Correu bem, não foi? 

Hugo: Sim, acho que sim. Podiam ter arranjado outras roupas ...

Raquel: Sim, claro que sim. Por ti tinha tirado fotos de pijama, quanto mais tapada melhor.

Hugo: É isso mesmo, só que o teu pijama não ia ser boa ideia... - sorri. - Bem, vamos agora a casa da minha mãe, assim contamos tudo e não há surpresas inesperadas. - chegámos lá num instante.

Margarida: Olá, está tudo bem? Não estava a contar com a vossa visita.

Hugo: Olá mãe. Está tudo, viemos aqui para lhe contar uma novidade.

Margarida: Aí sim ... Que novidade é essa?

Raquel: Bem, á um mês e meio, quando eu estive no hospital, descobrimos uma coisa...

Margarida: Mas está tudo bem? 

Raquel: Sim, sim está tudo... Já devíamos ter lhe contado, mas nunca surgiu a oportunidade.

Margarida: Digam lá, já estou nervosa... O que se passa?

Hugo: Vais ser avó mãe. A Raquel está grávida.

Margarida: Aí sim? Que bom, não é?

Hugo: Então mãe, não estás feliz? Sempre quiseste ser avó ...

Margarida: Claro que estou feliz. - abraçou me. Só não estava a espera. Então de quantos meses está?


Raquel: Estou de três meses.

Hugo: Vou ali, ver uns cd´s que já devia ter vindo buscar á uns tempos. Já venho.

Margarida: Está bem filho, eu fico aqui com a Raquel. Então como estão as coisas?

Raquel: Estão bastante bem.

Margarida : Não me parece ...

Raquel: Diga?

Margarida: Tu conseguiste enrolar bem o meu filho, mas a mim não me enrolas. Eu sei que tu não gostas dele verdadeiramente. Estás com ele só por interesse, mas eu vou lhe mostrar isso.

Raquel: Desculpe lá, mas a senhora não pode falar assim comigo, sabe muito bem que eu amo o seu filho.

Margarida: Já vais ter um filho dele, já estás noiva, estás a dar o golpe da barriga e ele está a cair que nem um patinho. Ele não vê isso, mas eu estou aqui para o proteger. Quanto é que queres para desaparecer daqui? Diz lá um numero.

Raquel: Eu não sou interesseira, eu gosto dele realmente. Não vou ser comprada por si.

Margarida: Todas dizem isso, mas nós mulheres temos um preço. E eu sei que quando essa criança nascer vais vir ter comigo pedir o dinheiro e desaparecer. E é bom que o faças.

Raquel: Eu não estou para ouvir isto ... - ouvi o Hugo a chegar e fugi para a casa de banho.

Hugo:Onde está a Raquel, mãe?

Margarida: Foi á casa de banho, deve estar quase a voltar.

Hugo: Mas está tudo bem?



Margarida: Tudo óptimo, filho! - nesse momento saí da casa de banho.

Hugo: Estás bem? Estives te a chorar?

Raquel: Está tudo bem. Podemos ir para casa?

Hugo: Sim, vamos já.

Margarida: Vão já?

Hugo: Sim mãe, vamos.

Margarida: Então até á próxima, cuida te Raquel. - nem olhei para a cara dela.

Hugo: O que foi que se passou?

Raquel: Não foi nada, só estou cansada.

Hugo: A minha mãe disse te alguma coisa?

Raquel: Não foi nada ...

Hugo: Mas estives te a chorar porquê?


Irá a Raquel contar ao Hugo? 












segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Capitulo 27: "A inveja é muito feia Verinha"



(Vera)

Aquilo da Raquel ter ficado noiva, a meu ver então passava de uma história muito mal contada… ainda há pouco se conheciam e agora estavam noivos! Ou queriam fazer isto à presa por uma razão em especial, ou um deles não estavam bem da cabeça.

Comentei isto com o Rúben, que sendo o “defensor da pátria” ficou logo do “outro lado”.

Rúben: Não os pode ver feliz é? Ele gosta imenso dela. - olhámos para a frente e vimos eles os dois juntos, ela com os braços sobre o pescoço dele, dançando. - E ela dele… só temos de ficar felizes por eles.

Vera: Eu fico muito feliz, mas fogo deixa-me só um pouco curiosa…

Rúben: O Hugo não me disse nada sobre pedir a Raquel em casamento, mas pode ter sido algo que decidiu sem pensar.

Vera: Ou anda ali mais qualquer coisa.

Rúben: Como por exemplo, senhora inspectora? - ele “gozava” com o meu sexto sentido.

Vera: Não sei , mas vou descobrir. - ele gargalhou. - É verdade, nunca me engano.

Rúben: Então depois avisa quando descobrires, sim?

Vera: Goza o que quiseres, mas depois ainda me vais dar razão.

Rúben: Sim, sim… Agora a menina, não quer ir dançar?

Vera: Dançar? - sorri, ao ouvir o convite que ele me tinha feito.

Ele colocou o seu copo sobre a mesa que estava mais próxima, e com um sorriso estendeu a mão. Entrelaçou-a na minha e levantei-me, coloquei o meu também ao lado do seu copo. Ao chegarmos à pista de dança, ele colocou as suas mãos na minha cintura puxou-me para perto dele, senti o seu corpo contra o meu. Aproximei os nossos rostos e beijei-o.

Por vezes olhava para a Raquel e para o Hugo e por mais que me custasse a admitir, parecia que o Rúben tinha mesmo toda a razão, eles estavam todos felizes.

Ao chegar a casa estava mesmo muito cansada e até o Rúben tinha fica exausto, logo deitámos-mos, para além de ficar aconchegados, o Soja ainda se veio juntar a nós os dois.

Isto levou a que o Rúben começasse logo a refilar, porque não queria que ele ficasse connosco mas lá o convenci a partilhar a cama com o meu pequenino.

XXX

Não gostava nada quando o Rúben tinha jogos fora, para além de não poder ir ao estádio o ver fica sem o ver um ou mais dias… o que não era mesmo nada bom. Ainda tentei ter uma recompensa por ele hoje ir embora, e ter uns “mimos” logo pela manhã mas o relógio não parava e teve mesmo de ir.

Tomei o pequeno-almoço, vesti-me e lá fui para o mercado. Hoje recebi alguns caixotes com produtos frescos e como tal o rapaz das entregas ajudou-me a levar cada caixa até à banca.

A Raquel, talvez por ontem ter tido aquela “surpresa”, hoje apareceu mais tarde, e veio acompanhada pelo  Hugo que foi quem lhe preparou a banca.

Mesmo com a atender a clientela reparei que ele demorou algum tempo para se despedir dela, parecia que estava a dar lhe algum conselho ou assim. Quando foi embora, ela atendeu os seus clientes e eu continuei a atender os meus.

Como disse que ia estar mais “atenta”, à hora de almoço, fui até à sua banca fazer um pequeno convite.

Raquel: Queres que eu vá contigo almoçar?! Parece mentira…. - riu.



Vera: Vim para ter uma resposta sim ou não? E também ia convidar a Teresa.

Raquel: Acho que pode ser. - virou-se, pegou na sua mala e olhou-me. - Vamos lá falar com a Teresa.

A Teresa também disse que aceitava ir almoçar, e por isto fomos até ao barcarense. Colocámos uma mesa para três, e mandámos vir o nosso almoço. Como o prato do dia era francesinha e como deixou-nos às três com água na boca, foi o prato escolhido.

Teresa: É mesmo bonito. - disse ao largar, pela milésima vez, a mão da Raquel para voltar a ver aquele anel. Eu apenas bebi mais um pouco da minha bebida, e revirei os olhos.

Raquel: A inveja é muito feia Verinha… - olhei-a.

Vera: Desculpa?

Raquel: Para além de não parares de olhar para o meu anel com este olhar carregadinho de inveja, até rebolas os olhos quando dizem alguma coisa sobre meu lindo anel.

Vera: Eu não estou nada mas mesmo nada, invejosa!

Teresa: É claro que não está. - falou para “por termo” à nossa conversa. - A Vera como tua amiga está é feliz por ti, aliás estamos todos.

Raquel: Também se tem razões não me estranhava…

Vera: Repete se faz favor. - ela olhou-me.

Raquel: Que tens razões para ficares invejosa. - falou e deu-me um pequeno sorriso.




Vera: Ai tenho?

Raquel: Sim, tens. Não queiras comparar o Rúben ao Hugo. - ouvi o que ela disse e levantei as sobrancelhas. - Não faças esta cara que é pura da verdade.



Vera: O Rúben não precisa de me pedir em casamento para mostrar nada, entende isto. Tu é que deves ter um complexo qualquer, olha talvez foi isto que levou o Hugo a pedir-te em casamento.

Raquel: Estás a ver?! Olha aí carregadinha de invejas.

Vera: Posso te garantir que não é inveja, é que eu e o Rúben estamos muito bem como estamos.

Teresa: E tu e o Hugo também estão, por isto acabou aqui esta conversa. - olhei para a Raquel e ela olhou-me e como a Teresa se tinha colocado a “meio” acabamos por pôr fim à nossa discussão.

As nossas “ricas” francesinhas chegaram e não demorou muito até nós limparmos os pratos. Tanto eu como a Teresa assim que terminámos, ficamos mais do que satisfeitas já a Raquel não parava de olhar para a vidreira do bracarense. Ela apenas deixou de o fazer quando voltou para a mesa com uma sobremesa na mão.



Teresa: Mas como é que ainda tens fome?

Vera: Isto eu também gostava de saber… - ela olhou-nos.

Raquel: Eu podia deixar de ficar sem provar este cheesecake! Tinha cá um aspecto. - estávamos tão cheias que nem sabíamos como raio ela conseguia comer, mas lá deixávamos ela se deliciar com aquele cheesecake.



Ricardo: Olá princesa. - olhei para o meu lado esquerdo e vi a puxar a cadeira que se encontrava vazia, aquela alminha que eu até pagava para não ver.

Vera: Ai por amor de Deus…. - falei para mim mesma.

Ricardo: Ficas logo toda assanhada quando me vês. - ia me tocar no rosto mas desviei-me para que isto não acontecesse. Já a Raquel apenas se ria.

Vera: Isto é porque a tua presença me incomoda, e muito!

Ricardo: Olha que gostava de saber porque, nunca te fiz nada. Pelo contrário, se me deixares eu até te faço muita coisa, mas tudo para ficares feliz lindinha.

Vera: Pois mas eu não quero nada de ti.

Raquel: Ela já tem o seu Amorinzinho. - a Teresa deu uma cotovelada na Raquel pois já era suficiente falar, quanto mais trazer o Rúben para a conversa.

Vera: Deixa o meu namorado fora desta conversa se faz favor.

Ricardo: Ele podia era se fazer à estrada. - olhei-o.

Vera: É que nem voltes a dizer isto, eu fico bem é quando o Rúben está por perto ouviste? E não há nada, mas mesmo nada que possas fazer que vá mudar isto. Podes parar com estas tuas conversinhas foleiras que não vai em dar, acredita.

Ricardo: Mas….

Vera: Não há mas, nem meio mas… compreende isto de uma vez por todas, sim?? - peguei na minha mala e levantei-me. Não falei mais nada, paguei a minha parte e voltei para a minha banca. Ao lá chegar pus me a ver umas revistas.

A Teresa e a Raquel voltaram, e eu ouvi que elas falavam sobre a sessão fotográfica da Raquel.

Vera: Estão a falar sobre?-levantei-me e como quem não sabia qual era o assunto discutido aproximei-me da banca da Raquel.

Raquel: Até parece que estavas ali e não estavas a ouvir.

Vera: Porque tens de ser sempre estúpida?!

Raquel: É para não seres sozinha. -sorriu.

Teresa: Meninas! - olhou-me. - Estávamos a falar sobre a sessão fotográfica da Raquel.

Vera: Humm, já tem data?

Raquel: Sim, é já amanhã. - falou toda feliz da vida.

Vera: Olha que bom.

Ficamos mais algum tempo a conversar mas depois o telemóvel da Raquel tocou e ela não perdeu tempo a atender. Logo se notou que era o Hugo, levantou-se e foi embora. Bufei ao ver que ela falava com ele, pois já tinha saudades do Rúben….

Teresa: O que se passa, Verinha?-passou a mão numa madeixa do meu cabelo.

Vera: Não é nada.

Teresa: Eu conheço-te, diz me o que se passa, vá.

Vera: É o Rúben…

Teresa: Chatearam-se?

Vera: Não, mas ele vai ter agora jogo fora, ou seja não cá está…não estou com ele. - ela sorriu ao ver que a razão para estar assim eram saudades.

Teresa: Ele vai ficar muito tempo?

Vera: Dois dias.

Teresa: Vais ver que passa muito rápido.

Vera: Espero que sim.

A conversa com a Teresa sempre deu para tirar por alguns minutos o Rúben da minha cabeça. Voltei para o trabalho e a Raquelinha não deixava o telemóvel da mão….Parecia que não tinha mais que fazer a não ser falar com o Hugo.

Voltar para casa não foi propriamente “divertido”…estar com o Soja apenas não era a melhor companhia, mas enrosquei-me no sofá com o meu bola de pelo e vi televisão até adormecer.

XXX

Contava minutos para ouvir o Rúben a tocar à campainha e finalmente chegar. Era domingo e eu não ia trabalhar, levantei-me e comecei a arranjar a casa.

Ao tocar a campainha, larguei tudo e fui abrir a porta. Ao ver atirei-me para os seus braços, unido de seguida os nossos lábios.



Fechei a porta e com os nossos lábios colados fui até à sala, deitámo-nos no sofá e ficamos a matar as saudades que tínhamos um do outro.

Depois de o fazermos levantei-me, vesti a camisola dele.

Vera: Queres comer alguma coisa?-como ele tinha acabado de chegar, e tínhamos logo vindo para a sala, ele ainda não devia ter comido nada.

Rúben: Não me importava.

Vera: Neste caso espera aqui um pouco. - ele ficou debaixo de um lençol, e pegou no comando.

Fiz umas tostas, uns ovos mexidos, e fritei algum bacon levei para a mesa. Ambos comemos e depois voltamos para a sala.



Rúben: Tenho algo para ti. - falou enquanto eu fechava o fecho das minhas calças.

Vera: O quê?

Rúben: Anda cá. - sentei-me ao seu lado no sofá, e ele pegou numa pequena mala que tinha trazido consigo.



O que terá o Rúben para a Vera?