quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Capitulo 20-"Eu não sou nenhum bebé."


(Vera)

O Rúben lá me convenceu a irmos ver a Raquel não adorava a ideia,mas tenho de confessar que fiquei preocupada com “aquela alminha”.

Chegámos ao hospital e o Rúben parou perto de uma florista,primeiro não entendi porquê mas depois parei a olhá-lo.

Rúben:Não queres comprar umas flores?

Vera:Flores?!

Rúben:Sim,não acho que devíamos aparecer no quarto sem nada não?

Vera:E porque não levamos outra coisa?Todos levem flores.

Rúben:Por mim é na boa,tratas disto?

Vera:Sim.-não entrei na florista pois tal como lhe tinha dito o Rúben preferia algo que não fosse tão habitual,porque flores já ela deveria ter o quarto cheio.-Pronto já está.-tinha entrado numa daquelas 
pequeníssimas lojas,que estão “recheadas” de revistas quase até ao teto.Comprei duas revistas e um 
peluche.-Acho que serve.

Rúben:Não é que tivesse dúvidas quanto ao teu gosto,mas estou surpreendido.

Vera:Não vejo porquê.-ele sorriu.

Rúben:Talvez porque é para a Raquel…

Vera:Oh eu posso não “amar” a Raquel,mas também não lhe quero mal.

Falamos com a enfermeira e minutos depois entrámos.

(Raquel)

Raquel:Ah…

Vera:Olá.-sem resposta para o Hugo fui interrompida pela Vera e pelo o Rúben.

Rúben:Olá.

Hugo:Olá.-o Rúben e a Vera cumprimentaram o Hugo e depois vieram me cumprimentar.

Rúben:Como estás?

Raquel:Bem,pronta para ir para casa.-olhei para a Vera que estava calada.-Como está o mercado?

Vera:Tem estado bem,eu tratei da tua banca podes ficar descansada. É verdade,é para ti.

Deu-me um saco de papel que estava fechado com um pouco de fita cola.Abriu-o e de lá tirei duas revistas e ainda um peluche muito fofinho.








Raquel:Obrigada.Quando chegar a casa vou as ler.-sorri-lhes.

Rúben:E quando vais para casa?

Raquel:Por mim já lá estava.

Hugo:Olha que não concordo.-eles riram.

Durante aquela visita eu só pensava na resposta que daria daqui a pouco ao Hugo,quanto à pergunta que ele me tinha feito antes da Vera e do Rúben entrarem.
O médico veio pouco depois,e tal como eu esperava estava mais do que pronta para ir até à minha casinha.Foi o Hugo quem me levou até lá.

Raquel:Hugo eu fico bem.

Hugo:Aposto que sim..-falou enquanto fazia-me um chá.

Raquel:A sério vou só comer qualquer coisa e me deitar que amanhã é dia de trabalho.-ele riu de forma sarcástica.

Hugo:Dia de trabalho..é que nem penses que vais trabalhar amanhã.

Raquel:Oh Hugo eu já fiquei um ia sem trabalhar e isto já me está a dar prejuízo suficiente,senão trabalhar o 
dinheiro não me vem parar às mãos.

Hugo:Eu já te disse que se resolve isto.Vens viver comigo.-olhou-me.

Hugo:Eu não quero ficar dependente de ti..

Hugo:Não vais ficar dependente de ninguém,só quero tomar conta de ti.

Raquel:Eu não sou nenhum bebé.-ele sorriu.

Hugo:Eu sei.-veio ter comigo.-Mas eu quero poder estar ao teu lado caso coisas como o que aconteceu hoje voltem a acontecer.

Raquel:Posso continuar a ter as minhas coisinhas?

Hugo:Sim.-olhou em volta.-Encontramos lugar para estas tuas decorações coloridas.

Raquel:Algum problema ?

Hugo:Não,não.-sorriu.-Vou acabar por fazer o teu lanche.-deu-me um beijo e foi terminar o meu lanchinho.


XXX

Não tinha voltado a ter baixas de tensão,o que também era graças à preocupação do Hugo.Estava sempre muito atento às minhas refeições,e quando não estava presente telefonava.me para ter a certeza que eu tinha comido e tudo.
Já tinha a chave de casa do Hugo..ou melhor das nossa casa  e para lá tinha levado as minhas coisinhas espalhando-as pela casa.Elas não “completavam” a decoração do Hugo,que era toda  pipi e moderna…mas lá ia arranjando o meu espaço.




Hoje depois do último treino o Hugo trouxe o jantar até lá a casa,já que não queria que eu tivesse trabalho (o que eu não queria mas ele lá insistiu).

Raquel
 meio do jantar senti-me um pouco tonta e quando me queixei o Hugo ficou logo todo preocupado.

Hugo:É melhor iremos para o hospital.

Raquel:Não,não é preciso.Vou-me deitar um bocadinho.-levantei-me da mesa.

Hugo:Eu vou fazer-te um chá.

Raquel:Não,não estou bem disposta.

Hugo:Oh Raquel.-olhei-o.-Tu tens a certeza que não tás….

Qual será a reacção da Raquel?

Estará ela grávida ?


Olá meninas!
Espero que gostem e que mesmo sendo pequenino que esteja de acordo com as vossas expectativas :)
Beijinhos para todas
Rita e Marta 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Capitulo 19-"A sua companheira não o satisfaz,não é?"





(Vera)

O dia no mercado tinha sido estafante e assim que vi que já aproximava das seis da tarde comecei a levar caixote a caixote para o armazém.
Quando já estava com a maior parte dos caixotes dentro do armazém recebi uma mensagem do Rúben.Convidou-me para ir até à sua casa e como não me importava de ter um pouco de miminho até lá fui.
Ele parecia também estar muito preguiçoso e assim que entrei ele foi para a sala e deitou-se no sofá.

Vera:Então?-ele olhou-me.

Rúben:O que foi?

Vera:Convidas-me para vir até à tua casa para ficar a olhar para ti deitado no sofá?

Rúben:Podes vir me fazer companhia.-chegou-se mais um pouco para o sofá deixando algum espaço livre.

Atirei a mala e fui me deitar ao meu lado...Estava com imensa fome e mesmo pedindo-lhe para me preparar 
um lanche a preguiça dele era tanta que só dizia para fazer como se fosse minha a casa.

Já com o lanche na sala ouvimos tocar à campainha e olhámos um para o outro.

Vera:Não vais abrir?

Rúben:Estava à espera que fosses tu.-sorriu.

Vera:Nã,nã ainda é a tua mãe .

Rúben:Não é nada,vai lá.

Vera:Mas a casa não é minha .-voltaram a tocar à campainha.

Rúben:Como dono da casa dou-te permissão para ires abrir a porta.-bufei.-Também te amo.-falou com um sorriso enquanto eu saia da sala.

Quem estava à campainha era uma daquelas raparigas que vai de porta em porta a fazer questionários e 
como não tinha paciência para ouvir ninguém a fazer-me mil e umas perguntas mandei-a dar uma volta.

Rúben:Quem era?-voltei a aconchegar-me ao seu lado.

Vera:Era uma daquelas mulheres que vão de porta em porta fazer inquéritos

Rúben:E porque não entrou?

Vera:Oh amor porque não tenho paciência para inquéritos..

Rúben:Tu também Vera,és cá de uma sensibilidade.-levantou-se.-Se fosse ao contrário aposto que não querias levar com a porta na cara.

Ele foi mesmo chamar a tal rapariga e trouxe-a para a sala,e ainda foi buscar o copo de água para a excelência que não teve uma ponta de vergonha na cara e assim que entrou lá em casa fez o pedido.

Ela deu um gole,e depois com o olhar preso do Rúben deu-lhe o copo..Eu não estava a achar piada nenhuma aquilo.Não a conhecia de lado nenhum e estava ali a tirar-se para cima dele.Ela voltou a esticar os braços para pedir o copo de água e o Rúben já ia lhe dar o copo,mas acabei por lhe tirar os copos da mão e mais rapidamente dei o copo à rapariga.

Vera:Vá beba água!-disse quando lhe dei o copo.-Vê lá não se engasgue.-o Rúben olhou-me assim que terminei de falar,mas encolhi os ombros e voltei a pegar no copo da outra ,que já estava vazio.

Rapariga:Sou a Adriana.-sorriu e depois olhou para o Rúben.-Você além de muito bonito.-fez uma pequena pausa.-É uma pessoa com grande coração.-o Rúben sentou-se no outro sofá,enquanto eu fiquei de pé no 
meio dos dois sofás.

Rúben:É,eu compreendo que o seu trabalho não seja fácil e não custa nada responder a um questionário.-disse a ultima parte da frase olhando-me.

Adriana:Pois,já aqui a sua irmã fui um pouco desagradável.

Vera:Hey.-chamei-a.-Vamos ver se nos entendemos ,eu não sou irmã dele,sou a namorada.-ela riu.

Adriana:A sério?-olhou para o Rúben agora com uma expressão séria.-Verdade?

Rúben:Sim.E o inquérito é sobre o quê?-o Rúben falou e a ela ficou especada a olhar para ele.

Vera:Oh.-estalei os dedos à frente da sua cara,o que a fez "acordar".

Adriana:Desculpe,é sobre o comportamento errático e insatisfeito no ser humano na sociedade de 
consumo.-fiquei a olhá-la.-Tem problemas de auto estima?

Rúben:Quem?

Adriana:A sua irmã?

Rúben:Não,não.-sorriu.

Adriana:Olhe que tem...Por acaso não tem alguma sandes?É que eu ando nisto desde as nove e ainda não comi nada de jeito.

Rúben:Daqui a pouco íamos jantar se quiser..

Adriana:Não,não.-ela não o deixou  terminar.-Não sei como cozinham.-olhou-me.-Ainda posso ter alguma 
intoxicação alimentar.

Vera:Não me dês ideias..-falei entre os dentes.

Adriana:Já agora tenho aqui o meu cartãozinho.-abriu a sua mala pegou num cartão branco,que ia dar ao Rúben mas peguei primeiro neste.-Adriana Rocha, psicóloga sexual, especialista em problemas de relacionamento do casal.

Vera:É,mas nós só temos problemas quando cá em casa se enfia uma entrevistadora armada em esperta.-o 
Rúben tocou-me na cintura,sentando-me no braço do sofá.

Adriana:Pesquisadora,minha cara, pesquisadora.

Vera:É indiferente, porque isto resolve-se num instantinho.

Rúben:Vera,Vera.-olhei-o.

Adriana:Sabe foi o destino que me trouxe.

Vera:Ah,coitada..

Adriana:A sua companheira não o satisfaz,não é?

Vera:Mas isto é demais.-levantei-me.-Eu juro que te meto o focinho para dentro.-o Rúben puxou-me pela braço direito e voltei a sentar-me ao seu lado.

Adriana:Não faz mal,é normal este comportamento nos jovens imaturos.-pegou no seu caderno e caneta, dando a entender que ia começar a tomar notas.-E porque razão se sente profundamente insatisfeito?-eu respirei fundo para não me levantar outra vez.O Rúben disse-lhe que não era este o caso e pediu-lhe para dizer qual a próxima pergunta.

Vera:Mas esta palhaçada vai demorar muito?

Rúben:Calma ela é uma especialista.

Vera:Pois ,ela e a Maya.

Adriana:Uma das soluções para quando o casal já não tem desejo sexual,é uma menage a trois.-soltei um "pff" e olhei para o Rúben,que tentava que aquela conversa continuasse "bem".-Em que ponto é que estamos?

Vera:No de ires parar à entrada do prédio,sem passares pelo o elevador.

Adriana:Violência compulsiva...Sabe é um das características da percentagem de mulheres que finge o orgasmo.-falou para o Rúben e desta fez voltei a levantar-me.

Rúben:Amor deixa só acabar o inquérito.-puxou-me para me sentar.

Vera:Mas porque é que esta gaja não vai fazer este inquérito a quem não tem vida própria..E já agora isto é para que revista,ou jornal?

Adriana:Nacional Geography.

Vera:Esta gaja está a gozar connosco.-puxei-a por um braço.-Tu põe te a andar!-nem me importei se o 
Rúben viria atrás de mim ou não e levei aquela "macaca" até à porta por um braço,e quando abri a porta dei um pequeno empurrão.-Vá vai fazer o inquérito a outro.-ela saiu e fechei a porta.Olhei para trás e o Rúben olhava-me.-O que foi?!Tu viste a que ela fez?

Rúben:Precisavas de a ter tratado assim?

Vera:Olha mas se estás interessado em a consolar,corre que ainda a podes apanhar.

Rúben:Não estou nada interessado,tu é que podias ter sido um pouco mais simpática.

Vera:Ya ser simpática com uma coruja que vem cá a casa se atirar para cima de ti.

Rúben:Não foi nada disto que aconteceu.

Vera:Que ideia..

Rúben:Vera eu só acho que não devíamos tratar desta maneira quem vem cá a casa.

Vera:Está bem Rúben,mas ela não é uma visita habitual é uma miúda que não tem que fazer então vem se atirar para tudo o que homem.-ele sorriu.-A achas piada?

Rúben:Sim acho piada ver-te toda cheia de ciúmes…-aproximou-se.-Sabes que não precisas ficar assim.-cruzeis os braços.

Vera:Ela estava quase a sentar-se no teu colo e eu ia estar na boa.Queria ver se fosse ao contrário.

Rúben:Hey não é a mesma coisa.

Vera:Ai não?

Rúben:Não.Não é que não confie em ti,e que tu tenhas razões para desconfiar de nada.-beijou-me no pescoço.-E que tal deixarmos este assunto.-ia sentindo os seus lábios do meu pescoço.

Vera:Queres ver se te livras é?-ele sorriu.Levou as suas mãos até minhas coxas e elevou-me do chão,enrolei as minhas pernas em volta da sua cintura.Juntei os meus lábios aos seus e deixei a minha língua encontrar-se com a dele.Ele começou a andar em direcção ao seu quarto mas eu não planeava ir até lá.Saltei do seu colo.

Rúben:Então?

Vera:Eu prefiro ir até a outra lado.-puxei pela a sua mão.

Rúben:Outro lado?-puxei-o fazendo com que ele se encostasse à mesa de bilhar .Levei as minhas mãos até ao seu peito e depois de juntar os nossos lábios levei as minhas até ao primeiro botão do seu camiseiro…Abri todos eles e depois afastei o camiseiro deixando o seu peito descoberto.Deixei os seus lábios e fui descendo.Beijei o seu pescoço,depois desci até ao seu peito,tomando o meu tempo beijando cada centímetro da sua pele.-Amor.-olhei-o.-Não vamos para o quarto?

Vera:Não.-sorri-lhe e ele,que ainda não estava a entender bem ao ver-me sorrir daquela forma pode não ter entendido completamente o que quis dizer mas viu qual o caminho que queria ir.As roupas voaram do nosso corpo e amámos-mos sobre a mesa de bilhar sem qualquer pudor.

Rúben:Amor.-falou enquanto procurávamos pela sala as nossas roupas que tinham espalhado pela sala.

Vera:Diz.

Rúben:Sabes como está a Raquel?

Vera:Não.-parei algum tempo.-Por acaso não tenho tido noticias dela.

Rúben:O Hugo contou-me o que tinha acontecido,mas estava cá com uma pressa que treinou e bazou.

Vera:Pois acho que ela ainda está no hospital…

Rúben:Então vamos ir lá visitá-la.

Vera:O quê?-olhei-o.

Rúben:Vera é uma amiga tua.-tossi e ele lá reformulou a frasse.-Uma amiga nossa,e vamos pelos menos ver 
como está.

Vera:Estás mesmo a pedir-me para ir até ao hospital,com umas florzinhas ver aquela alma?

Rúben:Vera.

Vera:É só vestir-me.

Irá a Raquel ficar feliz com esta visita?


Olá meninas! :)
Espero que esteja de vosso agrado o capitulo 19,mas para sabermos é com os vossos comentários!:)
Beijinhos
Rita e Marta 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Capitulo 18-"Bebé?"


(Raquel)

Ele voltou com o seu copo de champanhe, colocou-o na beira do jacuzzi e entrou sentando-se ao meu lado. Colocou o seu braço sobre os meus ombros e esticando o braço esquerdo voltou a agarrar o copo de champanhe. Inclinei-me e beijei-lhe o pescoço e depois de beber um pouco, olhou-me.

Hugo: Então?

Raquel: Então digo eu.- peguei no copo de champanhe. - Vamos deixar o champanhe de parte, que temos coisas mais interessantes a fazer. - ele sorriu sabendo perfeitamente ao que me estava referir e voltei a colocar o champanhe na beira  do jacuzzi, mas desta vez um pouco mais longe para não voltar a ir parar às mãozinhas do Hugo.
 Colei os meus lábios aos seus, enquanto ele levou as suas mãos até às minhas coxas puxando-me para o seu colo. As minhas mãos colocaram-se em volta do seu pescoço, nunca separando os nossos lábios, nem as nossas línguas que estavam em perfeita sintonia. Sentia as suas mãos puxando-me cada vez mais para perto dele, até já não existir espaço entre nós os dois. As minhas mãos acabaram por descer até ao seu peito, ficando lá pousadas alguma tempo, já as deles iam subindo pelas costas agarrando-me cada vez mais.
Deixei os seus lábios e fui descendo, passando pelo o seu pescoço, passando pelo o seu peito parando no limite da água, voltando a subir para voltar a encontrar os seus lábios. Por estarmos livres de qualquer peça de roupa e num ambiente mais do que perfeito a amámo-nos sem pressas.

A água com o passar do tempo ia ficando cada vez mais fria e acabámos por sair do jacuzzi.

(Hugo)
Levei a raquel ao colo para o quarto e deitei-a na cama. Ela já estava com sono, e bastou deitar-se que instantes depois adormeceu. Eu não tinha sono, então deitei-me ao lado dela vendo-a dormir. Não tinha bem a certeza se estava tudo bem. As conversas dela, durante toda a noite, será que ela está gravida? Ou estou a fazer filmes na minha cabeça?
A noite passou muito devagar, não dormi nada, passei toda a noite a pensar, mas a Raquel dormir e só acordou quando o empregado bateu a porta com o pequeno-almoço que eu tinha pedido.

Raquel: O que foi?

Hugo: Nada, volta a dormir.

Raquel: Não… Tenho fome!

Hugo: Então faz espaço aí, que tenho aqui uma surpresa.

Raquel: Está a cheirar bem!

Hugo: Tem aqui sumo de laranja, café, pão, bolo de chocolate e morangos. Não pedi muito 
mais porque eram só coisas esquisitas e já sei que ias dizer alguma coisa! O que queres?

Raquel: Engraçadinho… Pode ser sumo, bolo e os morangos.

Hugo: Tudo para a “madame”!

Raquel: Acordas te bem-disposto.

Hugo: Se tivesse dormido…

Raquel: Não dormiste? Porquê?

Hugo: O que é que querias perguntar ontem?

Raquel: Nada, esquece!

Hugo: Hoje não vais fugir, diz lá!

Raquel: A sério, não é nada de especial. Um dia vais saber, mas não te preocupes.

Hugo: Como um dia vou saber?

Raquel: Podemos comer? Tenho fome.

Hugo: Raquel, outra vez não!

Raquel: Prova o bolo, não está bom?

Hugo: Sim, está…

Raquel: Não fiques assim, eu vou-te dizer, não é hoje, mas quero ter a certeza.

Hugo: Certeza de quê?

Raquel: Não faças mais perguntas e come!

Hugo: És tão teimosa! Olha, fecha os olhos… tenho uma coisa para ti!

Raquel: O quê?

Hugo: Fecha os olhos!

Raquel: Pronto, já está.

Hugo: Agora podes abrir…




Raquel: Que lindo Hugo!!

Hugo: Vira-te para puder mete-lo.

Raquel: Fica tão bem, ADOREI!

Hugo: Tu és linda, miúda!

O nosso dia foi assim, miminhos para cá, beijinhos para lá! Fomos passear os dois de mão dada, tivemos na piscina do hotel, ainda almoçamos no restaurante do hotel mas perto das 5h da tarde tivemos que ir para casa. A Raquel disse para lhe levar a casa, mas eu queria passar mais esta noite com ela, então convidei-a a ficar no meu apartamento, ela hesitou, mas consegui convence-la. Não tinha nada em casa para jantar, e não passamos em lugar nenhum para trazer comida, a Raquel disse logo que arranjávamos umas tostas e sumo e estava pronto, mas tive uma ideia melhor, PANQUECAS!

Raquel: Então o que vamos comer?

Hugo: Vai ser surpresa!

Raquel: Ahh está bem, mais um mistério…

Hugo: Vais ver que vais gostar.

Raquel: Quero ver isso.

Hugo: Enquanto arranjo aqui as coisas na cozinha vai tomar duche ou assim!

Raquel: Quanto mais longe melhor!

Enquanto estive a fazer as panquecas ela esteve no duche, e isso deu me tempo para organizar tudo! Arranjei a cozinha e a mesa onde íamos comer, também o quarto e a sala, que estava tudo numa confusão terrível.

Raquel: Amor, já posso ir para aí?

Hugo: Sim, podes vir!





Raquel: Ohh Hugo, fizeste panquecas! Estava mesmo a precisar, estou cá com uma fome de leoa!

Hugo: Eu já percebi que tu andas com muito apetite, ainda não sei bem porque, mas pronto!

Raquel: Disseste alguma coisa?

Hugo: Não nada… Come, vê se está aprovado?

Raquel: Muito bom, já sei que contigo comida boa não vai faltar!

Hugo: Também já sei que por este andar vais-me levar a falência, a comer dessa maneira!

Raquel: Tu é que convidaste a vir cá passar a noite e isso implica comer, por isso não refiles.

Hugo: Tu tens sempre uma resposta…

Raquel: Come e cala-te!

Depois de comermos, arranjei a cozinha e sentamo-nos a ver um filme na sala, a Raquel foi depois fazer pipocas, dizia que tinha um ratinho na barriga, estou a ver que o ratinho dela não tarda vai fazer-nos companhia, e aí é que vão ser elas! Acabamos por adormecer os dois a ver o filme, quando acordei levei-a para a cama e dormimos até de manhã.

Raquel: Hugo que horas são? Tenho que ir trabalhar.

Hugo: Não sei, tens o relógio do teu lado…

Raquel: Tenho que sair, já estou atrasada para ir para o mercado! Mexe-te, tens que me levar 
até lá!

Hugo: Já? Ainda é muito cedo Raquel. Só mais 15 minutos…

Raquel: Nem pensar, então vou andando!

Hugo: Espera, já te levo!

Raquel: Então anda… Estou atrasada!

 Vestimos-nos á pressa e saímos de casa a correr. Ela já estava mesmo atrasada e nem 
tomou o pequeno-almoço, mas disse que tomava lá no café.

Raquel





(Raquel)

O Hugo deixou-me no mercado, estava atrasada quase 20 minutos. Cheguei lá dentro e 
começaram as bocas.

Vera: Então a noite foi agitada?

Vera



Raquel: Tens alguma coisa a ver com isso?

Vera: Ouvi dizer que ias ter um fim-de-semana muito mexido!

Raquel: Como é que sabes isso?

Vera: Então é verdade!! Como é que correu?

Raquel: Mete-te na tua vida.

Vera: O Hugo finalmente viu quem tu realmente és e deu-te um chuto?

Raquel: Já estás a esticar-te!

Vera: Deve ter corrido mesmo mal.

Raquel: Não sejas invejosa. Correu lindamente e não me vais estragar o dia!

Vera: O que é que tens aí? Foi o Hugo que te deu? Gastar dinheiro em coisas para ti, coitado…

Raquel: Ohh vera vai caçar gafanhotos!


Com a vera a chatear-me, acabei por não ir tomar o pequeno-almoço, esqueci-me mesmo. Fui buscar umas caixas ao armazém, e senti-me um pouco tonta, mas acabei por leva-las para a banca. Posei as caixas e senti-me ainda pior.

Raquel: Não me estou a sentir bem…

Vera: Já sei que o fim-de-semana foi bom, mas não precisas exagerar.

 Raquel: Vera, não estou bem.

(Vera)

Vera:Não estás bem?-olhei-a e via já a sentar-se e fui me aproximando.Quando cheguei perto dela,ela deixou-se cair por completo para  o seu lado direito,e logo a apanhei.-Raquel.-mexi com ela,e continuei a chamá-la..mas anda.

Teresa:O que se passa?-a Teresa aproximou-se.

Vera:Ela diz que não se estava a sentir bem,e depois desmaiou.

Teresa:Eu vou chamar a ambulância.

Vera:Tem ali na minha banca o meu telemóvel.-fiz mais alguma força,já que a Raquel 
“adormecida” não era lá muito fácil.A Teresa telefonou para o 112 e cerca de 4\5 minutos 
depois eles chegaram lá ao mercado.

Com a ajuda dos dois paramédicos eles levaram a Raquel até uma maca.A Teresa pediu logo para acompanhar,o que eles disseram que não haveria problema.

Teresa:Vera ficas a tomar conta da minha banca.

Vera:Claro,depois diga qualquer coisa se faz favor.-apesar de tudo eu fiquei preocupada com a Raquel,e queria saber se tinha passado algo com ela.

A Teresa acompanhou-a até à ambulância e não me restou fazer mais nada a não ser esperar ter noticias e voltar para a minha banca.

(Raquel)
Parece que estive a sonhar muito tempo, até sentir uma picada no meu braço.

Raquel: O que é que se passa?

Enfermeiro: Está tudo bem, tome calma.

Raquel: Onde é que estou?

Enfermeiro: Você está no hospital, sentiu-se mal e ficou inconsciente.

Raquel: Então desmaiei?

Enfermeiro: Sim, foi isso que aconteceu.

Raquel: Chamaram alguém?

Enfermeiro: Está uma pessoa na sala de espera, vou chamar, mas você tem que descansar.

Raquel: Sim, está bem.




Teresa: Então Raquel, como estás?

Raquel: Acho que estou bem. A Sra. Teresa é que veio comigo?

Teresa: Sim, fui eu. A vera ficou muito preocupada, mas não pode vir, porque tinha que fechar as bancas.

Raquel: Como é que ficou a minha banca?

Teresa: A vera ficou a fechar tudo, não te preocupes.

Raquel: Chamaram o Hugo?

Teresa: Acho que não, mas vou pedir a Vera para o avisar.

Raquel: Obrigada Sra. Teresa.

(Hugo)
Saí de casa para ir buscar a Raquel ao mercado, queria fazer uma surpresa e tinha uma proposta para ela.

Hugo: Olá vera!

Vera: O que é que estás a fazer aqui?

Hugo: Vim buscar a Raquel! Onde é que ela está?

Vera: Eu liguei-te para avisar, mas nunca atendes-te.

Hugo: Deixei o telemóvel em casa. Avisar o quê?

Vera: A Raquel sentiu-se mal, desmaiou e agora está no hospital.

Hugo: O quê? Mas o que foi que aconteceu?

Vera: É melhor ires até ao hospital…

Hugo: Sim, claro! Obrigado Vera.

Saí do mercado a correr, nem sabia o que pensar. Será que ela sentiu-se mal porque está gravida? Mas ela não me disse nada… agora temos que pensar o que fazer. Ela não precisa trabalhar, arranjamos uma casa, até podemos casar! Mas agora só quero mesmo ir ter com ela. Cheguei ao hospital e fui direito ao balcão.

Hugo: Olá boa tarde. Entrou aqui uma Raquel Nunes! Posso ir vê-la?

Sra.: Entrou, mas ela não está no quarto agora, foi fazer análises. Pode ficar na sala de espera, e quando ela chegar eu mando-o entrar.

Hugo: Ok, obrigado. Mas pode dizer-me como é que ela está?


Sra.: Penso que está bem, está consciente, não se preocupe.

Hugo: Ok.



 Fiquei a espera algum tempo, então decidi comprar flores para ela e encontrei a Sra. Teresa pelo caminho.

Teresa: Já estás aqui. Conseguiste ver a raquel?

Hugo: Não, ela foi fazer análises. Ela está bem?

Teresa: Sim, pareceu-me bem. Mas estava mais preocupada em saber de ti!

Hugo: Mas ela disse-lhe alguma coisa?

Teresa: Não, só queria falar contigo.

Hugo: Vou voltar para a sala de espera para ver se a consigo ver. Penso que a Sra. Teresa 
pode ir andando, eu já estou aqui, mas obrigado por ter vindo com ela!

Teresa: Sim, vou andando. Manda-lhe um beijinho meu. Se precisarem de alguma coisa é só dizer.

Hugo: Obrigado mais uma vez.

Teresa: De nada. Vai lá ter com ela.


Voltei para a sala de espera, já com as flores e a senhora do balcão disse-me que a Raquel já estava no quarto. Fui até ao quarto e lá estava a Raquel, a falar com um enfermeiro e ligada com soro.

Hugo: Então amor como é que estás? Trouxe flores para ti…

Raquel: Ohh que lindas Hugo! Estou bem, fui fazer analises á pouco.





Hugo: Acho que temos que falar…

Raquel: Ai temos?

Hugo: Hoje ia-te propor vires viver comigo, e como aconteceu isto, acho que está na altura certa. Também acho melhor deixares de trabalhar, não faz sentido, eu ganho o suficiente para os dois…

Raquel: O quê? 

Hugo: Deixa-me continuar… Até podemos comprar uma casa maior, assim temos muito mais 
espaço para os três!

Raquel: Os três?

Hugo: Arranjamos um quartinho para o bebé…

Raquel: Bebé?

Hugo: E até podemos casar, só não quero que te falte nada!

Raquel: Estás bem? O que é que se passa? 

Hugo: Estou ótimo, achas que é menino ou menina?

Raquel: Hugo, eu não estou grávida, se é isso que estás a pensar!

Hugo: Não estás? Mas tens todos os sintomas de quem está gravida!

Raquel: Mas não estou, nunca pensei que quisesses ter filhos ou mesmo casar…

Hugo: Também nunca tinha pensado muito nisso, até tu andares cheia de fome e depois desmaiares… Podia acontecer, sei lá!

Raquel: Mas não aconteceu… Só não tomei o pequeno almoço, então fiquei mais fraca e 
desmaiei, mais nada!

Hugo: Já me estava a imaginar com um Hugo Jr. nos braços…

Raquel: Não vais ficar assim, pois não?

Hugo: Não, mas fiquei entusiasmado com a ideia, só isso!

Raquel: Posso ficar na tua casa quando sair daqui, não me apetece ficar sozinha?

Hugo: Claro que podes, podias mesmo era mudar te para lá… O que é que achas?

Qual será a resposta da Raquel?


Olá meninas!
Aqui está mais um capitulo,espero que tenham gostado e que nos deixem as vossas opiniões ;D
Beijinhos
Marta e Rita




quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Capitulo 17-"Os desejos fazem destas coisas …"





(Hugo)
Liguei á Raquel para se arranjar, porque íamos a um lugar. Claro que ela ficou MUITO curiosa, mas não ia estragar a surpresa agora que estava tão perto e depois de todo o trabalho que tive.
Cheguei a casa dela e nem tive tempo para bater a porta, ela já lá estava á espera que eu lhe contasse onde íamos.

Raquel



Raquel: Onde vamos?

Hugo: E nem um bom dia? – disse eu á espera de um beijo.

Raquel: Prefiro que me digas onde vamos.

Hugo: Pois, mas isso não vai acontecer. Já estás pronta?

Raquel: Sim, acho que sim. Mas Hugo, o que é que devo levar? Nem sei se estou bem assim… - disse ela com aquela carinha a morrer de curiosidade.

Hugo: Estás ótima! Não te preocupes, vamos para um lugar bem calminho, só tu e eu!

Raquel: Estou a ficar nervosa Hugo. Diz qualquer coisa, só uma pista, vá lá!! – dizia ela, como se fosse uma criança para saber quais eram os presentes de Natal.

Hugo: Não vou dizer nada. Vais ter de esperar, não vou estragar a surpresa agora.

Raquel: Oh Hugo diz!

Hugo: Não digo! Anda lá, para não perdermos tempo.

Descemos para irmos para o carro, ela nunca se calou. Abri-lhe a porta, deixei-a entrar, tentei ser o mais romântico possível, mas mesmo assim ela não acalmava, fazia cada vez mais perguntas, e quando entrei no carro e disse-lhe que tinha que lhe meter uma venda, ela passou-se.

Raquel: Nem penses. Uma venda para quê? Vai raptar me ou assim? Deves estar a goza comigo, só pode.

Hugo: Toma calma. Eu estou a tentar fazer te uma surpresa e tu não estás a ajudar muito. Confia em mim, okay? E sim vou raptar te, és só minha e quero estar só contigo!

Lá consegui que ela metesse a venda, um pouco contrariada, mas meteu. Esteve amuada o caminho todo, eu estava a ver que ia ter de estragar a surpresa toda por causa do filme que ela estava a fazer, felizmente nunca tirou a venda. 

Hugo: Pronto, já chegámos!

Raquel: Já posso tirar isto dos olhos? – disse ela já impaciente.

Hugo: Não, ainda não.

Raquel: Estás a gozar, certo?! Já não estou a achar piada nenhuma a esta brincadeira Hugo.

Hugo: Toma calma miúda. – disse para a picar ainda mais.

Raquel: Calma o quê? Já estou farta, e não me chames miúda. Onde é que estamos? Diz lá!!

Hugo: Espera. Agora vamos sair do carro, eu vou-te ajudar, mas nunca tiras a venda tas a 
ouvir?!

Raquel: Ohh Hugo, deixa-me tirar a venda! Anda lá, eu quero ver onde estamos.

Hugo: Já vais ver, mas agora espera. Anda lá, devagar com a cabeça, vamos ter que subir uns degraus por isso cala-te e ouve-me.

Raquel: Pow… tem alguém a ver-me fazer estas figuras? Diz-me que não!

Hugo: Por acaso tem algumas!

Raquel: HUGO!!

Já estava cansado das perguntas dela, e como estava a ver que nunca mais íamos chegar, peguei nela ao colo e levei-a lá para dentro.

Raquel: Oh meu Deus Hugo, o que é que estás a fazer?

Hugo: Então, eu estou a ser fofinho levando a minha namorada ao colo, não é isso que todas 
as miúdas sonham? Estou a ser o namorado romântico.

Raquel: Namorado romântico só se me deixares tirar a venda.

Hugo: Sim, sim! Olha, vamos entrar num elevador, por isso não te assustes.

Raquel: Mas para onde é que me estas a levar? Vais-me atirar de algum prédio ou assim?!
Já nem dizia nada, limitei me a ficar calado, como se estivesse a despreza-la, e claro que ela ficava cada vez mais desesperada.

Raquel: Mas estas a ouvir? Eu estou a falar contigo! Ohh amorzinho, fala comigo, diz-me onde 
estamos, vá lá, diz! – disse ela a tentar ser fofinha.

Hugo: Pronto já chegámos, e não, não podes tirar a venda já!

Desconhecido: Tenha uma agradável estadia, e divirtam-se.

Raquel: O quê?

Hugo: Obrigado.

Desconhecido: Se precisarem de alguma coisa é só chamar.

Raquel: Eu preciso! Que me tire daqui já!! Este homem está a tentar raptar-me, e depois vai-
me me matar, o senhor não quer ficar com esse peso na consciência pois não?!

Hugo: És doida? Ainda vão pensar que é verdade. Mais uma vez obrigado.

Raquel: Então já me podes explicar onde estamos?

Hugo: Vamos agora passar numa porta, e já te digo tudo! – enquanto disse isto, ela tropeçou 
nos seus próprio pés.

Raquel: HUGO! Estive quase caída, deixa me lá tirar isto.

Hugo: Pronto, já estamos os dois sozinhos. Mete as mãos na venda e quando disser três tiras.

Raquel: Está bem! Anda lá, estou cada vez mais curiosa!

Hugo: Um, dois, três!!

Raquel: OHH MEU DEUS, HUGO!


(Raquel)

Raquel: OH MEU DEUS, HUGO! OH MEU DEUS!! Mas o que é isto? Mas…

Hugo: então o que achas? Gostas?

Raquel: Se gosto? Eu, eu não gosto, eu ADORO. Quem é que fez isto?

Hugo: Fui eu, quem é que havia de ser.

Raquel: Tu? Tu fizeste isto tudo?

Hugo: Sim! Claro que fui eu.

Raquel: Está lindo Hugo, nem tenho palavras. – dizendo isto dei-lhe um beijo e agradeci.

E estava mesmo lindo. Apercebi-me que estávamos num hotel, mesmo dentro do quarto. Era 
uma suite enorme, e na cama estavam pétalas de rosa fazendo corações, estava magnifico.



Hugo: Mas como é muito cedo para virmos para a cama, tens fome?


Raquel: Sim, tenho!

Hugo: Então podemos deixar as nossas coisas aqui, e vamos jantar.

Raquel: Então também há jantar? Estou surpreendida contigo!

Hugo: Há muitas coisas sobre mim, que desconheces, miúda!

Raquel: Sim, tu e a miúda. Anda lá que tenho fome!

Saímos do quarto e houve um empregado que nos acompanhou até a uma sala individual, onde estava uma mesa para dois, num ambiente muito romântico. O Hugo puxou a cadeira para eu me sentar, e logo depois ele sentou-se também. Um outro empregado veio para pedirmos a ementa. Não percebi nada do que estava lá escrito, tudo nomes franceses, nem sabia o que queriam dizer, então para não fazer figura de tola, escolhi o primeiro prato da ementa. Enquanto estávamos a espera da comida, aparece um homem com um violino, que me deixa desconfortável, aquela musiquinha a entrar pelos ouvidos já me estava a causar dores de cabeça, e tê-lo ali a olhar para nós, nem tínhamos privacidade.




Raquel: Hugo, este homem vai ficar aqui muito tempo? Não estou a achar piada nenhuma.


Hugo: Oh amor, ele está aqui para tornar o ambiente ainda mais romântico.

Raquel: Acredita, o ambiente está a ficar tudo menos romântico. Parece um mp3 ambulante. 
Ele não pode sair?

Hugo: Se é isso que queres. – ele fez um sinal ao homem, e este saiu.

No momento em que o homem do violino saia, o empregado vinha com os nossos pratos, e mal podia esperar para saber o que ia comer. Fui a primeira a ser servida, logo depois o Hugo tinha o seu prato á frente. Fiquei de boca aberta.

Hugo: Humm, parece delicioso! – disse ele a esfregar as mãos. Nem tive reação, fiquei com a cara mais parva do mundo. – Então não comes?

Raquel: O que é isto Hugo?





Hugo: Então não foi isto que pediste?


Raquel: Não sei… Foi? Quer dizer… Ohh Hugo eu lá sabia o que é que estava a escolher, tudo nomes pipis, sabes que não entendo nada disso.

Hugo: Ohh amor, então porque não disseste?

Raquel: Olha para não estragar o ambiente, ainda por cima estás todo contente, e não queria fazer figuras tolas á frente desta gente.

Hugo: Não ias estragar nada, e estou contente porque estou contigo, nem interessa o que 
como, só quero estar contigo, e quero que te sintas tão feliz como eu.

Raquel: Eu sei… E sinto me muito feliz, acredita! Sabes que gosto muito de ti, não sabes!?

Hugo: Ai gostas, não sabia! – levantei e sentei me no colo dele, acabando por lhe dar um 
beijo. – Adoro-te!

Raquel: Também te adoro muito!! Só não gosto de carne crua como esta e um bocado de 
puré de batata a acompanhar. Não podemos escolher outra coisa, eu sei que já é um pouco 
tarde, mas acho que não vou comer isto, e tenho fome.

Hugo: Vamos ver o que se arranja.

Raquel: Posso dar uma sugestão?

Hugo: Claro! Estás a pensar em quê?

Raquel: Bem, tu sabes qual é a minha comida preferida… E é uma das comidas românticas,
pelo menos no filme da Disney é!







Hugo: Estás a falar de esparguete com almondegas, do filme “A Dama e o Vagabundo”?

Raquel: Olha como adivinhas te! Diz lá que não é romântico, pelo menos é bom e não tem 
carne crua, ao contrário daquele prato terrível.

Hugo: Vou ver se podemos arranjar isso, só para ti Princesa! Só mesmo tu para veres filmes 
da Disney.

Raquel: Toda a gente vê. Mas vê la se arranjas, porque tenho fome!

O Hugo foi falar com um empregado, para ver se podíamos comer outra coisa, esperava eu que fosse as almôndegas.

Raquel: Então, vamos poder comer as almôndegas?

Hugo: Não sei bem. O homem não ficou nada satisfeito com o pedido, mas como sou cliente frequente do restaurante e sou jogador, ele disse que ia tentar.

Raquel: Quero mesmo comer. Mas então vens aqui muitas vezes é? Deves trazer as tuas amiguinhas todas, estou a ver tudo.

Hugo: Não sejas tola, vinha aqui muitas vezes com a minha mãe, e também é um dos restaurantes onde há jantares com a equipa.

Raquel: Ahh, estou a ver.

Hugo: Não sejas desconfiada, eu quero te a ti, senão nem estávamos aqui.

Raquel: Eu sei, mas és famoso e tens tantas atras de ti, porquê eu!? Tenho medo que estejas só a brincar comigo, que seja apenas mais uma na tua lista de conquistas…

Hugo: Se não gostasse mesmo de ti, achas que tinha tido este trabalho todo? E as outras não me interessam, tu és especial, és a tal, isso é o que importa!

Fiquei toda derretida com a conversa, que nem tive palavras para lhe responder. Com ele sinto me protegida, mais confiante, amada, e acima de tudo, sinto me FELIZ! Entretanto o empregado veio á mesa e disse que tínhamos tido sorte, e as almôndegas estavam quase prontas.

Raquel: Ai, que bom! Mal posso esperar, só espero que estejam boas.

Hugo: Já sei que sempre que te levar a jantar fora, havemos de comer almôndegas.

Raquel: Pode ser, eu ADORO almôndegas! Os desejos fazem destas coisas …

Hugo: Han? O quê?

Raquel: O que foi?

Hugo: Quais desejos?

Raquel: Eu falei em desejos? Deves ter ouvido mal…

Hugo: Pois, talvez foi isso!








Raquel: Olha o que vem ai! Almôndegas!!

Hugo: Finalmente, já estava a morrer de fome!

Raquel: Sou capaz de comer por dois.

Hugo: Estás a tentar dizer me alguma coisa?

Raquel: Eu? Não estou a tentar dizer nada, só quero mesmo comer!

Hugo: Tens a certeza?

Raquel: Se quero comer? Claro que quero comer!

Hugo: Não é isso! Tens a certeza que não se passa nada?

Raquel: Já te disse, não é nada! Desconfiado…

Hugo: Não sou desconfiado, mas estou a ficar preocupado.

Raquel: Preocupado com quê? Eu estou bem, só quero comer.

Hugo: Pronto, ok! Queres partilhar, essa almondegas?

Raquel: Gozas-te com as almondegas, e agora queres?

Hugo: Anda lá…

Raquel: Chega-te para aqui, mas não vais comer tudo!

Hugo: Só um pouco.

Estivemos a comer do mesmo prato, e ele quase comeu as minhas almondegas todas, mas 
consegui vingar-me, sujei-lhe todo, no nariz, na boca, até a camisa estava cheia de molho, 
mas ele fez-me o mesmo.

Hugo: Queres sobremesa?

Raquel: Claro, o que é que tem?

Hugo: Tem gelado, cheese cake e mousse de chocolate. O que é que queres?

Raquel: Mousse de chocolate, sem dúvida!

Hugo: Vou ali pedir duas taças de mousse.

Ele foi pedir o mousse, e veio com duas taças na mão, em forma de coração.


Raquel: Hmm… está tão bom Hugo.

Hugo: Está mesmo! Possa raquel, já estás mesmo a acabar.

Raquel: ohh Hugo, está mesmo bom! Podes ir pedir mais para mim?

Hugo: Sim, acho que sim. Mas ainda estás com fome? Vais sair daqui a rebolar.

Raquel: Não tenho a culpa de ter fome, tens algum problema?

Hugo: Não, não tenho problema nenhum, vou já buscar mais mousse.

Raquel: Ainda bem!

Hugo: Pronto, está aqui o teu pedido miúda!

Raquel: Obrigada!

Hugo: Já nem dizes nada quando te chamo de miúda.

Raquel: Pois. Tenho uma coisa para te perguntar desde que chegámos…


Hugo: o quê? O que é que se passa?

Raquel: Esquece… falamos depois!

Hugo: Não, vais falar agora!

Raquel: Não, agora não! Vamos para o quarto?

Hugo: Oh raquel não me deixes assim sem saber.

Raquel: podemos ir para o quarto?

Hugo: Não mudes de conversa.

Raquel: Eu vou andando, tenho que ir á casa de banho. Depois vai lá ter.

Hugo: Raquel fala comigo!

Raquel: Até já!

Hugo: Sim, está bem! CHATA!

Fui até ao quarto, tinha mesmo que ir à casa de banho. O Hugo estava a demorar, então 
decidi ligar o jacuzzi que tínhamos no quarto, despi a roupa que estava suja do molho e fiquei 
apenas de soutien e cuecas, mas como estava com frio vesti o roupão que estava pendurado na casa de banho. Mas o Hugo não chegava, então meti-me no jacuzzi  Estive quase dez minutos sozinha e lá depois ele apareceu.



Hugo: Raquel, onde estás?

Raquel: Estou aqui dentro!

Hugo: Posso entrar?

Raquel: Podes, que pergunta tola!

Hugo: Sei lá, podias estar a sentir te mal ou querias ficar sozinha.

Raquel: Mas podes entrar.

Hugo: Então estás a divertir-te sim mim?

Raquel: Estavas a demorar muito tempo, então entrei.

Hugo: Faz ai espaço para mim!

Raquel: Tira essa camisa cheia de molho, badalhoco!

Hugo: O quê? Tu é que sujaste-me todo! Vou ali buscar o champagne, toma o teu copo.

Raquel: Não posso beber.

Hugo: Então porquê? Estás bem?

Raquel: Só não me apetece, não te preocupes.

Hugo: Estás esquisita!

Raquel: Não estou nada, só que não me apetece!

Hugo: Vou fingir que acredito!



Como vai terminar a noite destes os dois?


Ola meninas!
Pedimos desculpa pela a demora mas para vos compensar podemos já vos dizer que para além de termos novas ideias para escrever o capitulo 18 já está a ser escrito ;D
Deixem as vossas opiniões,que tanto eu como a Marta queremos as ler!
Beijinhos
Rita e Marta