quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Capitulo 17-"Os desejos fazem destas coisas …"





(Hugo)
Liguei á Raquel para se arranjar, porque íamos a um lugar. Claro que ela ficou MUITO curiosa, mas não ia estragar a surpresa agora que estava tão perto e depois de todo o trabalho que tive.
Cheguei a casa dela e nem tive tempo para bater a porta, ela já lá estava á espera que eu lhe contasse onde íamos.

Raquel



Raquel: Onde vamos?

Hugo: E nem um bom dia? – disse eu á espera de um beijo.

Raquel: Prefiro que me digas onde vamos.

Hugo: Pois, mas isso não vai acontecer. Já estás pronta?

Raquel: Sim, acho que sim. Mas Hugo, o que é que devo levar? Nem sei se estou bem assim… - disse ela com aquela carinha a morrer de curiosidade.

Hugo: Estás ótima! Não te preocupes, vamos para um lugar bem calminho, só tu e eu!

Raquel: Estou a ficar nervosa Hugo. Diz qualquer coisa, só uma pista, vá lá!! – dizia ela, como se fosse uma criança para saber quais eram os presentes de Natal.

Hugo: Não vou dizer nada. Vais ter de esperar, não vou estragar a surpresa agora.

Raquel: Oh Hugo diz!

Hugo: Não digo! Anda lá, para não perdermos tempo.

Descemos para irmos para o carro, ela nunca se calou. Abri-lhe a porta, deixei-a entrar, tentei ser o mais romântico possível, mas mesmo assim ela não acalmava, fazia cada vez mais perguntas, e quando entrei no carro e disse-lhe que tinha que lhe meter uma venda, ela passou-se.

Raquel: Nem penses. Uma venda para quê? Vai raptar me ou assim? Deves estar a goza comigo, só pode.

Hugo: Toma calma. Eu estou a tentar fazer te uma surpresa e tu não estás a ajudar muito. Confia em mim, okay? E sim vou raptar te, és só minha e quero estar só contigo!

Lá consegui que ela metesse a venda, um pouco contrariada, mas meteu. Esteve amuada o caminho todo, eu estava a ver que ia ter de estragar a surpresa toda por causa do filme que ela estava a fazer, felizmente nunca tirou a venda. 

Hugo: Pronto, já chegámos!

Raquel: Já posso tirar isto dos olhos? – disse ela já impaciente.

Hugo: Não, ainda não.

Raquel: Estás a gozar, certo?! Já não estou a achar piada nenhuma a esta brincadeira Hugo.

Hugo: Toma calma miúda. – disse para a picar ainda mais.

Raquel: Calma o quê? Já estou farta, e não me chames miúda. Onde é que estamos? Diz lá!!

Hugo: Espera. Agora vamos sair do carro, eu vou-te ajudar, mas nunca tiras a venda tas a 
ouvir?!

Raquel: Ohh Hugo, deixa-me tirar a venda! Anda lá, eu quero ver onde estamos.

Hugo: Já vais ver, mas agora espera. Anda lá, devagar com a cabeça, vamos ter que subir uns degraus por isso cala-te e ouve-me.

Raquel: Pow… tem alguém a ver-me fazer estas figuras? Diz-me que não!

Hugo: Por acaso tem algumas!

Raquel: HUGO!!

Já estava cansado das perguntas dela, e como estava a ver que nunca mais íamos chegar, peguei nela ao colo e levei-a lá para dentro.

Raquel: Oh meu Deus Hugo, o que é que estás a fazer?

Hugo: Então, eu estou a ser fofinho levando a minha namorada ao colo, não é isso que todas 
as miúdas sonham? Estou a ser o namorado romântico.

Raquel: Namorado romântico só se me deixares tirar a venda.

Hugo: Sim, sim! Olha, vamos entrar num elevador, por isso não te assustes.

Raquel: Mas para onde é que me estas a levar? Vais-me atirar de algum prédio ou assim?!
Já nem dizia nada, limitei me a ficar calado, como se estivesse a despreza-la, e claro que ela ficava cada vez mais desesperada.

Raquel: Mas estas a ouvir? Eu estou a falar contigo! Ohh amorzinho, fala comigo, diz-me onde 
estamos, vá lá, diz! – disse ela a tentar ser fofinha.

Hugo: Pronto já chegámos, e não, não podes tirar a venda já!

Desconhecido: Tenha uma agradável estadia, e divirtam-se.

Raquel: O quê?

Hugo: Obrigado.

Desconhecido: Se precisarem de alguma coisa é só chamar.

Raquel: Eu preciso! Que me tire daqui já!! Este homem está a tentar raptar-me, e depois vai-
me me matar, o senhor não quer ficar com esse peso na consciência pois não?!

Hugo: És doida? Ainda vão pensar que é verdade. Mais uma vez obrigado.

Raquel: Então já me podes explicar onde estamos?

Hugo: Vamos agora passar numa porta, e já te digo tudo! – enquanto disse isto, ela tropeçou 
nos seus próprio pés.

Raquel: HUGO! Estive quase caída, deixa me lá tirar isto.

Hugo: Pronto, já estamos os dois sozinhos. Mete as mãos na venda e quando disser três tiras.

Raquel: Está bem! Anda lá, estou cada vez mais curiosa!

Hugo: Um, dois, três!!

Raquel: OHH MEU DEUS, HUGO!


(Raquel)

Raquel: OH MEU DEUS, HUGO! OH MEU DEUS!! Mas o que é isto? Mas…

Hugo: então o que achas? Gostas?

Raquel: Se gosto? Eu, eu não gosto, eu ADORO. Quem é que fez isto?

Hugo: Fui eu, quem é que havia de ser.

Raquel: Tu? Tu fizeste isto tudo?

Hugo: Sim! Claro que fui eu.

Raquel: Está lindo Hugo, nem tenho palavras. – dizendo isto dei-lhe um beijo e agradeci.

E estava mesmo lindo. Apercebi-me que estávamos num hotel, mesmo dentro do quarto. Era 
uma suite enorme, e na cama estavam pétalas de rosa fazendo corações, estava magnifico.



Hugo: Mas como é muito cedo para virmos para a cama, tens fome?


Raquel: Sim, tenho!

Hugo: Então podemos deixar as nossas coisas aqui, e vamos jantar.

Raquel: Então também há jantar? Estou surpreendida contigo!

Hugo: Há muitas coisas sobre mim, que desconheces, miúda!

Raquel: Sim, tu e a miúda. Anda lá que tenho fome!

Saímos do quarto e houve um empregado que nos acompanhou até a uma sala individual, onde estava uma mesa para dois, num ambiente muito romântico. O Hugo puxou a cadeira para eu me sentar, e logo depois ele sentou-se também. Um outro empregado veio para pedirmos a ementa. Não percebi nada do que estava lá escrito, tudo nomes franceses, nem sabia o que queriam dizer, então para não fazer figura de tola, escolhi o primeiro prato da ementa. Enquanto estávamos a espera da comida, aparece um homem com um violino, que me deixa desconfortável, aquela musiquinha a entrar pelos ouvidos já me estava a causar dores de cabeça, e tê-lo ali a olhar para nós, nem tínhamos privacidade.




Raquel: Hugo, este homem vai ficar aqui muito tempo? Não estou a achar piada nenhuma.


Hugo: Oh amor, ele está aqui para tornar o ambiente ainda mais romântico.

Raquel: Acredita, o ambiente está a ficar tudo menos romântico. Parece um mp3 ambulante. 
Ele não pode sair?

Hugo: Se é isso que queres. – ele fez um sinal ao homem, e este saiu.

No momento em que o homem do violino saia, o empregado vinha com os nossos pratos, e mal podia esperar para saber o que ia comer. Fui a primeira a ser servida, logo depois o Hugo tinha o seu prato á frente. Fiquei de boca aberta.

Hugo: Humm, parece delicioso! – disse ele a esfregar as mãos. Nem tive reação, fiquei com a cara mais parva do mundo. – Então não comes?

Raquel: O que é isto Hugo?





Hugo: Então não foi isto que pediste?


Raquel: Não sei… Foi? Quer dizer… Ohh Hugo eu lá sabia o que é que estava a escolher, tudo nomes pipis, sabes que não entendo nada disso.

Hugo: Ohh amor, então porque não disseste?

Raquel: Olha para não estragar o ambiente, ainda por cima estás todo contente, e não queria fazer figuras tolas á frente desta gente.

Hugo: Não ias estragar nada, e estou contente porque estou contigo, nem interessa o que 
como, só quero estar contigo, e quero que te sintas tão feliz como eu.

Raquel: Eu sei… E sinto me muito feliz, acredita! Sabes que gosto muito de ti, não sabes!?

Hugo: Ai gostas, não sabia! – levantei e sentei me no colo dele, acabando por lhe dar um 
beijo. – Adoro-te!

Raquel: Também te adoro muito!! Só não gosto de carne crua como esta e um bocado de 
puré de batata a acompanhar. Não podemos escolher outra coisa, eu sei que já é um pouco 
tarde, mas acho que não vou comer isto, e tenho fome.

Hugo: Vamos ver o que se arranja.

Raquel: Posso dar uma sugestão?

Hugo: Claro! Estás a pensar em quê?

Raquel: Bem, tu sabes qual é a minha comida preferida… E é uma das comidas românticas,
pelo menos no filme da Disney é!







Hugo: Estás a falar de esparguete com almondegas, do filme “A Dama e o Vagabundo”?

Raquel: Olha como adivinhas te! Diz lá que não é romântico, pelo menos é bom e não tem 
carne crua, ao contrário daquele prato terrível.

Hugo: Vou ver se podemos arranjar isso, só para ti Princesa! Só mesmo tu para veres filmes 
da Disney.

Raquel: Toda a gente vê. Mas vê la se arranjas, porque tenho fome!

O Hugo foi falar com um empregado, para ver se podíamos comer outra coisa, esperava eu que fosse as almôndegas.

Raquel: Então, vamos poder comer as almôndegas?

Hugo: Não sei bem. O homem não ficou nada satisfeito com o pedido, mas como sou cliente frequente do restaurante e sou jogador, ele disse que ia tentar.

Raquel: Quero mesmo comer. Mas então vens aqui muitas vezes é? Deves trazer as tuas amiguinhas todas, estou a ver tudo.

Hugo: Não sejas tola, vinha aqui muitas vezes com a minha mãe, e também é um dos restaurantes onde há jantares com a equipa.

Raquel: Ahh, estou a ver.

Hugo: Não sejas desconfiada, eu quero te a ti, senão nem estávamos aqui.

Raquel: Eu sei, mas és famoso e tens tantas atras de ti, porquê eu!? Tenho medo que estejas só a brincar comigo, que seja apenas mais uma na tua lista de conquistas…

Hugo: Se não gostasse mesmo de ti, achas que tinha tido este trabalho todo? E as outras não me interessam, tu és especial, és a tal, isso é o que importa!

Fiquei toda derretida com a conversa, que nem tive palavras para lhe responder. Com ele sinto me protegida, mais confiante, amada, e acima de tudo, sinto me FELIZ! Entretanto o empregado veio á mesa e disse que tínhamos tido sorte, e as almôndegas estavam quase prontas.

Raquel: Ai, que bom! Mal posso esperar, só espero que estejam boas.

Hugo: Já sei que sempre que te levar a jantar fora, havemos de comer almôndegas.

Raquel: Pode ser, eu ADORO almôndegas! Os desejos fazem destas coisas …

Hugo: Han? O quê?

Raquel: O que foi?

Hugo: Quais desejos?

Raquel: Eu falei em desejos? Deves ter ouvido mal…

Hugo: Pois, talvez foi isso!








Raquel: Olha o que vem ai! Almôndegas!!

Hugo: Finalmente, já estava a morrer de fome!

Raquel: Sou capaz de comer por dois.

Hugo: Estás a tentar dizer me alguma coisa?

Raquel: Eu? Não estou a tentar dizer nada, só quero mesmo comer!

Hugo: Tens a certeza?

Raquel: Se quero comer? Claro que quero comer!

Hugo: Não é isso! Tens a certeza que não se passa nada?

Raquel: Já te disse, não é nada! Desconfiado…

Hugo: Não sou desconfiado, mas estou a ficar preocupado.

Raquel: Preocupado com quê? Eu estou bem, só quero comer.

Hugo: Pronto, ok! Queres partilhar, essa almondegas?

Raquel: Gozas-te com as almondegas, e agora queres?

Hugo: Anda lá…

Raquel: Chega-te para aqui, mas não vais comer tudo!

Hugo: Só um pouco.

Estivemos a comer do mesmo prato, e ele quase comeu as minhas almondegas todas, mas 
consegui vingar-me, sujei-lhe todo, no nariz, na boca, até a camisa estava cheia de molho, 
mas ele fez-me o mesmo.

Hugo: Queres sobremesa?

Raquel: Claro, o que é que tem?

Hugo: Tem gelado, cheese cake e mousse de chocolate. O que é que queres?

Raquel: Mousse de chocolate, sem dúvida!

Hugo: Vou ali pedir duas taças de mousse.

Ele foi pedir o mousse, e veio com duas taças na mão, em forma de coração.


Raquel: Hmm… está tão bom Hugo.

Hugo: Está mesmo! Possa raquel, já estás mesmo a acabar.

Raquel: ohh Hugo, está mesmo bom! Podes ir pedir mais para mim?

Hugo: Sim, acho que sim. Mas ainda estás com fome? Vais sair daqui a rebolar.

Raquel: Não tenho a culpa de ter fome, tens algum problema?

Hugo: Não, não tenho problema nenhum, vou já buscar mais mousse.

Raquel: Ainda bem!

Hugo: Pronto, está aqui o teu pedido miúda!

Raquel: Obrigada!

Hugo: Já nem dizes nada quando te chamo de miúda.

Raquel: Pois. Tenho uma coisa para te perguntar desde que chegámos…


Hugo: o quê? O que é que se passa?

Raquel: Esquece… falamos depois!

Hugo: Não, vais falar agora!

Raquel: Não, agora não! Vamos para o quarto?

Hugo: Oh raquel não me deixes assim sem saber.

Raquel: podemos ir para o quarto?

Hugo: Não mudes de conversa.

Raquel: Eu vou andando, tenho que ir á casa de banho. Depois vai lá ter.

Hugo: Raquel fala comigo!

Raquel: Até já!

Hugo: Sim, está bem! CHATA!

Fui até ao quarto, tinha mesmo que ir à casa de banho. O Hugo estava a demorar, então 
decidi ligar o jacuzzi que tínhamos no quarto, despi a roupa que estava suja do molho e fiquei 
apenas de soutien e cuecas, mas como estava com frio vesti o roupão que estava pendurado na casa de banho. Mas o Hugo não chegava, então meti-me no jacuzzi  Estive quase dez minutos sozinha e lá depois ele apareceu.



Hugo: Raquel, onde estás?

Raquel: Estou aqui dentro!

Hugo: Posso entrar?

Raquel: Podes, que pergunta tola!

Hugo: Sei lá, podias estar a sentir te mal ou querias ficar sozinha.

Raquel: Mas podes entrar.

Hugo: Então estás a divertir-te sim mim?

Raquel: Estavas a demorar muito tempo, então entrei.

Hugo: Faz ai espaço para mim!

Raquel: Tira essa camisa cheia de molho, badalhoco!

Hugo: O quê? Tu é que sujaste-me todo! Vou ali buscar o champagne, toma o teu copo.

Raquel: Não posso beber.

Hugo: Então porquê? Estás bem?

Raquel: Só não me apetece, não te preocupes.

Hugo: Estás esquisita!

Raquel: Não estou nada, só que não me apetece!

Hugo: Vou fingir que acredito!



Como vai terminar a noite destes os dois?


Ola meninas!
Pedimos desculpa pela a demora mas para vos compensar podemos já vos dizer que para além de termos novas ideias para escrever o capitulo 18 já está a ser escrito ;D
Deixem as vossas opiniões,que tanto eu como a Marta queremos as ler!
Beijinhos
Rita e Marta


sábado, 8 de dezembro de 2012

Capitulo 16-"Então mentiste…"





(Raquel)

Vera:Não olhes para mim desta maneira que também não quero estar contigo!

Raquel:Eu não quero estar na tua equipa e acabou!

Vera:Não somos uma equipa Raquel,somos um par mais nada.

Raquel:Tudo bem..Olha se deixar cair alguma coisa em cima dos teus pés é puro acidente.-sorri-lhe.-Sabes só uma desastrada....-falei de forma sarcástica.

Vera:É..E se derramar algo em cima da menina também é puro acidente.

Jessica:Bem vamos começar.-ouvimos a Jessica falar e olhámos para a bancada onde ela estava.-Hoje vamos fazer dois pratos Baklava e Spanakopita.

Raquel:Que nomes….-falei entre dentes.

Jessia:Spanakopita é como uma tarte de espinafres  e Baklava é um doce com pistáchios,avelãs e sementes de sésamo.

Ela começou a dar ordens em que ingredientes pegar e fomos despachando para a frigideira.Começamos pelo tal Spanakopita.Ia olhando para a Vera que lá ia seguindo as instruções da Jessica.

Terminamos o primeiro parto e partimos para o doce.Quando este doce já estava pronto a Jessica tinha uma “surpresa” para nós.Era uma bebida lá da Grécia chamada Ouzo.Deu um pequeno copo a cada um de nós com duas pedras de gelo.Bebemos um pouco para matar a “curiosidade”,colocámos em cima da bancada os nossos dois pratos e depois olhámos um para a outra.

Vera:Acho que ficou bom.

Raquel:Achas?

Vera:Queimado não está,e tem a mesma cor que o da Jessica.

Raquel:Pois agora só falta é provar.-olhámos em volta e como os outros já estavam a deliciar-se com as 
suas comidas e o Ouzo não perdemos tempo.-Não está mal.

Vera:Não está nada mal!Vou fazer isto para o Rúben.-bebeu um pouco de Ouzo.-Se me conseguir lembrar claro.

Raquel:Isto é fácil.

Vera:Quem te ouvir falar até parece que és alguma Chef.

Raquel:Não sou,mas diz lá que não fizemos um bom trabalho.

Vera:Fizemos,mas quando fizer o jantar para o Rúben não quero companheiras.

Raquel:Fica descansada porque também não quero.

Vera:Até admira.-falou mais baixinho e depois comeu um pouco de Spanakopita.

Raquel:Desculpa?

Vera:Tu é que vieste até aqui atrás de mim.

Raquel:Atrás de ti.-gargalhei.-Por favor Verinha,tem dó.

Vera:É verdade,tu nem sabias destas aulas até eu ter falado lá no mercado e depois tinhas de me vir chatear.

Raquel:Eu vim aqui porque quero preparar um jantar para o Hugo.

Vera:Ou seja estás outra vez a copiar-me.

Raquel:Tens a mania da perseguição,é que só pode!Eu vim aqui por livre e espontânea vontade.

Vera:Como queiras Raquel.

A Jessica veio falar com connosco pouco depois.Queria saber o que tínhamos achado da aula e como tinha ficado o nosso produto final.
Saímos da aula cada uma com uma caixinha com o que tinha restado das nossas comidas.

Guardei aquelas caixas no figorifico e fui-me deitar.


Hoje pela manhã convidei o Hugo a vir cá almoçar.Ele aceitou e como era Domingo ia poder ter tempo para ir comprar todos os ingredientes para fazer o que hoje tínhamos aprendido na aula de culinária e na minha cozinha iria fazer o nosso almoço.



Hugo:Que estiveste a fazer?-depois de me cumprimentar deve ter cheirado aquelas pratos que tinha estado a fazer e por ser habitual achou estranho.

Raquel

Raquel:É uma surpresa para ti.

Hugo:Uma surpresa.

Raquel:Sim,ontem fui mais a Verinha a uma aula de culinária aprendemos uns pratos gregos e voi lá!-apontei para a mesa.

Hugo:Tu é que fizeste isto?

Raquel:Sim,agora vamos comer para ver se ficou bom.



Sentámos-nos os dois e depois servimos-nos.

Hugo:O mais difícil de acreditar é que foste com a Vera.

Raquel:Ela teve a ideia e eu aceitei o desafio mais nada.

Hugo:Bem que tento entender como é a vossa amizade mas é difícil.

Raquel:Não somos amigas,ok?!

Hugo:Já não está quem falou.

(Vera)

O dia ainda ia a meio e eu não tinha adiantado nada!A manhã tinha sido na minha caminha que estes seis dias tinham-me desgastado e sem falar naquela aula de ontem com a Raquel como minha companheira.
Hoje tinha como grande plano o jantar cá em casa onde ia pôr em prática o que tinha aprendido na aula.
Como não tinha tomado anotada a receita, depois do almoço pôs-me na companhia do Soja a pensar em como a arranjar…A verdade era que ia ser muito difícil andar à procura de um livro onde estaria esta receita.Ou seja tinha de recorrer às minhas grandes amigas as “tecnologias”
Pensei em ir à casa do Rúben mas isto ia dar muitas nas vistas então visitar o Duarte que ia sem dúvida me poder ajudar.

Vera


Teresa:Vera…Tudo bem?-falou depois de abrir a porta.

Vera:Sim,o Duarte está em casa?

Teresa:Sim está no quarto.

Vera:Acha que posso ir até lá?

Teresa:Claro que sim.

Vera:Obrigada.

Fui até ao quarto do Duarte,batendo depois à porta.

Duarte:Entre.-abri a porta e inclinando a cabeça para a frente.-Vera.-sorriu.-Entra.-ele estava na frente do 
computador e quando me viu afastou a cadeira um pouco.

Vera:Olá.-fui até perto dele e cumprimentei-o.-Espero não vir interromper nada.-olhei para o ecrã do computar e vi que estava a jogar uns videojogos quaisquer.

Duarte:Não,não vieste interromper nada.Está tudo bem?

Vera:Sim,eu vim cá é porque preciso da tua ajuda.

Duarte:E em quê?

Vera:Então preciso de usar ai a tua máquina durante uns cinco minutos importaste?

Duarte:O computar?

Vera:Sim o computador.

Duarte:Ya é na boa.-ele deu-me permissão para me sentar na cadeira da sua secretária e colocou a mão no 
rato para desligar aquele tal videojogo.-Mas o que queres?

Vera:É que vou fazer um jantar em minha casa e como não sei a receita aqui acho que a vou encontrar.

Duarte:Que raio de cena é esta?-perguntou a olhar para o ecrã e a ver o nome do prato que eu procurava.

Vera:É um prato grego.

Duarte:E tu sabes fazer isto?

Vera:Sim aprendi ontem…Está aqui!-encontrei a receita do spanakopita.Quando já a tinha agradeci ao Duarte por me ter usado o computar e à Teresa por me ter recebido já que apareci lá em casa sem avisar ninguém.

Andei horas à procura do que iria precisar para fazer o meu jantar mas lá o encontrei,sim porque decidida 
como estava em ter tudo pronto não ia deixar isto “em vão”.
Ao chegar a casa,dei um “presentezinho” ao Soja que foi uma nova caixa de comida daquela que ele mais gostava.
Coloquei a receita em cima da mesa e lá comecei a preparar o jantar.Tinha já mandado uma mensagem ao Rúben a avisá-lo a que horas devia estar cá em casa.

Rúben:Olá.-sorriu quando abri a porta.

Vera:Olá.-cumprimentei-o com um beijo mas separei uns nossos lábios quando senti o Soja a fugir pela a porta.-Onde é que pensas que vais?!-peguei no Soja entrámos e fechei a porta.

Rúben:O que andaste a fazer?-já se senti o cheiro dos meus cozinhados.

Vera:É uma surpresa.-ele olhou para cima da mesa.

Rúben:Mas hoje é o dia das surpresas?

Vera:Porque dizes isto?-coloquei o Soja em cima do sofá.

Rúben:O Hugo foi almoçar a casa da Raquel e pelo os vistos também  era uma surpresa.

Vera:Ela é que só me sabe copiar.-ele riu.-É verdade quando te mostrar o que é a surpresa vais entender.

Rúben:Estou à espera.-cruzou os braços.

Vera:Calminha que não vou sacar um coelho de uma cartola ,leva o seu tempo.

Rúben:Mas é algum espectáculo privado?-no tom que falou vinha com  segundas intenções.

Vera:Não não é nenhum espectáculo privado.Senta-te.-apontei para uma das cadeiras.

Rúben:Dizes que não é um espectáculo mas mandas-me sentar…-sorriu e puxou a cadeira sentando-se.-
Deve fazer parte do espectáculo.

Fui à cozinha e trouxe o tabuleiro com o spanakopita.

Vera:Aqui está a minha surpresa.-coloquei o tabuleiro em cima da mesa no cento.

Rúben:O que é isto?



Vera:Como ouvi tu comentares que tinhas gostado da cozinha grega,fui a uma aula de culinária e aprendi a fazer esta receita para hoje.-ele ia já com a sua mão esquerda em direcção no prato mas dei-lhe uma “palmada” na mão,que o fez ficar agarrado à mão.

Rúben:Porra amor.

Vera:Tens de saber esperar.-vê-lo agarrado à mão acabei por ficar com pena da “palmada” que lhe tinha dado.-Ok pronto podes comer.-sentei-me.

Rúben:Tu é que fizeste mesmo isto?Sozinha?-começou a encher o seu prato com o nosso jantar.

Vera:Sim,fiz.

Rúben:E como se chama?

Vera:Spakotipirari.-inventei um nome com já não lembrava do verdadeiro nome do prato.Ele quando me ouviu levantou uma sobrancelha .-Não me lembro do nome,mas fiz sozinha.-ele sorriu.


Rúben:E já agora podes me explicar o que a Raquel tem a ver com isto?

Vera:Falei lá no mercado que ia ter esta aula,e como é claro ela invejosa como é, veio logo a correr roubar-me a ideia e apareceu lá na aula!-ele ouvia com uma cara de quem já estava habituado aquelas minhas “brigas” com a Raquel e com maior interessa na comida do que em me ouvir falar.

Rúben:Humm.

Vera:E ainda tive de a ter como minha colega durante a aula..Aquilo é pior que a sombra!-ele comia sem me olhar já que agora quem tinha as suas atenções era o prato ,mas lá continuei a falar.-Em todo o lado que vou ela aparece,é no mercado,estádio e até nestas aulas!Mas tu estás a ouvir-me?

Rúben:Estou sim.-olhou-me.-Estavas a falar da Raquel e tal.

Vera:Pois apanhas-te muito do que disse então.-fui sarcástica.

Rúben:Mas o que interessa é desfrutarmos deste jantar ou falarmos da Raquel?


Vera:Tens razão..Como correu o treino?

Rúben:Bem.E  tu ,que tens andado a fazer  nestes últimos dias?É que não estamos juntos à quase dois dias.

Vera:E não estivemos juntos porque para desfrutares deste jantar eu tive de dispensar do meu tempo para ir à aula  e hoje ainda tive de ir a arranjar a receita e preparar o jantar para o menino.

Rúben:Então estás desculpada.-inclinou-se e uniu os nossos lábios por breves segundos.-Ontem não estiveste mesmo em casa da Teresa pois não?

Vera:Não fui ter a aula.

Rúben:Então mentiste…-sorriu por me ter “apanhado”.

Vera:Não foi mentir,apenas não te disse onde iria na verdade.

Rúben:Pois,pois.-bebeu um pouco de sumo.-Quem também anda cheio de ideias é o Hugo.

Vera:Como assim cheio de ideias?

Rúben:Hoje estava no telemóvel a fazer uma pesquisa de hotéis e até me falou do assunto,deve andar a 
planear alguma.

Vera:Deve ser alguma surpresa para a zonga monga.-ele olhou-me.-Pronto para a Raquel.

Rúben:Tenho algo para te perguntar já à dias.Não tens falado mais com o Ricardo?

Vera:Não Rúben.-respondi um pouco impaciente por termos tocado naquele assunto.

Rúben:Estás  dizer-me a verdade?

Vera:Credo Rúben até parece que tens razões para desconfiares de mim.

Rúben:Amor não quero desconfiar de ti mas falaste de uma maneira que parecia que não devia  tocar 
neste assunto.

Vera:Só o disse porque não tenho paciência para falar de pessoas como o Ricardo.E fica descansado que ele pode me vir chatear mas vou mandar-lhe dar uma volta ao bilhar grande .

Ele gostou imenso do meu jantar e até ficou a "promessa" que não seria a ultima vez que tínhamos um jantar destes,sendo que que para ele o  próximo deveria ser a quatro o que eu não concordava mas lá haveríamos de discutir isto depois.
O Rúben acabou por ficar comigo lá em casa,e na companhia do Soja adormecemos os três na minha caminha.

(Raquel)

Depois de uma semana de trabalho o fim de semana já à porta trabalhar ganhava outro “gosto”.Depois de passar a manhã de Domingo na cama enquanto me vestia já que na cozinha a loiça acumulava no lava loiça e até mesmo porque estava com alguma fome o meu telemóvel tocou e recebi uma chamada do Hugo que me deixou MUITO curiosa.
Ele disse-me que iria até à minha casa e que me levaria a um lugar,ainda lhe perguntei mas ele só disse que depois iria saber.Abri-lhe a porta quando ele chegou e falei logo.

Raquel




Raquel:Onde vamos?-ele riu ao ver a minha reacção.

Hugo:E nem um bom dia?

Raquel:Preferia que me digas onde vamos.

Irá o Hugo dizer à Raquel o que é esta “surpresa”?


Olá meninas!
Pedimos MUITAS desculpas mas como devem saber tem sido um pouco dificil escrever e mesmo postar..mas temos boas noticias 
 o próximo já está a ser escrito e com as férias  significa que virá mais cedo ;D
Beijinhos para todas!
Rita e Marta



terça-feira, 30 de outubro de 2012

Capitulo 15-"Então agora já admites que ele é teu namorado?"






(Vera)

Teresa:Meninas vocês tem de se acalmar.Tem de acabar por estas brigas parvas!Não sou nenhumas meninas de quinze anos!Vera vais pedir desculpa à Raquel e Raquel vais pedir desculpa pelo o que fizeste à Vera.

Raquel:Eu não vou pedir desculpa.

Vera:Eu também não.

Teresa:Mas vocês querem se chatear comigo também?

Vera:Desculpa por aquilo das larvas.-a Raquel ficou alguns segundos em silêncio e falou.

Raquel:Peço desculpa por aquilo do estádio.

Teresa:Estão a ver,não é difícil.E agora Vera ,vais falar com os clientes da Raquel que viram aqueles bichos e dizer a verdade

Vera:Oh Teresa.

Teresa:Não devias ter feito tal coisa,agora tens de assumir as responsabilidades.

Lá engoli aquele sapo, e fui falar com a senhora Alice e os outros clientes da Raquel que estava perto da banca e observaram aquele “teatrinhos” com as larvas.
A verdade é que com estas “brincadeiras” o dia de trabalho deixou-me meia morta,o que não era algo que gostava.
Não queria andar sem energia e por isto,sai do mercado passei por minha casa.Fiquei algum tempo com o Soja no meu colo,dei-lhe de comer .Telefonei de minha casa para o telemóvel do Rúben e como a sua mãe tinha ido embora no principio da tarde,sem lhe avisar peguei nas minhas chaves do carro e foi até à sua casa.

Rúben-O que estás aqui a fazer?

Vera:Vim te raptar.-entrei.

Rúben:Explica lá isto.

Vera:Vamos sair.

Rúben:Porquê?

Vera:Rúben pára de fazer perguntas e vamos.

Rúben:Tenho de ir buscar as chaves no meu carro e a minha carteira.

Vera:Tudo o que precisas é as chaves.-vi que estas estavam numa pequena taça em cima do móvel perto da  porta peguei nestas e  puxei-o .

Rúben:Vamos no teu carro?

Vera:Sim.-olhei-o com um sorriso,por o ver à nora .

Rúben:E vamos onde?

Vera:Já vês.

Andamos de carro algum tempo,e lá chegamos onde eu o pretendia levar.

Rúben:Se querias vir à praia tínhamos vindo à tarde.

Vera:A praia à noite tem mais piada.-comecei a descalçar as minhas botas.

Rúben:Não vais ficar aqui?

Vera:Não,nem tu!Vais tirar estas sapatilhas e vamos.

Rúben:Estás a sério?-peguei nas minhas  botas.

Vera:Sim.-dei alguns passos e senti a areia nos meus pés.Alguns segundos depois olhei para o meu lado já que ele se tinha descalçado e tinha vindo até perto de mim.-Estava a ver que não vinhas…

Rúben:Isto dá-te de repente?

Vera:O quê?

Rúben:Isto de vir à praia,ou melhor sempre que te passa alguma coisa pela cabeça nem pensas duas vezes.

Vera:Para quê estar a pensar demais?

Rúben:Para ponderar os prós e contras.-gargalhei.-Tem piada?

Vera:Temo de agir se tivermos vontade para o fazer,ponderar só serve para perder tempo!Chama-se dor de pensar...Se leres Fernando Pessoas percebes o que é a dor de pensar.

Rúben:Pois já vi que na tua opinião é tudo muito livre.

Vera:Não é que seja livre.-íamos andando em direcção da água.-Só que acho que pensar demais em alguma coisa não nos ajuda em nada,apenas complica.

Rúben:Ás vezes não.

Vera:A mim sempre complicou.

Rúben:Isto acontecia antes?

Vera:O quê?

Rúben:Se pensavas nos prós e contras de tudo antes?

 Vera:Não aconteceu nada para fazer com que eu ficasse este “espírito livre” como alguns dizem.É o meu normal.-olhei para perto da praia e algo me chamou à atenção.-Fica aqui que já venho.

Rúben:Onde vais?

Vera:Espera que já venho.-perto da praia uma casinha pequenina branca vendia algo que me chamou à atenção.

Rúben:É para nós?-apontou para os dois gelados coloridos que eu trouxe.

Vera:Claro que sim.-dei-lhe o gelado e sentei-me.

Rúben:Vais te sentar na areia?

Vera:Rúben por favor é só areia.-ele sentou-se ao meu lado .

Rúben:Não tens nada para me contar?

Vera:Acho que não.

Rúben:O Hugo disse que a Raquel hoje tinha se chateado lá no mercado.

Vera:Ai foi?-falei como se não soubesse a que ele se referia.

Rúben:Foi,ele não me disse o que se passou mas tenho um pressentimento que tens um dedinho nisto.

Vera:Tenho sempre de estar metida não é?

Rúben:Tu e a Raquel não se dão muito bem,e depois de ontem quase lhe teres arrancados os cabelos 
suspeitei.Estou certo?

Vera:Ok, estás.

Rúben:Eu sabia.

Vera:O que querias?!Tu viste o que ela me fez ontem..Foi a minha forma de lhe pagar.

Rúben:E o que fizeste?

Vera:Eu coloquei alguns bichos na banca dela.

Rúben:Vera.-falou como se fosse minha mãe ou assim.

Vera:Não foi nenhum crime,e depois até pedi desculpa por isto não tens razões para me repreenderes.

Rúben:Não devias ter feito nada.

Vera:Rúben já lhe pedi desculpa e até ela me pediu desculpa pelo o que me fez ontem,descansa ok?

Rúben:Mas vocês as duas é tipo disco riscado, zangam-se  depois fazem as pazes e começa tudo outra vez.

Vera:Calma aí que não fiz as pazes com ela,pedi desculpa  só.

Rúben:Como queiras,só que vocês bem que podíamos por um ponto final nas vossas brigas e dar o próximo passo.

Vera:Isto depois vemos.

Rúben:E nós?-olhou-me.

Vera:Nós o quê?

Rúben:Nestes últimos dias temos falado em dar o próximo passo,o que achas quanto a isto?

Vera:E para ti o que é o próximo passo?

Rúben:É estarmos mesmo numa relação e deixar de estar apenas como amigos especiais.-olhei para a frente 
com as palavras que ele tinha dito na minha mente.-E tu?

Vera:O que eu acho sobre o que temos?

Rúben:Sim,queres mesmo continuar assim?Não é que tenha a necessidade de oficializar a nossa relação,digamos assim,mas estamos juntos já há algum tempo e a verdade é que não temos uma relação de amigos apenas.

Vera:Sei disto,e tenho também pensado se é correcto ou não darmos o próximo passo.

Rúben:Então e achas que é correcto ou não?-sorriu.

Vera:Estás a perguntar indirectamente se quero ser tua namorada?

Rúben:O que achas?-inclinei-me e toquei com os meus lábios nos seus .-Isto indirectamente foi um sim?

Vera:Foi.-falei com os nossos lábios e quando terminei voltei a uni-lhos.

Ficamos a namorar mais algum tempo na praia e mesmo quando a temperatura desceu “saltei” para o colo do Rúben e com os seus braços em volta do meu corpo sempre deu para matar um pouco o frio.
Mas a verdade é que já se estava a tornar um pouco desconfortável estar ali.Sacudimos a areia das calças,calçamos os sapatos e seguimos para a sua casa.

Fiquei lá a “dormir” ,porque na verdade a noite serviu foi para matar o desejo que tínhamos.
Como não tinha trazido roupa nenhuma levantei-me mais cedo,e sem tomar o pequeno almoço despedi-me do Rúben e fui para a minha casinha.


O Rúben viajou com o plantel nos próximo dias e como tal quando ele chegou dei um saltinho à sua casa para estar algum tempo já que não estávamos juntos à algum tempo.
Ele falou-me sobre algo que tinha provado lá onde tinha jogado e como vi que tinha sido algo que não se importava de repetir ontem tinha estado à procura de onde poderia aprender a recriar estes  pratos fazendo assim um jantar surpresa para ele com aqueles pratos “especiais” .

Encontrei um curso de culinária de comida grega que era o que ia precisar.Levei um pequeno cartãozinho para o mercado e hoje aproveitei a minha tarde para fazer o telefonema.
Disseram que havia ainda algumas vagas,como é claro inscrevi-me para a aula de hoje.Fiquei toda contente por poder fazer a surpresa para o Rúben .
Vera



Teresa:Que se passa Verinha?

Vera:Nada.

Raquel:Nada com este sorriso?-ela (como sempre) ouviu e juntou-se à conversa.

Raquel


Vera:Vocês são umas cuscas.

Raquel:Já sabes que vais contar.Anda lá.

Vera:O Rúben foi à Grécia com a equipa e como ele gostou de alguns pratos tradicionais então inscreve-me num curso de culinária e vou lhe poder fazer um jantar surpresa.

Teresa:Que querida Vera,ele vai gostar.

Vera:Só espero é acertar e fazer aquilo como deve ser.

Teresa:Vais ver que aprendes nesta tal aula e depois vais conseguir recriar estes pratos .

Vera:Espero mesmo que sim,se aquilo fica uma porcaria nem sei que vou fazer.

Raquel:E quando vais a esta aula?

Vera:Vou hoje,às sete.

Raquel:Humm.Não querem ir tomar um café ?

Teresa:Sim vamos Vera.

Vera:Como estou bem disposta aceito.-sorri e peguei na minha mala.-E tu vens?

Raquel:Já vou.

Vera:Até já.

Raquel:Até já.

(Raquel)

Ouvi a Vera falar naquele curso de culinária e despertou-me interesse,mas como tinha sido a outra a ter a ideia até tive medo de perguntar mais alguma coisa sobre esta noite de culinária.
Elas foram as bracarense e eu aproveitei para dar um saltinho à banca do lado.Procurei alguma coisa que me pudesse ajudar a ir até a esta aula de culinária e para minha sorte encontrei um pequeno cartão.
Telefonei para lá,perguntei se ainda podia fazer parte do grupo da aula de hoje e tive uma resposta positiva.
Aquilo era um dois em um!Podia irritar a Verinha e ao mesmo tempo podia fazer algo especial para o Hugo.

Vera:Porque demoraste tanto?

Raquel:Ah parei de conversa.-fui até ao balcão e voltei para perto delas com um café.Pelo o que ouvi 
estavam a falar do Rúben e da Vera.-Mas vocês os dois já se decidiram?-interrompi-a e vi que não tinha 
gostado.

Vera:Não podias esperar que terminasse?

Raquel:A curiosidade falou mais alto.

Vera:E não nos decidimos,só que deixamos de ser amigos especiais.

Raquel:Então agora já admites que ele é teu namorado?

Vera:Sim,e  fazias o favor de não andar a espalhar ,especialmente ao Ricardo.

Raquel:Não lhe digo nada,pronto.

Vera:Acho bem.

(Vera)

Depois da pausa para café voltei para a banca a contar as horas para poder ir até casa.Carreguei todas as caixas para o armazém e de seguida tive o que tanto esperava…A hora de ir até casa.
Falei com o Rúben e disse-lhe que ia jantar a casa da Teresa assim sempre tinha uma justificação  para hoje não haver “encontros”.
Jantei e dei de jantar ao Soja,que quando sai ficou a dormir no sofá.

Cheguei ao local onde íamos ter a nossa noite de culinária e vi já algumas pessoas no exterior.Entrei numa sala com várias bancadas,cada uma delas com um lava-loiça um pequeno fogão e as tão “preciosas” panelas acompanhadas por todos os outros utensílios .
Coloquei-me perto de uma das bancadas que estava vazia e posei a minha mala num dos bancos.Fui olhando à volta vendo aqueles rostos que não conhecia e tentando descobrir qual o papel de cada um aqui na aula.

Raquel:Olá Verinha.-ouvi aquela voz e ia caindo para o lado.

Vera:Mas o que estás a fazer aqui?

Raquel:Vim ter uma aula não posso?

Vera:Tu fazes de propósito não é?

Raquel:Não és a única que tem um motivo para estar aqui.

Vera:Ai tu tens?

Raquel:Tenho o Hugo gostou também deste tipo de comida.-gargalhei por ouvir o seu “motivo”.-É verdade!

Vera:Pois imagino que seja.

Senhora:Boa noite.

Vera:Boa noite.

Raquel:Boa noite.

Senhora:Sou a Jessica a professora.-sorriu.-Já se conhecem?

Vera:Sim já.

Senhora:Óptimo,é que vamos formar pequenos grupos e assim já temos aqui um.-sorriu.-Até já.

Raquel:O quê?-a Raquel quando falou já a mulher ia longe.-Deves estar a brincar!

Como vai correr esta aula de culinária?

Olá meninas!
Os comentários tem diminuído alguma razão em especial ? 
Beijinhos da Rita e da Marte :)