segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Capitulo 9-"Eu não como esta merda!"


(Rúben)

Raquel:Verinha poupa-me nos escândalos!


Raquel

Vera:Escândalos?!Não sabia que vinhas.-sentei-me e coloquei a minha mala em cima das minhas coxas.

Raquel:Falta muito para começar?

Duarte:Deve estar quase.

Vera:Porque vieste?

Raquel:Queria ver o jogo porquê?

Vera:Querias ver o jogo...porque estás a mentir?

Raquel:Ai podemos me deixar sossegadinha a ver o jogo sem os teus filmes aqui!

Vera:Eu calo-me,mas aposto que estás a planear alguma!

Raquel:Pff..

Olhei para a frente e fiquei os jogadores a aquecer... aquilo estava a ser uma grande seca e na minha opinião não era mesmo nada interessante.

Raquel:Ó Duarte qual é o número na camisola do namorado da Vera?

Duarte:Ele é teu namorado?

Vera:Não é nada!-olhou-me e vi que tinha tocado no seu "ponto fraco".-Tu cala-te!

Duarte:A sério Vera?Se ele é diz lá !

Vera:Eu podia adiantar mais qualquer coisa mas com  o jornal do mercado ao meu lado é melhor não.-aquilo era uma indireta para mim.

Raquel:Ai o jornal do mercado...-dei uma grande gragalhada.-Só falo a verdade!

Vera:Mas se estiveses calada ganhavas mais!

Raquel:Não sei se te disse mas o Ricardo hoje foi ao mercado e estava um bocado chateado.

Vera:O que lhe contaste?Inventaste alguma cena não foi?

Raquel:Nada disto,só lhe disse que tinhas chegado atrasada e as razões para este atraso.

Vera:Até parece que sabes o que realmente aconteceu.

Raquel:Que passaste a noite mais o outro!

Vera:Raquel!

Duarte:Ele é teu namorado?O Rúben Amorim é teu namorado?

Vera:Não é nada,ela é que não bate bem.

Raquel:Posso não bater bem mas vejo muito bem..chegaste atrasada e ele foi ao mercado hoje à tua procura.

Vera:A sério Duarte não ligues,e olha eles já vão entrar.-olhou para mim.-e tu fica com o bico calado!

Raquel:Refilona!

Ela não me respondeu e começamos a ver o jogo.Tinha vindo àquele jogo por uma razão para chatear a Vera mas tanto eu como ela estavamos a apanhar uma seca.
Pouco depois de ter começado a segunda parte o tal Rúben entrou,olhei para o Vera e ela sorriu.



Gargalhei ,ela ouvi-me e ficou logo mal humorada.

Vera:O que foi?!

Raquel:Nada,nada.Só que ficaste muito feliz assim de repente.

Vera:Fico feliz quando quiser e bem entender,agora cala-te que quero ver o jogo.

Raquel:Eu acho que queres ver é outro..

Terminou o jogo e o Duarte começou a falar sobre algo e eu cheguei-me para perto deles porque não tinha planos para depois e assim sempre matava algum tempo nem que fosse a chatear a outra.

Duarte:Vá lá Vera.

Vera:Não sei.

Duarte:É rápido anda lá.

Raquel:Onde o puto quer ir?

Duarte:Ter alguns autógrafos,e tu ainda por cima és namorada do Rúben consegues fazer com que chegar lá num instante.

Vera:Não sou namorada dele!E não sei se devemos ir.

Raquel:Vá vamos!

Vera:Vamos?

Raquel:Sim também não tenho nada para fazer.Mas como lá chegámos ?

Duarte:Eu sei!Só falta a Vera deixar.

Vera:Podemos ir mas nada de saires de perto de mim e tu nada de escândalos!-apontou para mim com o dedo esticado.

Raquel:Claro agora vamos!

O Duarte parecia mesmo saber onde ir para ter os tais autografos.O "namoradinho" da Vera não aparecia
mas em contrapartida apareciam outra data de jogadores e eu estava feita fotografa.

Duarte:Podes os tirar uma foto?-deu-me  a máquina  de tirar fotos.

Raquel:Ok.-tirei a foto a eles e depois dei a máquina ao Duarte.

Homem:Olá.-olhei para o homem que tinha estado ao lado do Duarte na foto.

Raquel:Olá.

Homem:Sou o Hugo.

Raquel:Raquel.-olhei para o lado e o puto já me tinha desaparecido.-óptimo perdi o puto.-ele deu uma gargalhada.

Hugo:Ele deve andar por aí.

Raquel:É vou o procurar,adeus.

Hugo:Espera.

Raquel:O que foi?

Hugo:Queres ajuda?

Raquel:Deixa estar,eu arranjo-me.

Hugo:E vais cá voltar no próximo jogo?

Raquel:Porquê?

Hugo:Nada,curiosidade apenas.

Raquel:Não,sei vim com uma “amiga” minha.-com os dedos fiz o as aspas quando disse amiga.-ele conhece um da vossa equipa ,o Rúben.

Hugo:Amorim ou Micael?

Raquel:Amorim.Vou andando.Txau.

Hugo:Adeus.

Deixei o Hugo que já tinha uma data de raparigas ao seu lado  que quando virei costas para ver como ele tinha ficado  estavam já a tirar fotos e estas coisas.
Encontrei o puto perto do Rúben e da Verinha.

Raquel:Onde é que te meteste pá?

Duarte:Já tinha a foto com o Hugo vim ver o resto do pessoal.

Raquel:Para a próxima avisas.

Vera:Para a próxima nada!Pensas o quê,que vais andar tipo sombra?

Raquel:Aviso-te já que eu vou para onde quero e bem entendo e não recebo ordens muito menos de ti!

Rúben:Meninas vamos ter calma sim?

Vera:Sim,nós vamos andando.Tu vais embora também?

Raquel:Sim vou,vemo-nos amanhã no mercado.Adeus Rúben.

Rúben:Adeus.

Vera:Txau.

(Vera)

Aquele jogo não tinha sido algo não muito interessante ,pelo menos a meu ver, e tinha-me deixado era com sono.Para além de isto tinha de deixar o Duarte em casa à hora certa que tinha combinado com a Senhora Teresa.Despedi-me do Rúben ,deixei o Duarte em casa e meti-me logo na minha casinha com o meu pequenino a dormir a meu lado.


Acordei bem disposta e pronta para ir trabalhar!Cheguei ao mercado e como já tinha terminado a semana de ajuda do Duarte tive de trazer as caixas sozinha...o parvo do Ricardo ainda se ofereceu para me ajudar mas sinceramente nem queria lhe dar conversa quanto mais aceitar ajuda dele.

Vera

Raquel


Vi a Raquel chegar e reparei que vinha toda contente.

Raquel:Bom dia!

Vera:Bom dia…Está tudo bem?

Raquel:Sim

Vera:O que se passa?

Raquel:Nada que te diga respeito.

Já tinha uns clientes e com a habitual manhã agitada nem eu nem a Raquel tivemos temos para continuar com aquele “pica-pica”.
A minha barriga já estava a dar horas e cada vez mais esperava  pela hora de almoço,que quando chegou peguei na minha  malinha e quando ia já a sair de perto da minha banca Raquel vinha com imensa pressa falar comigo.

Vera:Precisas de alguma coisa?

Raquel:Sei que vai parecer uma mentira,mas queria te convidar a ires almoçar a minha casa.-dei umas fortes gargalhadas pois aquilo mais parecia uma anedota ou assim.

Vera:Deves estar a brincar.

Raquel:Não,é com um tratado de paz .

Vera:Qual é o teu plano?!Envenenares-me?Uma cadeira com os pés soltos?Ou melhor contratas te alguém que está lá fora à espera para me passar com um carro por cima?

Raquel:Deixa de história que mais parecem novelas brasileiras !Quero estar um pouco contigo sem discussão dar uma oportunidade à nossa amizade.

Vera:Que nunca existiu.

Raquel:Ai anda lá Vera!

Vera:Ok aceito!

Pelo o caminho fui falando com a Raquel mas nada de mais,porque como  não era habitual haver grande conversas entre mim e ela os temas de conversa não eram muitos.

Raquel:Fica à vontade.-entrámos na sua casa,no meu caso pela primeira vez.-E podes te sentar que já trago o almoço.-achei estranho ela chegar a casa e já ter o almoço pronto ,mas lá fui até à mesa.Antes de me sentar dei alguns pontapés nos pés da cadeira para ter a certeza que ela não tinha planeado nada.A Raquel voltou com os pratos,depois copos e por fim talheres e guardanapos.-Aqui está o nosso almoço.-trazia uma lata de atum na mão.

Vera:Vamos comer atum?

Raquel:Não sejas pobre e mal agradecida!E estamos em crise não ouviste?!

Vera:Ok,mas convidaste-me  para vir comer à tua casa atum?

Raquel:Espera que já trago massa e uns molhos ok?!-abriu a lata de atum e despejou todo aquele azeite no meu prato,estranhei ela estar a fazer isto mas não falei.Segundos depois ela colocou um fiozinho de atum no meu prato ,aí sim abri a boca.

Vera:Só vou comer o azeite?

Raquel:Nunca ouviste dizer que o azeite faz muito bem.-levantou-se foi à cozinha e depois voltou com um pão que assim que peguei nele parecia mais uma pedra.-Então com pão!Ui.

Vera:Desculpa lá mas isto nem é pão!Eu  parto os dentes se der uma dentada nisto!

Raquel:És tão piucunhas mas pronto já sei o que te vou preparar.-levantou-se veio até perto de mim pegou  no meu copo de água e falou.-Desvia-te.-encostei-me às costas da cadeira e observei-a.Despejou água em cima do azeite,partiu o pão em pequenos bocados e depois pegou nestes pedaços de pão e ensopou naquela mistura de água com azeite do atum.-Agora espera.-olhei para aquela porcaria e depois ela chegou com uma tacinha com salsa ou algo assim.

Vera:O que é isto?!

Raquel:É uma açorda Alentejana,  em cama de azeite com um perfumado de atum e .-pegou numa mãozinha de salsa.-E um cheirinho a coentros!-disse isto tudo com uma ar de Chef!-Delicia-te!-voltou para o seu lugar e deixou aquela porcaria na minha frente,que mais parecia comida para porcos.Achei que aquilo tinha passado dos limites e não me calei.

Vera: Eu não como esta merda!-ela olhou-me e vi que controlava o riso.-Foi por isto que me trouxeste aqui não foi para gozares com a minha cara!

Raquel:Calma!Isto foi só uma brincadeira tenho o nosso almoço no forno.-sorriu.

Vera:Ai tens?!Então delicia-te com ele!-peguei na minha mala e sai da sua casa.

 Tinha perdido o meu apetite com aquela brincadeira da Raquel.Cheguei ao mercado e nem me dei ao trabalho de ir ao bracarense para ir comer alguma coisa.

Teresa :Então Vera,que se passa filha?

Vera:Não é nada Teresa.

Teresa:Não é nada?

Vera:Foi aquela Raquel!

Teresa:O que se passou desta fez?

Vera:O mesmo de sempre só que desta vez de uma forma diferente.

Teresa:Conta-me o que aconteceu.

Vera:Ela convidou-me para ir almoçar à sua casa,eu de boa fé fui!Quando lá cheguei ela colocou na minha frente um prato com pão da semana passada ensopado em água e azeite e pôs ainda coentros e disse para comer aquilo!

Teresa:Não..

Vera:Foi!E depois disse que tinha  o verdadeiro almoço no forno e que aquilo era uma brincadeira!Desculpe lá mas aquilo não se faz!Parecia mais algo retirado de um balde do lixo!

Teresa:Tem calma!

Vera:Calma?!Eu queria era lhe partir.

Teresa:Vera!-interrompeu-me.-A tua mãe não te deu esta educação!Sabes que a Raquel gosta de te irritar e tu também não és nenhuma santinha porque fazes o mesmo a ela,mas não é assim que se resolve as coisas.

Vera:Eu sei.-respirei fundo.-Não vou deixar aquela parva,estúpida,burra.-a Teresa  arregalou os olhos para eu parar com aquela lista de adjectivos.-O que a Raquel me fez me afectar.

Teresa:Exatamente e aposto que ela  vai cair em si e ainda te vem pedir desculpa.

Vera:Olhe que não sei!Mas agora vamos mudar de conversa que já estou farta de falar dela.Como tem estado?

Teresa:Bem e tu?

Vera:Também.

Teresa:E como vão as coisas com aquele rapaz?

Vera:Vão bem.-sorri-lhe.

Teresa:Já deram mais algum passo ou continua só num namorico?

Vera:Ai Teresa não sei mas estamos tão bem que nem sei se é o melhor.

Teresa:Só tu é que sabes o que é melhor para vocês.-vi a Raquel a chegar e tive de respirar para controlar a minha tão GRANDE vontade de lhe bater!-Tem calma filha,ela vai perceber que errou.

Vera:Ó sim...eu nem quero ficar aqui,vou ao bracarense beber um café.

Teresa:Come alguma coisa.-sorri ao ouvir aquela conversa tipica de mãe.

Vera:Sim,até já.

Passei pela Raquel mas nem  lhe falei,já que não queria falar com ela...Era mais desfazer-lhe aquela tromba mas tinha de me controlar!

(Raquel)

Teresa:Raquel!-parei em frente da minha banca e  a Teresa chamou-me.

Raquel:Diga.

Teresa:Podes vir aqui se faz favor?

Raquel:Estou a ir!-ela estava cá com uma cara,só que tinha de lá ir.-Pode dizer.

Teresa:A Vera falou-me sobre o que lhe fizeste lá em casa no almoço,aquilo não se faz Raquel!

Raquel:Foi uma brincadeira!Ela levou a mal porque quis.

Teresa:Raquel ela tem mais do que razões para ficar muito chateada contigo,tens de lhe pedir desculpa!

Raquel:Eu?

Teresa:Sim tu!E é já!Ela foi ao bracarense vá vai lá!

Raquel:Teresa já lhe disse era uma brincadeira,ela é que ficou toda amuada!Eu tinha o nosso almoço,fiz aquilo na brincadeira ela levou a mal só isto.

Teresa:Raquel!

Raquel:Já lá vou!

No bracarense a Vera estava sentada numa mesa sozinha.

Raquel:Posso?-ela olhou-me.

Vera:Não!

Raquel:Ok fico em pé.Tenho de falar contigo.

Vera:Não quero falar contigo,vai-te embora ok?!?!

Raquel:Deixa de ser assim!Aquilo era uma brincadeira!

Vera:Ai era?!É que não achei piada nenhuma!

Raquel:Ficaste chateada eu por ter ido ao estádio e queria fazer algo para descontrir as coisas.

Vera:Não me interessa!O que fizeste não teve piada nenhuma!Convidas-me para ir a tua casa e pões-me aquilo à frente?!

Raquel:Eu pago-te o lanche.-mesmo sem ter a premissão dela sentei-me.

Vera:Não quero nada teu,obrigada!

Raquel:A sério quero te pedir desculpa!Ok admito que foi uma brincadeira um bocadinho estúpida,só que não foi com mal intenção.

Vera:Imagino que não tenho sido.

Raquel:A sério não foi!

Vera:Está bem!Eu esqueço isto do almoço!

Raquel:Obrigada,e foi mesmo só uma brincadeira.

Vera:Então para acabar com esta conversa aviso que não gosto das tuas brincadeiras !

Raquel:Ok,e eu vou embora!-levantei-me e olhei para o balcão.-Txau.

Vera:Adeus.

Ela tinha ficado mesmo contente por me ver pelas costas,mas só que queria remediar aquilo então fui ao balcão e paguei já o que a Vera tinha pedido.Não ia aceitar se lhe dizesse que o ia fazer então assim não havia maneira de me impedir de o fazer!

(Vera)

A Raquel tinha vindo falar comigo e percebi que tentava remidiar o que tinha feito,mas não tinha paciência para sequer falar com ela depois do que aconteceu.
Acabei de comer aquela mista,e de beber o meu café e depois fui até ao balcão.

Vera:Luís.-ele quando me ouviu virou-se e olhou-me.

Luís:Diz.

Vera:É para pagar.

Luís:Pagar?A Raquel já pagou o teu lanche.

Vera:A Raquel o quê?-arregalei os olhos já que não havia esperança de um ato de bondade vindo daquela criatura.

Luís:Sim ela quando teve aqui pagou o teu lanche,pensei que sabias.Via a falar contigo.

Vera:Não ela não me disse nada...obrigada na mesma.Mas vou levar uma pastilha.

Luís:Ok.

Paguei a pastilha e sai dali para mais uma tarde de trabalho.A Raquel esteve sempre no seu canto,e pelos os vistos a noite tinha corrido mesmo bem já que sempre que olhava para o telemóvel ria que nem uma tontinha.
Devia estar a falar com aquele tal homem que me tinha falado,ainda lhe perguntei o nome mas mesmo que me dizesse ia continuar na mesma...
Em minha casa preparei o jantar e depois fui para o sofá mais o Soja.Tinha alguma energia só que o Soja estava a dormir e não o ia acordar  para irmos dar uma volta.
Tinha uma taça de pipocas na minha mão quando ouvi tocarem à campainha.Retirei com cuidadoo Soja de cima de mim e fui abrir a porta.

Vera:Oh olá!

Rúben:Olá.

Como vai correr estar noite ?

Olá
Queríamos pedir desculpa por demorar a postar mas temos estado muito ocupadas,mas podemos vos dizer que vamos compensar o nosso pouco tempo para postar com uns capítulos "engraçados" , e mais não dizemos :P
Beijinhos Rita e Marta

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Capitulo 8-"Aposto que estiveste com o outro não foi?"



(Rúben)

Vera:Aqui está.-pousou uma caixa de gelado e dois pacotes de bolachas que pareciam ter pepitas de chocolate.

Rúben:Bolachas e gelado?

Vera:Espera que já te mostro como vamos comer isto.-sentou-se ao meu lado e tentou um dos pacotes.

Rúben:Tem alguma maneira especial é?

Vera:Não fiques já com a garoupa no ar,que a minha mãe fazia-me estas sobremesa quando era mais pequena e estava triste.

Rúben:Só estava curioso.

Vera:É ,mas a curiosidade matou o gato.-lá consegui abrir o pacote e deixou-o em cima da mesa.-Então é assim .-abri a caixa de gelado e depois pegou numa colher.-É basicamente uma sandes de gelado e bolacha.-encheu uma colher com gelado e depois colocou sobre a bolacha.-Agora pegas noutra bolacha.-pegou noutra bolacha com pepetias de chocolate e colocou em cima do gelado.-Já está.-sorriu com aquela "sandes" na mão.-Podes ficar com a primeira.-esticou a bolachas com o gelado na minha direcção.

Rúben:Obrigado.-dei uma dentada naquilo,e era mesmo muito bom mas caiu um bocado de gelado das bolachas.Ela riu e depois pegou noutra bolacha.-Pelos os vistos isto anima-te mesmo.

Vera:É um dois em um.-sorriu.-É saboroso e tem a sua piada!-acabou de fazer uma sandes daquelas e deu-me dentada o que fez com que caisse gelado da sandes dela também.Passei o dedo aquele gelado que tinha caido e coloquei na ponta do seu nariz.-Au Rúben...Obrigada.-foi sarcástica.

Rúben:Pronto.-dei-lhe um beijo na ponta no nariz o que a fez frazir a testa.

Vera:Queres mais uma?

Rúben:Pode ser.-ela pegou numa bolacha apenas colocou um pouco de gelado e quando esperava que ela colocasse outra sobre o gelado,para fazer a tal sandes,ela "espetou" aquela bolacha na minha cara,rindo logo.

Vera:Isto é por me teres sujado!-sorriu.

Rúben:És muito engraçada,dás me um guarnadapo?-ela inclinou-se para agarrar num guardanapo,e quando se voltou a sentar-se.

Vera:Toma.-peguei na colher enchi de gelado e quando ela me olhava com o guardanapo na mão esfreguei-lhe o gelado na cara.

Rúben:E isto é por me teres sujado!

Vera:Já percebi.-ela pegou numa bolacha e preparava-se para me voltar a esfregar ela na minha cara.Agarrei-a pelos os punhos levantei o meu corpo deitando-me por cima dela.Assim que toquei com o meu corpo no dela uni os nossos lábios.Todo aquele gelado que estava  no nosso rosto começou a deslizar,o que fez que aqueles beijos acabassem por ter um gostinho a baunilha.As minhas mãos foram até ao interior do seu top,e por ter estado a mexer em gelado assim que toquei-a senti que vi que tinha as mão frias e que ela se tinha arrepiado.
Os nossos lábios não se separavam,e as minhas mãos agarravam a sua cintura.Senti as suas mão a tocarem-me no fundo das costas.Aos poucos ia levantando a minha camisola,e acabei por separar os nossos lábios para lhe facilitar a tarefa Fiz  o mesmo com o seu top e mandei-o para o chão.Desci   com os meus lábios até aos seus peitos,ainda com o soutien beijei-a,continuando a descer até ao seu umbigo,subindo depois em linha recta até me encontrar com os seus lábios.As minhas mãos que agora estavam pousadas no sofá,fizeram o mesmo precuso que os meus lábio.Terminando os beijos  perto dos seus calções,as minhas mãos foram até ao fecho destes e com o meu olhar preso no meu abri o fecho e acabei por mandar os calções irem fazer companhia ao resto da roupa que estava espalhada pela sala.
Beijei o seu pescoço ,enquanto com as minhas mãos na sua cintura puxava o meu corpo contra o seu.Sentia o seu respirar,enquanto as suas mãos passeavam pelo o meu corpo.Parou ao chegar ao fecho das minhas calças aí olhou-me e depois uni os nossos lábios.Assim que os nossos lábios se tocaram ela abriu o fecho e viu se livre das minhas calças.

Vera:Espera!-estava já com as minhas mãos no fecho do seu soutien quando ela me empurrou afastando-me.-Tens protecção?

Rúben:Não..-com aquela resposta pensava que já tinha posto o pé na argola e pela milésima vez íamos acabar por deixar isto a meio.

Vera:Espera aqui então.-saiu do sofá e pelo o que percebi ao quarto.Voltou para a sala com uma caixa de preservativos e um sorriso de quem ia fazer das suas.Com a caixa na mão sentou-se sobre mim,uniu os nossos lábios e pouco depois desviou-se um pouco e senti a sua mão a ir até ao interior dos meus boxers.Ela olhou-me e sorriu,para depois continuar com aquelas carícias enquanto me beijava.Levei as minhas mão,pela segunda vez nesta noite,até ao fecho do seu soutien e abriu.Ela fez uma pequena “pausa” nas caricias,para levar as suas mãos até às alças do soutien e o mandar para o chão.Vimos-nos livres do seu rosto das peças de roupa que estavam nos nossos corpos e amámos-nos.
Ela ficou com a sua cabeça pousada sobre o meu peito,levantando-o e unindo os nossos lábios.Enquanto eles estavam juntos ouvimos um som.Ela separou os nossos lábios e olhámos para a nossa frente.
O gato estava em cima da mesa,a comer uma das bolachas que ainda tinha gelado.Ela olhou-me com um sorriso e depois de um breve encosto de lábios voltou a pousar a sua cabeça sobre o meu peito.

(Raquel)

Hoje entrei num mercado num expectativa de chatear um pouco a Verinha que sempre que me alegrava logo pela a manhã.

Raquel


Raquel:Mas?-olhei para a banca da minha “querida vizinha” e não vi ninguém.Olhei para o meu relógio e vi que já estava mais do que na hora criatura já aqui estar!-Teresa sabe onde está a Vera?

Teresa:Não,ainda não a vi.

Raquel:Estranho..Ela deve é estar metida com o outro!

Teresa:Raquel!

Raquel:É verdade para não aqui estar é porque anda no bem com aquele tal Rúben!

Teresa:E se tiver,não é da nossa conta.

Raquel:Claro que não é…

Aquilo não ia ficar por ali!Quer dizer chegava atrasada e podia apostar que estava com o outro!É mesmo preciso não ter vergonha na cara..
Tinha os meus caixotes todas já no seu lugar,e ainda os meus habituais clientes e até mesmo alguns da Vera que por ela estar fora quem lucrava era eu!
Ela chegou depois entrou a correr,e vinha com o Duarte.Deixou a mala na banca e foi com o Duarte buscar todas as caixas.
Esperei que tivéssemos uma pausa no nosso trabalho e cheguei um pouco para perto da banca dela.

Raquel:Onde andaste ?

Vera

Vera:Deves ter muito a ver com isto.

Raquel:Aposto que estiveste com o outro não foi?

Vera:Já disse e repito não é da tua conta!

Raquel:Agora que ele já viu o que a casa gasta aposto que não te volta a por o olho em cima!-ela não tinha
gostado do que tinha tido mas era a vingança do que tinha tido ontem.

Vera:Raquel cala-te!

Raquel:Ninguem gosta de ouvir as verdades.

Vera:Até parece que sabes o que aconteceu para estares aí a falar toda emproada.

Raquel:Emproada estás tu!

Teresa:Meninas não vamos começar pois não?-não lhe respondi,voltei para a minha banca.

Já depois do almoço estávamos as três a apanhar uma grande seca quando a Teresa veio se juntar a nós,ou melhor à Vera mas eu lá me juntei à conversa.
A Teresa tinha lhe perguntado mais alguns detalhes sobre a noite anterior,e por a Teresa ser mais confidente da Vera ela deu à língua.

Vera:O Rúben foi jantar lá a casa ontem.

Teresa:E mulher?

Vera:E nada.

Raquel:Tens um homem daquelas debaixo do mesmo que tecto e vais me dizer que não aproveitaste ?

Vera:Não foi aproveitar!

Raquel:Afinal houve festa!

Vera:Não digo mais nada.

Raquel:Chegaste atrasada, acabaste de admitir, já nem vale a pena.-rimos.

Teresa:Mas está tudo bem entre ti e este rapaz?

Raquel:Não se vê?!Ela até já chega atrasada ao trabalho e tudo Teresa.

Vera:Aconteceu pronto!

Raquel:Quando é que o vais voltar a ver?

Vera:Hoje,é verdade.Teresa hoje há jogo aqui em Braga e na hora de almoço fui comprar bilhetes acha que deixa o Duarte ir certo?

Teresa:E vão onde?

Vera:Ao estádio AXA,há lá jogo hoje,e o Rúben convido-me para ir ver.E como sei que o Duarte gosta de futebol achei que ia ser um companhia para o jogo.

Teresa:Trazes ele para casa no fim do jogo?

Vera:Sim trago.

Raquel:E a que horas é o jogo?

Vera:Às vinte e quinze,mas porque estás interessada.

Raquel:Foi só a curiosidade a falar mais alto.

Teresa:Está bem,ele pode ir contigo.

Vera:Obrigada e ele vai chegar a casa a tempo.Bem vou beber um cafezinho quer vir Teresa?

Teresa:Pode ser.

Vera:Podes olhar-me pela banca?

Raquel:Posso, vai lá.

Elas foram as duas ao bracarense e eu fiquei no meu canto.Peguei numa revista e pôs-me a ler.

Ricardo:Princesa!

Raquel:O que queres ?!?!

Ricardo:Vim te cumprimentar.

Raquel:Já o fizeste agora baza!

Ricardo:Shii tanto mau humor ..ainda de te faz mal.

RaqueL:O que me faz mal é perder tempo contigo.

Ricardo:Diz-me uma coisa onde está a Vera?

Raquel:Foi ao bracarense porquê?

Ricardo:Tens a visto com aquele gajo?

Raquel:Ele hoje não veio cá,mas ela chegou atrasada e pelo o que deu a entender houve festa lá para os seus lados.

Ricardo:Como assim houve festa?

Raquel:Queres ouvir a história da cegonha ou a da semente?!Não percebes o que quis dizer!

Ricardo:Aquele palhaço tocou na minha Verinha!

Raquel:Tu também tens uma obsessão pela Vera que não se entende,se ela fosse alguma coisa de jeito...mas pronto.

Ricardo:Ela está no bracarense?

Raquel:Sim.

(Vera)

Estava no bracarense a tomar o meu café com a Teresa quando o Duarte apareceu,lembrei-me do jogo de hoje e chamei-o.

Duarte:Tudo bem?

Vera:Sim ,queres comer alguma coisa?

Duarte:Pode ser uma mista.

Vera:Sr Luís serves aqui uma mista ao puto?

O Luís retirou um guardanapo da montra e deu ao Duarte.

Vera:Preciso de te mostrar uma coisinha.

Duarte:Até tenho medo.-peguei nos bilhetes e mostrei-os.-Mas isto é .-pousou a mista sobre a mesa.-São
dois bilhetes par ao jogo de hoje.

Vera:E advinha quem vai?!

Duarte:A sério nós vamos?

Vera:Yhp,já perguntei aqui à Dona Teresa e podes ir.

Duarte:Obrigado.-deu-me um abraço e depois voltou a olhar para os bilhetes.

Vera:Passo depois pela tua casa e vamos para o estádio.

Duarte:E eu vou estar mais do que  pronto.

Ricardo:Posso falar contigo?-olhei para o Ricardo.

Vera:Não tenho nada para falar contigo.

Ricardo:Falamos aqui ou lá fora os dois apenas.

Vera:Ok.-acabei o café e depois levantei-me.-Depois falamos.-falei para o Duarte e depois sai do bracarense acompanhada pelo o Ricardo que só teve direito a esta conversa por não querer filmes dentro do bracarense.-Diz lá o que queres!

Ricardo:Passaste a noite com aquele palhaço?

Vera:Não tens nada haver com isto!Txau.

Nem dei oportunidade de continuar aquela conversa com ele e saiu o mais rápido possível para o mercado.
Estava  entretida no mercado quando vi o Rúben chegar,achei estranho ele aparecer aquii já que tinha combinado vê-lho hoje depois do jogo.

Rúben:Olá.

Vera:Olá,não sabias que vinhas cá.-olhei para o lado e vi que a Raquel estava já de saida mas ao ver o Rúben veio até perto da banca.

Raquel:Olá!-sorriu.

Vera:Adeus!-falei para a Raquel

Raquel:Tens de parar de ser tão..Ai nunca tinha reparado que tinhas uma tatuagem.-o Rúben estava a usar uma blusa de alças e por estar com os braços despedidos via-se a sua tatuagem no braço esquerdo.-Sabes isto é arte.-aproveitou aquela desculpa e levou a sua mão até ao braço do Rúben.Começou a tocar-lhe na tatuagem,subindo e descendo com a mão.-Isto é mesmo arte...Sabes o que me faz lembrar?!Renda de bilros.-continuava com aquela "massagem" no braço do Rúben.

Vera:Desampara-me a loja!-elevei o tom e ela retirou logo as mãos de cima do Rúben.

Rúben:Eu só vim aqui para confirmar se vais ao jogo?

Vera:Sim vou.

Rúben:Fico à tua espera então.-vi que se queria despedir de uma forma "diferente" mas por ter aquela alma ao nossa lado acabou por ir embora.

Vera:Viste?!Nem pude falar com ele como deve ser!

Raquel:Ele foi embora porque quis!Ou talvez porque finalmente percebeu com o que andava metido e deu corda aos sapatos.-riu.

Vera:Sabes eu vou simplestemente ignorar-te!

Dei meia volta e voltei para o meu canto aborrecida por o Rúben ter vindo até ao mercado mas por causa da criatura do lado nem tive chance de falar com ele!
Estive lá mais algum tempo mas por agora tinha de começar a arrumar a banca.Achei estranho a Raquel não lá estar quando arrumava os meus caixotes,talvez quisesse ir mais cedo para casa ou assim.´

Como nunca tinha ido ao jogo de futebol não fazia a mínima ideia se haveria alguma ou algumas peças de roupa mais apropriadas.
Lidei com a minha ignorância e fui com umas calças azuis escuras,umas sabrinas  da mesma cor e um camiseira azul bebé.



Vera
Peguei nas chave do meu carro,dei um beijinho ao Soja e fui à casa da Teresa.O Duarte estava todo entusiasmado,mas este entusiasmo todo aumento assim que entrámos no estádio.
Estávamos sentados quando o Duarte me chamou à atenção para algo.

Duarte:Olha quem está aqui!-apontou para o meu lado esquerdo.

Vera:O que é que tu  estás aqui a fazer?

Quem será terá ido também ao jogo?Irá ser uma surpresa agradável ou não?


Olá!
Desculpem a demora mas temos estado ocupadas e tem se tornado um pouco difícil postar,mesmo assim espero que gostem!
Beijinhos Rita e Marta!


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Capitulo 7-"Eu quero te pedir desculpa."

(Rúben)

Vera:Não ligues ao que ele diz!-olhou-me e depois virou-se para o homem que tinha aparecido todo furioso .-Tu és maluco!Já te disse que não quero nada contigo,desampara-me a loja!

Homem:Não tens tempo para estar comigo mas com este.-a Vera não o deixou terminar,e calou-o dando-lhe uma valente bofetada,que o fez olhar-nos com a mão agarrado ao rosto.

Vera:Vamos Rúben.-entrelaçou a sua mão na minha e entrámos no mercado.

Rúben:Podes me explicar o que se passar?É que não estou a entender nada.

Vera:Aquele homem que veio falar connosco não é bem da cabeça!Ele anda sempre atrás de mim aqui no mercado,já lhe disse que não quero nada com ele mas ele continua a insistir.E o que viste agora foi mais uma das suas maluquices.

Rúben:Não tens mesmo nada com aquele tipo.

Vera:Credo,com o Ricardo?!Nem pensar!

Rúben:Então porque ele faz aqueles cenas como se fosse teu namorado?

Vera:Porque como te disse ele não é bem!Acredita em mim não há nada entre mim e ele.

Rúben:Aquele gajo anda a chatear-te aqui no mercado?

Vera:Não te preocupes como viste eu sei tomar conta de mim.-sorriu toda "convencida".-Ele se voltar com as suas conversas leva outra bofetada.Vai descansada que eu fico muito bem a sério.

Rúben:Pois e eu vou embora já que vais ter de ir trabalhar.-falei um pouco desapontado já que tinha de ficar toda a tarde sem fazer nenhum.

Vera:Rúben não posso mesmo ir embora.Tenho de trabalhar,mas podemos combinar alguma coisa para logo à noite.-sorriu.

Rúben:Ai sim?

Vera:Sim em minha casa.Trato de tudo.Vais até lá às sete.

Rúben:Não queres que leve nada?

Vera:Não,eu é que te convidei por isto trato de tudo.

Rúben:Mas sabes cozinhar?

Vera:Não sou nenhum Chef mas lá me desenrasco.

Rúben:Neste caso ok.

Vera:Fica combinado então.-esticou-se um pouco para me beijar o que me fez rir.-O que foi?

Rúben:És mesmo baixinha.

Vera:Não fiques todo convencido que também não és muito grande..Eu é que sou mais pequenina,mais nada.

Rúben:Pois.-inclinei-me e toquei com os meus lábios nos seus.-Adeus.

Vera:Txau.

(Vera)

Era mesmo o que me faltava...O emplastro de meia leca a meter-se na vida!Acabou por levar uma bofetada e só não lhe voltei a dar mais uma no outro lado da cara porque já estava farta de lhe olhar e tinha que explicar toda aquela maluquice ao Rúben.
Despedi-me dele  e reparei que ele tinha ficado um pouco desiludido por não ter a tarde livre,mas mesmo a tarde ter menos clientes do que a manhã não podia faltar ao trabalho.Cheguei à minha banca e a Raquel estava no outro lado.Já devia ter almoçado e agora estava sentada perto da banca com uma revista daquelas cor de rosa nas mãos.
Fui para a banca,e quando arrumei a minha mala já vinha ela na direcção da minha banca.

Raquel:O jeitoso esteve aqui à tua espera.

Vera:Ele tem nome.

Raquel:E tem também cá um corpo.-aproximou a revista do peito,e sorriu.

Vera:Mau!Tu queres apanhar para também?

Raquel:Também?

Vera:O Ricardo já me irritou hoje.

Raquel:Ah..Olha se o homem não é teu porque ficas toda irritada?

Vera:Porque...Não tens nada a ver com isto!!

Raquel:Tu não queres é contar.

Vera:Talvez porque tens uma boca do tamanho de sei lá  o quê!

Raquel:Pronto como queiras!-afastou-se e sentou-se a ler a revista.-Olha esta aqui fez um cruzeiro...-falou
pouco depois mostrando-me a revista.-Eu gostava imenso de fazer um cruzeiro.-falou em "em voz alta".Nesta
altura a Teresa estava também na conversa.

Teresa:E vais fazer filha.

Raquel:Vou mesmo.-gargalhei.

Vera:Oh mulher o que tu vais ter mais próximo na tua vida de um cruzeiro vai ser ires da margem sul para a margem norte.-ela levantou-se toda irritada.

Raquel:Tu és mesmo invejosa!

Vera:Pff..De quê?!

Teresa:Meninas!-olhei-a.-Vera,podes vir até aqui?

Vera:Claro.-passei por perto da outra e continuei a andar em direcção à banca da Teresa-Precisa de alguma coisa?

Teresa:Preciso que pares de discutir com a Raquel.

Vera:Oh ela que não me chateie!

Teresa:Mudando de assunto,à pouco estive aqui um rapaz à tua procura.-sorri.-Que sorriso é este?E quem era aquele rapaz?

Vera:Ele esteve aqui muito tempo?

Teresa:Algum Perguntou por ti.-eu sorria que nem uma parva.-Mas conta lá quem é?

Vera:É o Rúben.

Teresa:E?

Vera:E conheci-o alguns dias atrás,e temos estado a falar.

Teresa:A falar?

Vera:Oh Teresa!Nós somos amigos.

Teresa:Amigos?É que a Raquel disse que te despedes dele de uma forma muito especial…-sorriu.

Vera:Ok  é um amigo…Especial.

Teresa:Pois,mas este amigo especial vai se tornar mais que isto?-levantei os ombros sem saber o que lhe responder.

Teresa-Mas não podes andar com ele só neste pequeno namorico.

Vera:Sei disto,mas por agora só desfrutamos da companhia um do outro.

Teresa:Desde que ele não se aproveite tudo bem.

Vera:Não, eu sei do que faço Teresa.-sorri-lhe.

Teresa:É mantém a cabecinha no lugar e nada nem ninguém se aproveite de ti.

Vera:Esteja descansada que não..Bem eu vou começando a arrumar as caixas que ainda tenho muito que fazer hoje.Sabe do Duarte?

Teresa:Deve estar no bracarense ,lá sempre tem a televisão e lá se distrai.

Vera:Vou até lá.-sorri-lhe.-Até já.

Teresa:Adeus.

No bracarense encontrei o Duarte, chamei-o e ele veio me ajudar a arrumar todas as caixas dentro do armazém.Quando passei pela banca pela ultima vez e vi a cara da Raquel,que quando passei me olhou furiosa.
Senti-me um bocado mal e durante alguns segundos lutei com o meu orgulho mas lá acabei por ir até perto da sua banca.

Vera:Raquel..-chamei-a de uma forma que mais parecia estar ali obrigada.

Raquel:Diz!-fechou a revista e olhou-me.

Vera:Eu quero te pedir desculpa.

Raquel:Por?

Vera:Por ter dito o que disse,peço desculpa ok?!

Raquel:Desculpas aceites.Mas se faz favor paras com estes teus comentários.

Vera:É na boa ,se parares com o teus e já agora de andar a falar sobre o Rúben ao mercado todo!

Raquel:Ando a dizer alguma mentira?!

Vera:Isto não é da tua conta.E vim só aqui para pedir desculpa,mas acrescento que não gosto que andes a falar dele nem de mim.

Raquel:Ok eu paro mas tens de me dizer uma coisa.

Vera:Tudo bem.

Raquel:Ele é teu namorado?

Vera:Isto já não é da tua conta.Adeus!

Dei meia volta e caminhei dali para fora.Pelo o caminho fui comprando comida a sério!Não aquele peixe cru que  o Rúben tinha comprado.Ainda passei pelo o supermercado que se íamos ter um jantar em minha casa ia ser um jantar como deve ser!
Cheguei a casa e coloquei todo em cima da mesa.E comecei a preparar o jantar com o Soja perto dos meus pés.
Comprei uma pizza,que cada vez que olhava para ela deixa-me com água na boca,e como gostava de manter as coisas simples e sem aquelas finoras de pauzinhos e tal comprei uns pedacinhos de frango com um molho a sério.
Ouvi tocarem à campanhia e o soja foi logo a correr para perto da porta e começou a miar.
Desviei-o e abri a porta.

Vera:Olá.-ele sorriu e depois ouviu o Soja miar e olhou-o.-Entra.-desviei-me e ele entrou.

Rúben:Tudo bem?-aproximou o seu corpo do meu tocando com os seus lábios nos meus.

Vera:Sim está tudo óptimo.-ele entrou e depois olhou para a mesa.

Rúben:Não quero ser mal criado mas onde está a comida?

Vera:Vamos comer na sala.

Rúben:Na sala?

Vera:Sim na sala.

Rúben:Então a tua cozinha serve para quê?

Vera:Ai credo fazes assim tanta questão de comer na cozinha?!Comemos na sala porque assim podemos estar mais à vontade.

Rúben:Ok.-entrelaçou sua mão na minha e fomos à sala.-Isto é o nosso jantar?

Vera:Eu fiz esta pergunta quando vi o peixe cru porque tinha razões para tal,agora tu?!Isto é frango e pizza no seu melhor!























Rúben:Não é que não goste,mas é cá uma bomba.

Vera:Comes isto todos os dias?

Rúben:Não.

Vera:Então não te preocupes!Dás mais três voltas ao campo.-sentei-me no sofá.-Vais ficar aí?-falei já que ele permanecia perto do sofá em pé.

Rúben:Ok,também é só hoje.

Vera:Exactamente isto é que é pensar!-sorri-lhe e depois retirei um pedaço de frango.-E já agora isto é que são molhos!E comida!

Rúben:Sabes que gostava imenso se parasses de difamar o jantar que preparei lá em casa.

Vera:Desculpa!Mas aquilo era algo que nunca tinha visto na vida e ainda por cima cru!-ele retirou uma fatia de pizza e colocou sobre um prato.-Mas vou mudar de assunto,tiveste treino hoje?

Rúben:Sim tive.E amanhã há jogo aqui em Braga.

Vera:Ai sim?-peguei agora numa fatia de pizza que já bocado que “chamava” por mim.

Rúben:Não queres ir ?

Vera:Eu?!Ainda pego no sono ou cena assim.

Rúben:Oh..Bem que podias aparecer.

Vera:Mas agora sou quê,o teu amuleto da sorte?

Rúben:Talvez.-sorriu.-Mas tens amigo que é adepto do Braga?

Vera:O Duarte?!Sim é.

Rúben:Então ias com o puto ao jogo.

Vera:Ya por ele ia ficar contente,pode ser.

Rúben:A sério?!Vais ao jogo por ele?-gargalhei com a cara que ele falou.

Vera:É um cinquenta ,cinquenta. Mas onde é o jogo?

Rúben:No estádio AXA.

Vera:Humm,ok.E a que horas?-bebi agora um pouco de sumo.

Rúben:Às vinte e quinze.

Vera:Vou comprar os bilhetes de manhã e depois surpreendo o Duarte!

Rúben:Adoro o facto de este jogo ser em volta deste Duarte.-foi sarcástico.

Vera:Ai deixa de ser ciumento!Já não te basta estares no campo e ainda queres mais atenção?

Rúben:Não é de qualquer um…

Vera:Pois,pois.

Rúben:E o teu dia como foi?

Vera:Oh o habitual,trabalho e mais trabalho,mas à tarde foi um pouco diferente.

Rúben:Porque fui ao marcado?!-sorriu todo convencido.

Vera:Tu gostas mesmo de ser o centro das atenções..Mas não.Foi a Raquel.

Rúben:Aquela que trabalha ao teu lado.

Vera:Infelizmente sim.Discutimos hoje e acabei por ter de lhe pedir desculpa!

Rúben:Mas foi assim tão grave?-eu tentava não me sujar toda com aquela grande fatia de pizza.

Vera:Ela é que leva tudo a peito!Passa o dia a mandar-me bocas,e depois digo-lhe uma coisinha fica logo toda ofendida.Depois a Teresa veio falar comigo e acabei por lhe pedir desculpa e para que conste ela foi muito estúpida quando lhe pedi desculpas!

Rúben:O que lhe dizes-te?-o Rúben perguntou com um sorriso porque sabia que dada a minha relação com a Raquel tinha sido algo “mau”.

Vera:Ela estava a ver uma revista, onde aparecia uma tia qualquer que fez um cruzeiro, ela começou a falar em voz alta que um dia também ia fazer um cruzeiro.E eu disse-lhe que o  mais próximo que ela ia ter na sua vida de uma cruzeiro era ir da margem sul para a margem norte!-o Rúben estava comer e quase se engasgou por ter vontade de soltar umas gargalhadas.

Rúben:Tu dizes-te mesmo isto?

Vera:Disse,não é nada de mal.

Rúben:Que ideia…Tirando a parte em que indiscretamente dizer que ela nunca vai chegar a lado nenhum na vida …Nem percebo porque ela se chateou nem nada.

Vera:É verdade,ela pensa que é a vender furta que vai cruzeiros?!Eu gosto de sonhar mas tenho os pés no chão.

Rúben:E tu ?

Vera:Eu o quê?

Rúben:Não gostavas de fazer um cruzeiro?

Vera:Não,este é o sonho da Raquel não  meu.

Rúben:E o teu qual é?

Vera:Não tenho sonhos.

Rúben:Todos temos sonhos mesmo às vezes sabendo que são impossíveis de realizar.

Vera:Não tenho falta de nada.Não sinto que preciso de mais nada para me sentir preenchida,estou muito bem nesta minha terrinha com a minha banca e não quero ir a lado nenhum.

Rúben:Estás a dizer-me que nunca saíste de Braga?

Vera:Sim.

Rúben:A sério?!Nunca?

Vera:Sim Rúben,nunca!

Rúben:Nem a Lisboa?

Vera:Não,mas Lisboa não é o poço da felicidade nem outra qualquer cidade,eu estou aqui porque me sinto bem aqui.

Rúben:Ok mas podias pelo menos visitado outras cidades.

Vera:Não,mas nunca me importei por isto.

Rúben:Au...

Vera:Até parece que é cá uma coisa do outro mundo.

Rúben:Para ti pode não ser ,mas acho que devias visitar outros lugares.

Vera:Talvez um dia quem sabe, por agora prefiro estar com o Soja, ir trabalhar para o mercado e irritar a
Raquel.-ele sorriu.

Rúben:E isto de trabalhares no mercado é algo para toda a vida?

Vera:Rúben eu não sei o que vou fazer no fim de semana queres mesmo que te responda.

Rúben:Ok já percebi.-retirou agora um pedaço de frango.O Soja já andava à nossa beira para tentar comer alguma coisa.

Vera:Soja vai embora!-afastei-o com a minha mão.

Rúben:Tens carro?-achei estranho a pergunta do nada.

Vera:Ok porque raio veio esta agora?-ele riu.

Rúben:É porque nunca te vi com carro.

Vera:Tenho mas só uso quando saiu à noite.

Rúben:Tu és mesmo diferente.

Vera:E isto é mau?

Rúben:Não,não.

Vera:Mas com diferente queres dizer esquisita?

Rúben:Nada disto.Só que quando te vi pela primeira vez..

Vera:Pensaste que  eu era daqueles que tem um emprego enfadonho,que todos os dias acordam com pouca vontade de trabalhar,andam a poluir o ar a toda a hora com os seus carrinhos,telemóvel no bolso e que não passam um dia sem tocar em nada electrónico.

Rúben:Isto é a tua opinião?

Vera:É mais a verdade,mas cada um entende como quer.

Rúben:O que queres dizer com isto?

Vera:Que aposto que tu tens um carro todo pipi,e que não  podes passar um dia sem tocar no teu telemóvel tatil ou mesmo num teclado.

Rúben:Ou seja estás a dizer que sou mais um.

Vera:Não te quero insultar,mas é o que acho.Não te censuro ,isto na nossa sociedade é tipo a peste negra,salvo seja..Mas o efeito é o mesmo.Atinge tudo e todos,tal como as pessoas que infelizmente tem esta doença estão afastadas do resto da sociedade por estarem contaminadas e não se vê o fim desta peste.

Rúben:Somos todos tolos menos tu é?-vi no seu rosto que estava a brincar mas pretendia colocar as cartas na mesa.

Vera:Não,ainda  é que a sociedade de hoje houve as verdades e fica ofendida porque não é nada com eles.Não são tolos,mas nos dias de hoje dá jeito ser tolo .

Rúben:Não entendi.-gargalhei.

Vera:Não é preciso teres um telemóvel ultima geração mas nos dias de hoje dá jeito porque a sociedade está como está ,entendes?

Rúben:Agora que explicas-te melhor, sim.

Vera:Bem agora vou buscar a sobremesa.-levantei-me.

Rúben:E o que é?

Vera:Espera.
Agarrei em dois pacotes de bolachas que tinha comprado hoje com pepitas de chocolate e uma taça de gelado de baunilha.

Vera:Aqui está.

Rúben:Bolachas e gelado?

Vera:Espera que já te mostro como vamos comer isto.

Terá está sobremesa alguma surpresa?

Olá !
Temos um agradecimento a fazer!
Não esperávamos a resposta que temos tido,a sério que não!Começamos a Fic por querer escrever esta história pelo o gozo e as vossas opiniões tem nos deixado mesmo felizes!
Continuamos a escrever com o mesmo prazer porque temos uma "paixão" por esta história :P
Obrigada da Rita e da Marta!
Beijinhos



quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Capitulo 6-"Tu gostas mesmo de ser espontânea?"



(Rúben)

Rúben:É sushi.Como assim o que é isto?

Vera:Oh é que e te disse que não queria nada muito pipi.

Rúben:Sushi não é nada pipi ou lá como dizes.

Vera:Rúben gosto de comer a minha comida cozinhada.Nunca comi peixe cru.

Rúben:Peixe cru?-gargalhei.

Vera:Sim…Teve o Homem tanto trabalho para descobrir o fogo e séculos depois os finos andarem a comer peixe cru.

Ruben:A sério não é nada fino.

Vera:Pois é por isto que tem o nome que tem e que se come com palitos enormes.-voltei a rir depois de ela falar.

Rúben:Não são palitos enormes.

Vera:Imagino  que não..Mas não contribui em nada para a minha felicidade.

Rúben:Espera aqui que já venho.-peguei no meu telemóvel e sai da sala de jantar.Encomendei uma pizza simples já que pelos os vistos a Vera não era grande fã de nada que fosse muito elaborado ou segundo as suas palavras ,fino.-Já esta.-cheguei à sala de jantar e ela estava com uma cara de desagrado e com um guardanapo perto da sua boca.-O que se passou?

Vera:Comi uma coisa das destas.-apontou para o prato de sushi.






Rúben:Comeste?-sorri-lhe.

Vera:Sim..Como conseguem comer isto~?!Credo!E já agarrou retirei com a minha mão espero que não te tenhas importado,mas com aqueles paus ou lá o que é não consigo mesmo.

Rúben:Deixa estar que já encomendei pizza.

Vera:Oh…Não,não era preciso.Tu podias comer não estou assim com muito fome.

Rúben:É vinhas à minha casa ver-me comer.

Vera:Deves ter pão.-gargalhei.

Rúben:Não vais comer pão nenhum!A pizza já vem a caminho .

Vera:Agora sinto-me mal..Não devia ter tido nada.

Rúben:Não faz mal,a pizza vem ai e acho que já é do teu agrado.-ela sorriu.

Vera:Obrigada.

Rúben:Não tens de agradecer.

Vera:Olha o que é isto?-apontou para a taça branca de molho.

Rúben:São molhos.

Vera:Para o sushi?-perguntou supreendida.

Rúben:Sim .

Vera:Isto já é mau sem molho então com nem quero pensar…

Rúben:Não queres mesmo comer?-peguei nos pauzinhos e retirei um pequeno bocadinho de sushi esticando na sua direcção.

Vera:Digo que sim ou digo a verdade?-fez me sorrir com o que disse e acabei por ser eu a comer.-A serio desculpa…É que foste mesmo muito querido…Como peixe cru cortadinho em corações.

Rúben:Não fui eu que o fiz,mas tive a atenção a estes detalhes.

Vera:Obrigada na mesma.-deu-me um leve beijo no rosto.

Rúben:Como foi o dia no mercado?

Vera:O normal,eu a irritar a Raquel,vender fruta o habitual…E tu foste treinar?

Rúben:Sim.

Vera:E vocês treinam onde?

Rúben:No estádio AXA.

Vera:Pois…Não faço a mínima ideia onde é.

Rúben:Um dia destes vais lá.-peguei noutro par de pauzinhos que tinha guardado para a Vera.-Posso pelo menos tentar te ensinar a usares os pauzinhos?

Vera:Queres mesmo dar-te ao trabalho?

Rúben:Gosto de desafios.

Dei-lhe os pauzinhos mas não consegui fazer com que ela pegasse em nada.Tocaram à campainha e fui buscar a pizza.Trouxe-a para a caixa da pizza para cima da mesa mas logo depois falou.

Vera:Temos mesmo  de comer aqui?

Rúben:Porque queres sair cá de casa?

Vera:Não,mas podíamos ir para a sala e jogávamos bilhar enquanto comíamos .-sorriu.

Rúben:Tu gostas mesmo de ser espontânea?

Vera:Oh não é querer mudar nada,mas se podemos ir jogar um bocadinho enquanto jantamos porque não?Em vez de estarmos aqui a cheirar este peixe cru…-sorriu.

Rúben:Já entendi que não gostaste mesmo,mas sim podemos ir.

Ela levou os copos e eu levei a caixa da pizza e uns guardanapos.Ela colocou os copos em cima do móvel que estava perto da mesa de bilhar ,e eu fiz o mesmo com o que trazia.

Rúben:Gostas assim tanto de perder é?

Vera:Não quero é a minha desforra.E assim enquanto estás a comer não falas e posso jogar sem ter ninguém ter a chatear.

Rúben:Estava a chatear-te? –comi um pouco da minha pizza.

Vera:Estava a jogar e tu não paravas de falar estavas a distrair-me.

Rúben:Ok desta vez fico calado aqui a comer a minha pizza.

Vera:Obrigada.-sorriu e depois inclinou-se para dar a primeira tacada.

Sabia que ela queria ganhar  e tinha uma certa curiosidade em saber qual seria a sua reacção caso saísse vitoriosa por isto foi um pouco “leve” e deixei-a ganhar.

Vera:Sabia que ia ganhar.

Rúben:Ficas a saber que te deixei ganhar.

Vera:É isto que dizem também no futebol quando perdem?-sorriu.

Rúben:Como queiras.

Vera:Não precisas ficar amuado.Foi só um jogo.

Rúben:Pois já tu quando perdeste quiseste ir embora.

Vera:E foi porque tinhas como aposta fazer amor comigo em cima da mesa.

Rúben:É e tu querias-me por a vender fruta…

Vera:E olha que até pagava para te ver lá no mercado.

Rúben:E  tal como naquele jogo tenho umas certas exigências.

Vera:Perdes e queres ainda ter exigências?!Nem pensar…

Rúben:Talvez até estejas de acordo com as minhas exigências.

Vera:De acordo?

Rúben:Aposto que nem vais refilar.-dei-lhe o meu taco e ela arrumou o seu e de seguida arrumou o meu taco.Enquanto ela estava de costas coloquei as minhas mãos na sua cintura.Comecei por beijar-lhe o pescoço,ela na me moveu apenas deixou de estar tensa e deixou  a sua cabeça “cair”,desfrutando apenas daqueles beijos.Coloquei as minhas mãos na sua cintura e puxei o seu corpo,batendo contra o meu.Virei-a ficando de frente para mim ,uni os nossos lábios e fomos dando alguns passos até “batermos” contra a mesa de bilhar.
Levei as minhas às suas coxas,ficando debaixo daquele seu tecido vermelho e elevei-a do chão ficando sobre a beira da mesa.Nem eu nem ela queríamos separar os nossos lábios,mas o toque do meu telemóvel veio  destabilizar o nosso momento.

Vera:Não vais atender?-separou os nossos lábios para falar e depois voltar a juntá-los.

Rúben:Não.-falei entre beijos.

Vera:Pode ser importante Rúben…-separei os nossos lábios e levei a mão ao meu bolso.-Sim!.-falei sem paciência já que quem tivesse do outro lado estava a interromper-nos.

Mauro:Tem calma pá,estás mal humorado?

Rúben:Não mas agradecia que te despachasses

Mauro: Interrompi alguma coisa?-olhei para a Vera.

Rúben:Não,fala só.

Mauro:Podes vir aqui a casa?

Rúben:Mano tem mesmo de ser agora?

Mauro:Sim.

Rúben:Não podes esperar por amanhã ou assim?

Mauro:Temos algo para vos dizer,vem só até cá a casa.

Rúben:Ok daqui a pouco estou aí.Txau.

Mauro:Adeus,obrigado.

Olhei para a Vera e ela tinha saído de cima da mesa de bilhar.

Vera:Tens de sair?

Rúben:Sim,tenho.Mas deixo-te em casa antes disto.

Vera:Não apanho um táxi .

Rúben:Não vale a pena  que vou te levar lá a casa.

Ela foi buscar a sua mala,enquanto eu arrumei a caixa de pizza na cozinha.Entrámos os dois no elevador e assim que carreguei no botão olhei-a e ela sorriu.
Coloquei na sua frente e uni os nossos lábios.Ela levantou os seus braços ficando em volta do meu pescoço.As minhas mãos desceram até às suas coxas elevando-a do chão,ela colocou as suas pernas em volta da minha cintura quase como recriando o que tinha acabado de acontecer em minha casa.
O pequeno barulho do elevador fez com que separasse os nossos lábios.

Rúben:Há sempre algo a interromper-nos.

Vera:Tem lá calma.-colocou-se de pé.-Temos tempo suficiente.-fomos até ao meu carro e levei-a até à sua casa.

Sai do carro e fui lhe abrir a porta.

Vera:Bem..Gostei imenso do jantar.

Rúben:Tirando a parte do sushi.

Vera:A pizza estava muita boa.-sorriu.Ouvimos o miar do gato que já esperava pela dona que estava do outro lado.-Tenho de ir.O adoçante está à minha espera.-rimos.

Rúben:Até amanhã.

Vera:Adeus.-beijou-me nos lábios e depois dei alguns passos.Já perto do carro ,ela olhou-me e depois entrou.

(Vera)
Cheguei a casa muito cansada depois do jantar em casa do Rúben.O soja já trepava por mim,peguei nele e levei-o até  à minha cama.Briquei um bocadinho com ele,e quando ele já tinha adormecido levantei-me e fui à casa de banho.Tratei da minha higiene,mudei para um pijama e fui para a minha caminha.
                                                                                                   XXX

Depois de uma otima noite de sono não pudia ter acordado mais bem disposta.Peguei no meu pequenino e fui com ele até à cozinha.Esteve todo o tempo no meu colo,e só de lá saiu quando já tinha o pequeno almoço na mesa e deixei-o ficar sentado no chão ao meu lado.
Quando fui para o meu quarto deixei-o em cima da cama.Abri as portas do roupeiro e retirei a roupa que iria usar hoje.Escolhi um top verde com umas bolinhas em branco,uns calções brancos calcei uns saltos,coloquei um conjunto de pulseiras e depois de pegar na minha mala,dar um beijinho ao soja fui embora.

Vera


Cheguei ao mercado e na direcção oposta vinha a Teresa.

Teresa:Olá.

Vera:Bom dia.Como está?

Teresa:Bem,e a tu?

Vera:Está tudo bem.O Duarte?

Teresa:Ele hoje foi à praia com os amigos.

Vera:Então está bem.-sorri-lhe.

Teresa:Ou sim,também quem não queria trocar um dia de trabalho por um dia na praia.

A Teresa foi para a sua banca enquanto eu tive de ir para o armazém.Trouxe todas as caixas para a banca,e já tinham alguns clientes à espera.Nem tive tempo de as colocar da forma certa tal como coloco nos outros dias,mas com tanto trabalho não havia tempo para mais nada a não ser atender os clientes.
Na hora de almoço peguei na minha mala e já me preparava para ir almoçar quando a "vizinha" falou.


Raquel

Raquel:Onde vais?-olhei-a.

Vera:Vou almoçar,porquê?

Raquel:Vais deixar a banca?

Vera:A Teresa não se importa de ficar a olhar por ela,e ainda por cima a esta hora o mercado está morto.

Raquel:Como queiras.-virou a cara como não querendo continuar a conversa.

Vera:E tu não vais?

Raquel:Vou daqui a pouco.

Vera:Ok.-virei costas e fui até ao bracarense.

Entrei e fui até ao balcão.Sentei-me num dos bancos e esperei que  o Lúis viesse me atender.

Luís-Bom dia.

Vera:Bom dia.

Luís:Vens para almoçar certo?

Vera:Sim.-sorri-lhe.

Luís:Podes te sentar,mas estamos cheios por isto não vai ser tão rápido como o habitual.

Vera:Não faz mal,também tive uma manhã cheia de trabalho no mercado.

Luís:Como vão as coisas no mercado?

Vera:Bem,as manhãs cheias de trabalho e à tarde já é diferente.

Luís:Mas pelo o menos há trabalho.-sorriu.-Olha o que vais querer beber?

Vera:Uma àgua bem gelada.

Luís:Aqui tens.-deu-me a àgua que tal como tinha pedido estava bem gelada.

Sentei-me na mesa que o Luís me tinha indiciado,e esperei que o Miguel,o outro empregado lá do bracarense viesse anotar o meu pedido.
Depois do meu almoço fui até ao balcão para pagar,e quando me virei para ir embora vi o Duarte.

Vera:Então puto,não estavas na praia?

Duarte:Vim almoçar,é que naqueles bares da praia não se come nada de jeito.

Vera:Fizeste bem,e aproveita para estares com os teus colegas enquanto a mamã deixa.

Duarte:Tenho aproveitado.-sorriu.

Vera:Bem vou para o mercado.Txau.

Duarte:Adeus.-acenei-lhe e sai.

Vi o Rúben a sair do mercado e sorri-lhe.

Vera:Olá.

Rúben:Olá.-ele inclinou-se e beijou-me nos lábios.-Como estás?

Vera:Bem e tu?

Rúben:Também.Procurei-te por todo o lado ali no mercado.

Vera:Vim almoçar.

Rúben:Vais a voltar para o trabalho?

Vera:Sim,vou.

Rúben:Tu não podes ficar sem trabalhar uma tarde?

Vera:Não,desculpa que te diga mas não ganho o mesmo que tu!Não me posso dar ao luxo de voltar ao trabalho.

Rúben:Pronto tu lá sabes.-ouvi uma voz e olhámos para o nosso lado.

Ricardo:Então és tu que andas metido com a minha miúda?-o Rúben olhou-me confuso.

Rúben:Tua miúda?

Como vai correr este encontro do Rúben e do Ricardo?


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Capitulo 5-"Queres jogar?"


(Rúben)

Vera:Sinceramente não sei.

Rúben:E posso saber porquê?

Vera:Porque depois da tua proposta de ontem até fico com medo do que vem daí.

Rúben:É só um jantar.

Vera:Aviso já que se é para irmos a um restaurante todo pipi,com talheres para tudo e mais alguma coisa prefiro não ir.

Rúben:És mesmo picuinhas com tudo!

Vera:Não sou nada!Só não ando nestes ambientes nem tenho paciência para estas coisas.Fui criada como deve ser e não com todas aquelas manias de gente fina.-gargalhei a ouvi-la.

Rúben:E se tu escolheres o restaurante?

Vera:Talvez,e quando seria?

Rúben:Por mim já hoje.

Vera:Só se for depois do trabalho.

Rúben:Ok, mas isto é um sim?

Vera:Sim é.Mas como não quero ser mazinha escolhes tu o restaurante,só que já sabes nada de coisinhas finas!

Rúben-Como queiras,passo por aqui a que horas?

Vera:Não é melhor ires lá a casa,quero ver como está o soja.

Rúben:Ok dás-me a tua morada,e é na boa.

Ela foi até à banca e pegou num papel onde apontou a sua morada e depois esticou-o na minha direcção.

Vera:Toma.

Rúben:Obrigado.-olhei para o papel e li o que estava lá escrito.-Passo por lá às sete.

Vera:Fico à tua espera então.-sorriu e depois olhou para o lado desaparecendo aquele sorriso.-É melhor terminarmos esta conversa que já temos espectadores.-apontou para a Raquel.

Rúben:Eu vou andando.-toquei com os meus lábios nos seus e ao contrário do que pensava ela não quis terminar este beijo.Senti as suas mãos nos meus braços juntando os nossos corpos,acabei por separar os nossos lábios já que para além de precisar de recuperar o folego estavamos num lugar publico.

Vera:Adeus.-sorriu.

Rúben:Txau.

(Raquel)

Via a Vera de conversa com aquele Rúben que nestes último dias tinha pairado muito aqui  no mercado.Fiquei a vê-los mas por estarem um pouco afastados não conseguia perceber nada do que estavam a dizer!
Para me deixar ainda mais de queixo caido despediram-se com um beijo nos lábios!

Raquel:Tu namoras com aquele tipo?-dei-lhe uma pancada no braço.

Vera:Mas tu queres levar?!

Raquel:Não quero que me respondas!

Vera:Não tenho nada para te responder.

Raquel:Vais me dizer que agora te despedes de todos com um beijo na boca?

Vera:Oh Raquel não é nada da tua conta!Mete-te na tua vida!

Raquel:Andas cheia de segredinhos,mas eu não sou tola e vi muito bem aquele beijo!Tu andas com ele!

Vera:Não ando nada!-olhei-a com um ar que sabia perfeitamente que não passava de uma mentira.



Vera:E se andar não é da tua conta

Raquel:Eu sabia!Mas o que não sabia que te davas com gente desta...

Vera:Mas o que é "gente desta"?

Raquel:Aqueles que aparecem na revistas e na televisão.

Vera:Acabou!-saiu do perto da banca.-Vou tomar um café para espairecer!

Colocou a sua mala ao ombro e foi embora para o barcarense.

(Vera)

Entrei no bracarense e pedi o habitual café.Depois de uma discussão com aquela víbora estava mesmo a precisar de comer alguma açúcar,pedi o bolo com mais recheio que havia!

Luís:Estás bem Vera?

Vera:É aquela Raquel que me deixa logo com os níveis de açucar mais baixos!-ele riu.

Luís:É o habitual?

Vera:Sim é -não queria entrar com promenores sobre porque tinha discutido com a outra.Comi aquele bolo que me deixou toda suja com creme de ovos e paguei,levando alguns guardanapos.-Tenho de voltar para o mercado.

Luís:Tem calma com a Raquel.

Vera:Bem que tento Sr.Luís mas aquela mulher tem a capacidade de me tirar fora do sério!

Ele sorriu e acenou.Despedi-me com um adeus e saí.

Ricardo:Preciso de falar contigo.-puxou-me pela cintura mas quando estava prestes a bater com o meu corpo contra o seu empurrei-o.

Vera:O que queres?

Ricardo:Quero saber porque andas com outros gajos?

Vera:O quê?

Ricardo:A Raquel disse que teve aqui um tipo hoje e que tu o beijaste!Não quero a minha miúda metida com outros tipos!

Vera:Tua miúda?Eu a ti não sou nada, palhaço!

Ricardo:Mas quem é este gajo?

Vera:Não tens anda haver com isto, eu ando com quem quero e bem entendo!Não tens de te meteres na minha vida!

Ricardo:Este tipo quando voltar aqui ao mercado vai aprender a não se meter com aquilo que é dos outros!

Vera:Mas tu tens problemas!Tu não vais lhe fazer nada olha que eu faço queixa à policia!

Ricardo:Faz,é para o lado que dormo melhor!

Vera:Acabou esta conversa e acabou esta tua mania parva de que sou tua namorada!

Afastei-me dele e entrei no mercado.Só a mim é que me calhava na encomenda estes parolhos!Primeiro a Raquel e depois o Ricardo,que só tinha sabido aquilo do Rúben por causa daquele grande cusca que tinha estado a espalhar pelo o mercado inteiro!
Parei na banca da Teresa e  falei para o Duarte que estava a apanhar uma grande seca.Disse-lhe se queria me ajudar a levar as caixas para o armazem,como tal prometido,e ele lá me ajudou a levar tudo aquilo para o armazém.

Vera:Duarte!-ele já ia embora mas chamei-o.

Duarte:Diz?

Vera:Tu falaste do Rúben a alguém?

Duarte:Sobre vocês os dois?

Vera:Sim.

Duarte:Não, porquê?

Vera:Curiosidade só.

Duarte:É verdade dizes-te que me ias contar como o conheceste!

Vera:Ai pronto então naquela noite que fomos à discoteca conheci-o,ele depois veio aqui ao mercado e temos
estado a falar contente?!

Duarte:Está muito resumido mas sim!

Vera:Olha não contes isto a ninguém principalmente aquela ali.-com a cabeça acenei em direcção da banca da
Raquel,que ela adora dar com a língua nos dentes.

Duarte:Está descansada que daqui não sai nada!

Vera:Obrigada e tenho de ir.Txau.

Duarte:Adeus.

Em minha casa, fiz um pequeno lanche e depois fui me vestir para o Rúben chegar cá a casa e eu ainda não estava pronta.
Escolhi levar um vestido cai-cai vermelhor,com umas sandálias douradas e apenas juntei uns brincos e amarrei o cabelo.
Vera
Como o Rúben não chegava sentei-me na beira da cama a brincar com o soja.Usava o pequeno fio da minha mala para fazer com que ele saltasse que nem um coelho em cima da cama.
Tocaram à campainha e posei a mala.

Vera:Olá!-sorri-lhe.

Rúben:Olá,posso?

Vera:Claro.-desviei-me e ele entrou.Olhou em volta e já perto de nós estava o soja.

Rúben:É este o teu gato?O adoçante não é?

Vera:Não!-peguei no soja.-É soja!

Rúben:Pronto soja..-falou como se tivesse a dar demasiada importancia a isto do nome do meu gatinho.

Vera:Bem vamos?-deixei o soja no chão.-O que foi?-falei por ele estar parado  aolhar-me.

Rúben:Estás muito bonita.-sorriu.

Vera:Obrigada.-agarrei a minha mala.-Vamos?

Rúben:Falta o meu beijo.

Vera:E quem é que te disse que o vou dar?

Rúben:Vais recusar?-aproximou o seu corpo.

Vera:Talvez.-os nossos lábios estavam a milimetro de distancia e tinha o meu olhar presso neles.

Rúben:Duvido.-assim que terminou de falar uniu os nossos lábios.Estranhamente ele os separou e parecia que estava com dores ou sei lá o quê.-Porra!-ele colocou a sua mão sobre a perna esquerda e deu um pequeno empurrão ao soja que terpava pela sua perna acima,o que com as unhas não devia ser agradável.

Vera:Ai desculpa!Soja!-peguei no soja.Coloquei-o em cima da cama.-Ele não está habituado a ter muitas visitas cá em casa,e depois queria só mimo.

Rúben-É muito querido....-olhou para o soja com um bocado de "odio".-Vamos andando.

Descemos e ainda perguntei ao Rúben se as arranhadelas do soja não tinham sido nada de especial , ele respondeu que sim e depois desviou o assunto perguntando-me como me tinha corrido  dia no trabalho.
Ao chegar à casa dele aquela mesa de bilhar chamou-me logo à atenção outra vez,mas nem peguei nos tacos já que da última vez tínhamos acabado com uma proposta para sexo!

Vera:Foste tu que preparaste o jantar?

Rúben:Não e já vais perceber porquê?

Vera:Está comestivel é?!-gargalhei.

Rúben:Não,só que não é o tipo de comida que eu faça.

Vera:Estou para ver o que andaste a fazer.

Rúben:Queres jogar?-apontou para a mesa.

Vera:Não senão daqui a pouco ainda propões sexo em cima da mesa.-ele riu.

Rúben:Espera aqui que já venho.

Vera:Ok.

Ele saiu e fiquei naquela sala.Andei de um lado para o outro e fui vendo aquelas molduas que estavam espalhadas pela sua casa.

Rúben:Já podemos ir.-dei um pequeno salto e levei a mão ao peito.

Vera:Valha-me nossa Senhora!-ele riu.-Queres me matar?!

Rúben:Tu tens imensa piada!-sorriu.

Vera:Imagino,mas para além da piada o que tenho é fome.

Rúben-Então anda cá que já resolvemos isto.-demos mãos e ele levou-me até à sala de jantar.O tamanho daquela sala era quase o tamanho do meu quarto,com casa de banho incluida!Fiquei a olhar para o que estava em cima da mesa e depois olhei para o Rúben que estava com a cadeira na mão .-Não te queres sentar?

Vera:É isto que vamos comer?

O que terá preparado o Rúben para o jantar?


Olá !
Queremos continuar a ler as vossas opiniões!
Beijinhos
Rita e Marta

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Capitulo 4-É que nem penses!"


(Rúben)

Ela olhou-me como se estivesse a brincar, mas depois de ela ter se mantido firme quanto à sua parte da aposta tinha de dizer algo que sabia que a ia levar a considerar se íamos ou não para a frente com este jogo..

Vera: Deves estar a brincar.

Rúben: Começaste com aquilo do mercado tinha de por algo à altura.

Vera: É que nem penses!

Rúben: Bem me parecia . -ia já guardando o taco mas ela chamou-me.

Vera: Eu não sou assim tão previsível, sei que vou ganhar!

Rúben: Força! - apontei para a mesa.

Vera: Mas ainda te vais arrepender… Olha que quem tudo quer, tudo perde!

Ela começou a jogar e por mais que não quisesses confessar ela até que tinha jeito. Mas talvez por ter estado algum tempo sem jogar ou por ter mais prática que ela, acabei por ganhar.
No fim do jogo ela já estava mal encarada, encostei-me à mesa e com a mão desviei a única bola que ainda estava sobre, a branca, que caiu para o buraco.

Rúben: Se ganhei significa que tenho direito à minha parte da aposta.

Vera: Vê se não queres palitar os dentes com isto.-falou com o taco na mão.- E só ganhaste porque não paraste de falar foi por isto que perdi.

Rúben: Sim no futebol quando perdemos também culpamos a bola. - fui sarcástico e ela deu uma gargalhada "falsa" e foi arrumar o taco.

Vera: Eu vou-me embora.

Rúben: Espera. - ela já ia a caminhar para a porta, mas apressei os passos e coloquei-me na sua frente. -
Mudamos a aposta.

Vera: Só se for para terminar com ela.

Rúben: Isto não, ganhei de forma justa.

Vera: Ok. E qual vai ser a mudança?

Rúben: Pode ser um jantar.

Vera: Talvez.

Rúben: Já que estás cá em casa bem que podia ser hoje.

Vera: Não, hoje não.

Rúben: Porquê?

Vera: O soja está em casa sozinho à muito tempo, talvez amanhã.

Rúben: Então amanhã passo lá pelo bracarense. - ela sorriu.

Vera: Ok. - abriu a porta e depois olhou-me com um sorriso.

Rúben: Não queres que te deixe em casa?

Vera: Não apanho um táxi.

Rúben: Não me importo. - retirei as chaves do carro do meu bolso.

Vera: Não! A sério eu apanho um táxi e tu ficas aqui. - encostou os seus lábios ao meu rosto. -Adeus.
Rúben: Txau.

Só tive tempo para lhe dizer aquilo, já que saiu e fechou logo a porta nem me dando possibilidade de sequer
"refilar" daquela despedida.

(Vera)

Apanhei um táxi e fui até à minha casinha. Abri a porta do meu cantinho e o soja já estava à minha espera. Peguei nele e comecei a dar-lhe umas festinhas na cabeça.
Estava com alguma fome e, no caminho para a cozinha passei pelo caminho vi que a taça de comida, e então fui buscar a comida do soja e coloquei só mais um pouco na taça.
Preparei umas sandes e depois atirei-me para cima da cama. Procurei na minha cabeceira por algum livro e talvez devido ao meu humor hoje apeteceu-me escolher um livro de Fernando Pessoa.
Aí tinha algumas páginas marcadas que me levavam logo para os meus poemas favoritos. Queria recordar um poema em especial, que era de longe o meu favorito procurei-o e lá o encontrei, marcado com uma pequena tira de tecido vermelha.

“Tenho pena e não respondo.
Mas não tenho culpa enfim
De que em mim não correspondo
Ao outro que amaste em mim.

Cada um é muita gente.
Para mim sou quem me penso,
Para outros - cada um sente
O que julga, e é um erro imenso.

Ah, deixem-me sossegar.
Não me sonhem nem me outrem.
Se eu não me quero encontrar,
Quererei que outros me encontrem?”
 Fernando Pessoa

Depois de o ler, levantei o meu olhar daquela página já que o soja saltou para cima da cama e para chamar à minha atenção veio se colocar em cima do livro.

Vera: Nã,nã. - peguei nele e coloquei-o ao me lado. - Ficas aqui. - falei esticando o dedo para o repreender. Ouvi o toque da campainha e olhei para a porta. - Mas quem é a esta hora?! - falei a olhar para o soja e depois levantei-me. - Olá?!

Raquel: Posso?

Vera: Primeiro o que queres?

Raquel: Se me deixares entrar falo. - desviei-me e ela percebeu que lhe tinha deixado entrar. -Tens aqui o vestido. - deixou o saco com o vestido que eu o tinha emprestado.

Vera: Obrigada. - peguei no saco e olhei para dentro só para me certificar se estava mesmo o vestido lá dentro.

Raquel: Lavado tal como pedis te. - sorriu de forma sarcástica. - Agora conta-me lá como é que conheceste
aquele jeitoso.

Vera: Não tenho nada para te contar. Obrigada pelo o vestido e adeus!

Raquel: Conta lá! Ele não tem um amigo ou assim?

Vera: Raquel vai embora sim? Estou ocupada. - ela olhou em volta e depois riu.

Raquel: Ocupada com o quê?! Com o teu amiguinho de quatro patas?

Vera: Com qualquer coisa que não seja falar contigo sim?

Raquel: Eu saiu se me disseres onde o conheces te.

Vera: Mas porque queres saber?

Raquel: Porque não me importava de ter um homem daqueles para mim.

Vera: Primeiro de onde ele veio não é nenhuma fábrica de clones e segundo tu não tens nada a ver com isto.

Raquel: Deixa estar que ainda me vais falar sobre isto.

Vera: Bom é saber calar até ser tempo de falar, nunca te disseram isto?!

Raquel: E vai haver altura de falar. - fui em direção da porta. - Adeus.

Vera: Txau!

Fechei a porta e voltei para a minha cama. Continuei a ler e só parei quando estava com fome e dei um salto à cozinha.
Fiz um pequeno lanche que comi sobre a cama, e ia brincando com o soja que passeava pelo os meus pés e ia-me fazendo gargalhar.
Arrumei depois o prato no lava loiça, e a caminho para a casa de banho fui despindo a minha roupa, atirando-a para a cama. Tomei um duche, sem qualquer pressa e depois vesti um pijama bem confortável.
Levei o soja para perto de mim e adormecemos.
                                                                                    XXX

Levantei bem disposta, e talvez porque voltei a acordar com o gatinho mas fofo de sempre! Vesti uns calções de ganga com algumas tachas nos bolsos, uma camisola de alças  com um padrão ,calcei umas botas e peguei na minha pequena mala branca e saí.


Vera
Fui até ao bracarense já que não tinha tomado o pequeno almoço e estava com uma grande fome!
Entrei e hoje apeteceu-me ficar sentada num dos bancos perto do balcão.

Luís: Bom dia Vera!

Vera: Bom dia! - sorri-lhe.

Luís: É para tomar o pequeno almoço?

Vera: Sim, pode ser uma mista e um café.

Luís: Já trato disto. - falou sorrindo e depois virou costas para tratar do meu pedido.

Ricardo: Bom dia. - encostou-se ao balcão, colocando os seus cotovelos na mesa. - Tudo bem princesa?

Vera: Pelo menos estava até tu chegares..

Ricardo: Sempre mal disposta. Porque não admites que sentes algo por mim? - olhei-o.

Vera: Eu admito. - ele sorriu. - Sinto sem dúvida algo por ti . -aproximou-se, mas coloquei a minha mão no seu ombro e afastei-o. - Ainda não tenho palavras para descrever o que é, mas é uma mistura de nojo e raiva.

Ricardo: Ainda vais te arrepender do que disseste.

Vera: Sim, sim agora vai lá embora. - ele deu meia volta e foi embora o que me permitiu tomar o pequeno almoço sem ter vontade de vomitar.

Paguei o meu pequeno almoço e fui até ao mercado.Com as caixas já no seu lugar, começou a como sempre caótica manhã.

Raquel: Hoje vais querer falar ou continuas com aquele humor? - aproximou-se da minha banca e falou.



Raquel




Vera: Não tenho nada para falar contigo!Muito menos sobre a minha vida privada. - ela riu.

Raquel: Já estás a preparar frases para as revistas é?

Vera: Eu juro que se não fosse o meu trabalho, ficavas com uma maça entalada na boca! - ela riu. - E já agora esta conversa toda é por causa do quê? Porque ele joga futebol?

Raquel: Daa...

Vera: Ao contrário de ti eu não escolho as pessoas que conheço com base na sua situação financeira!

Raquel: Estás a chamar-me de interesseira?

Vera: Estou! - a Teresa veio se meter no meio já que estava já pronta para pegar num ananás e dar-lhe um novo enfeite para sua cabeça.

Teresa: As meninas que tenham calma se fazem favor! Isto aqui não é nenhum galinheiro!

Vera: Esta é que me veio chatear, em vez de estar no seu buraco, vem  moer o juízo aos outros!

Raquel: Tu andas mal humorada não tenho culpa!

Já estava farta de lhe dar resposta e afastei-me. A Teresa a e "outra" foram até à banca dela, onde a Teresa ficou pouco tempo só a "repreender" a Raquel.
Tinha acabado de atender a senhora Paula e já me preparava para me sentar no banco quando vi o Rúben a aproximar-se... Achei estranho ele estar no mercado, mas quando vi a Raquel, que assim que o viu olhou-me e sorriu, a levantar-se não perdi tempo e fiz o mesmo.

Vera: Onde é que pensas que vais?! - coloquei-me na sua frente.

Raquel: Não o posso cumprimentar é?! Disseste que não era teu namorado então se está solteiro posso sempre lhe dizer olá.

Vera: O que tu podes.

Rúben: Bom dia.

Raquel: Bom dia! - falou com um sorriso e acenando feita toda amorosa. Virei-me ficando de frente para o Rúben.

Vera: Olá! Raquel podes ir?

Raquel: Mas o Rúben ainda agora chegou. - olhava-o enquanto falava.

Vera: Raquel saí!

Raquel: Credo! - olhou-me. - Deixa-me só dizer uma coisinha, Rúben não tens assim nenhum amigo que esteja solteiro? -rebolei os olhos já que isto era tão típico da Raquel.

Rúben: Acho que sim. - riu.

Vera: Desculpa Rúben, ela tem um problemas mentais, ela não tem um cérebro! - ele riu já ela olhou-me com uma vontade de me matar. - Vá desampara-me a loja!

Raquel: Eu vou! - olhou para o Rúben e sorriu. - Adeus!

Rúben: Adeus...

Vera: O que vieste cá fazer?

Rúben: Sim estou bem obrigado. - sorriu.

Vera: Desculpa mas não é habitual vires aqui ao mercado.

Rúben: É mas hoje decidi vir cá fazer ..Umas compras. - dei uma grande gargalhada quando ouvi ele dizer isto.

Vera: Tu? A fazer compras aqui? A sério arranja uma desculpa melhor.

Rúben: Não é desculpa nenhuma, vim aqui comprar… O que é que tu vendes? - voltei a rir.

Vera: Rúben a sério diz lá o que queres?

Rúben: Ok, posso dizer que não vim aqui apenas para fazer compras, vim para saber se aceitas ou não a minha proposta para irmos jantar?

Irá a Vera aceitar?

Olá!
Aqui tem mais um capitulo e queremos as vossas opiniões sim?
Beijinhos da Rita e da Marta

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Capitulo 3-"Tem lá calma que eu não vim ter contigo por sexo."


(Vera)

Vera: És tu... - falei com um sorriso deixando os nossos lábios muito perto. Ele sorriu a ouvir-me e depois voltou a beijar-me.Mas segundos depois separou os nossos lábios.

Rúben: Finalmente encontrei-te.

Vera: Já há muito que andavas à minha procura é? - ele riu.

Rúben: Estou aqui à algum tempo, ia já embora mas apareceste.

Vera: Até parece que sou alguma aparição ou sei lá o quê. - voltou a gargalhar ao ouvir-me. -Não vamos ficar aqui. - olhei para trás e apontei para a porta do bracarense. - Já almoçaste?

Rúben: Não.

Vera: Então vamos. - entrelacei a minha mão na sua e entrámos no snack-bar. Sentámos-mos numa mesa para dois, tendo ele puxada a minha cadeira. - Obrigada. - sentou-se na cadeira que estava na minha frente. Olhei-o durante alguns segundos até ele falar.

Rúben: Agora já podes me explicar o que se passou ontem à noite?

Vera: Au uma longa história, mas acho que agora a prioridade é saber quem é que tu és. - ele sorriu. - É que pouco sei sobre ti.

Rúben: E temos de começar por mim, porquê? Sim porque a única coisa que sei sobre ti é que te chamas Vera, vives em Braga e não tens telemóvel. - sorriu.

Vera: Acho que só tenho a acrescentar a minha idade, tenho vinte e um. E já agora não tenho telemóvel porque não quero.

Rúben: Porque não queres?

Vera: Sim, não gosto de estar presa a nada e nos dias de hoje as pessoas estão viciadas a coisas que no final de contas são tão insignificantes e que só as levam a ficarem tapadas durante anos e depois quando já não podem é um tal  e se fosse, e se tivesse, e se acontecesse. E só acrescento que tenho uma bolinha de pêlo extremamente
fofinha chamada Soja!

Rúben: Não sei se comece pelo o facto de não teres telemóvel ou pelo o nome deste teu animal.

Vera: É um gato já agora! E tem um nome muito fofinho! Quanto ao telemóvel se fosse a ti não comentava porque já muitos tentaram fazer com que mudasse de ideias mas é tipo missão impossível. - sorri-lhe.

Rúben: Considero isto como um desafio então.

Vera: Neste caso dá-te já por vencido que não sou de mudar de ideias facilmente.

Rúben: Agora posso saber porque saíste do bar ontem a correr, numa de Cinderela. - gargalhei ao ouvir o que disse por último. - A sério só faltou o sapatinho perdido lá no bar.

Vera: Tinha de deixar o Duarte em casa. É um amigo meu que como é menor ontem teve a sorte de sair à noite mas com uma condição que tinha de estar em casa à hora que tinha sido mandada pela a mãe .Estava encarregue de o trazer e por isto tive de sair rapidamente de lá.

Rúben: Então hoje já não tens de ir embora a correr?

Vera: Rúben vou ser directa porque não gosto de andar com conversinhas mansinhas. Apesar do que aconteceu ontem poder indicar o contrário, se queres só ter sexo bem que podes voltar para aquele bar e procurar quem esteja interessado. - vi no seu rosto que tinha ficado surpreendido por ter sido directa mas se havia coisa que não tinha mesmo nada a ver comigo era ficar com algo para dizer.

Rúben: Tem lá calma que eu não vim ter contigo por sexo. Quero só estar contigo e acho que é recíproco.

Vera: Só quero ter as coisas claras. - vi o Duarte a entrar e quando passou por mim ficou parado perto da nossa mesa.- Tás bem puto?

Duarte: Ya… Ya, podes vir aqui só para te perguntar uma cena.

Vera: Já venho. - levantei-me e fui com o Duarte até perto do balcão. - O que foi?

Duarte: Porque nunca me disseste que eras amiga de um jogador.

Vera: Hãn?

Duarte: Oh Vera mas tu tens amnésia?É que estavas agora mesmo a conversar com o Rúben Amorim.

Vera: O Rúbe… - olhei para o Rúben e depois para o Duarte. - Aquele é o Rúben Amorim?Aquele do autografo?

Duarte: É, mas tu tás bem?

Vera-Sim estou ou melhor o que estou é surprendida…Tu tens a certeza?

Duarte-Claro que tenho!

Vera-Tenho de ir.

Duarte-Olha vê se me consegues arranjar bilhetes para o próximo jogo.-olhei-o e sorri,mas na verdade estava era meia desnorteada com aquilo que o Duarte me tinha dito.

(Rúben)

Vera-Só quero confirmar uma coisa.Tu és o Rúben Amorim?-gargalhei com a sua perguntou e depois olhei-a para ter a certeza se aquilo era mesmo a sério.

Rúben-Sim sou.Mas porquê que perguntas?

Vera-Porque não sabia.

Rúben-Tu sabe que existe uma coisa que se chama televisão certo?

Vera-Ahahaha que engraçado, sim sei!Só que como te disse prefiro estar a aproveitar o sol do que ver televisão.Muito menos futebol!

Rúben-Compreendo que não sejas fã, mas sempre que podias ler jornais ou assim.-riu.

Vera-Pares de comentar a  minha e para que conste orgulhosa ignorância quanto ao futebol.

Rúben-Ok, não falo mais.

Vera-Olha já agora jogas onde?

Rúben-No Sporting de Braga, a sério tens de começar a ver um pouco de futebol.

Vera-Dispenso..O mais próximo que tive de ver um jogo de futebol foi quando era pequena e dava futebol aqui no café e enquanto brincava o futebol estava como barulho de fundo.

Rúben-Mas já vens aqui à muito tempo?

Vera-Eu trabalho no mercado.

Rúben-No mercado?

Vera-Sim,porquê?És daqueles pessoas que acha que não é um trabalho decente?

Rúben-Não,não fiquei só surpreendido.Pensei que estivesses a estudar.

Vera-Eu comecei a tirar o curso mas entretanto a minha mãe faleceu e tive de ficar com a banca.

Rúben-É alguma obrigação?

Vera-Não,nada disto.Mas como foi a única coisa que a minha mãe me pediu, aceitei como é óbvio.

Rúben-E queres terminar o curso?

Vera-Gostava, mas com o trabalho não tenho tempo .Mas vamos mudar de assunto que não temos de falar destas coisas.-o empregado veio anotar o que seria o nosso almoço,e notei que a Vera era uma “cara familiar”aqui no bracarense.

Rúben-Vens aqui muitas vezes?

Vera-Almoço todos os dias aqui.É a minha segunda casa, tal como o mercado,mas vamos agora mudar de assunto, e podíamos começar por saber mais alguma coisa sobre ti.

Rúben-O que queres saber?

Vera-Sinceramente é mais saber se não és farinha do mesmo saco.

Rúben-Ok não percebi.-ela tinha os braços cruzados sobre a mesa,e depois do que falei sorriu.

Vera-Eu não sou pessoa que ligue a todos os estereótipos e mesmo não sabendo de futebol, toda a gente sabe a fama que os jogadores de futebol.Desculpa falar nisto, mas não consigo ficar calada quando acho que devo falar.

Rúben-Não é que me importe, mas acho que se não ligas a estes estereótipos devias conhecer-me primeiro e depois estavas no direito de achar o que quisesses.-ela sorriu.

Vera-Tens razão,e não vou te julgar até porque nem sou o tipo de pessoa de o fazer, só que a realidade é que falam o que falam dos jogador.-vi que tinha concentrado o seu olhar eu .-E vem aí os nossos pratos.

Não consegui conter-me e soltei uma gargalhada depois de ela dar a primeira garfada.

Vera-O que foi?

Rúben-Acho que nunca vi ninguém tão contente por comer.

Vera-Depois de uma manhã como tive, fiquei cá com uma fome!Isto sabe tão bem mesmo!

Rúben-E trabalhas aqui à muito tempo?

Vera-Sempre ajudei a minha mãe, especialmente quando ela começou a ficar doente, e depois de falecer fiquei responsável pela banca.

Rúben-E estás aqui o dia todo?

Vera-Das nove às seis.-bebeu um pouco de água.

Rúben-Como não tenho maneira de entrar em contacto contigo, vou ter de passar a vir aqui mais vezes.-ela olhou-me nos cantos dos olhos com um sorriso.

Vera-Aqui ou em qualquer outro lugar.

Rúben-Sim e sem telemóvel imagino que seja muito fácil entrar em contacto contigo.

Vera-Ai outra vez isto?!Não tenho porque não quero, muita gente viveu a sua vida  no seu sossego sem estas coisas electrónicas e lá por isto não desesperaram!

Rúben-Porque talvez não existia telemóveis.

Vera-É a tua opinião!Eu gosto de ser livre e espontânea, não quero estar dependente de nada.Vivo a vida com o que me passa pela a cabeça.

Rúben-E tem dado certo?

Vera-Dúvidas?

Rúben-Sincaremente sim.Não podemos fazer tudo o que nos passa pela cabeça.

Vera-É claro que não sou nenhuma maluquinha!Sei o que  faço, só que gosto de agir de forma espontânea.E pelo que perccebi não és da mesma opinião.

Rúben-Não vivo cheio de regra mas não faço tudo o que me vem à cabeça.

Vera-Mas devias.-sorriu.-A vida passa a correr  temos é de aproveitar.

Rúben-E podemos aproveitar a tarde juntos ou tem de ser tudo espontâneo.-ela riu ao ouvir a minha pergunta.

Vera-Tenho de ir trabalhar...Só se for depois do trabalho.

Rúben-Ok, venho até cá?

Vera-Pode ser.-colocou os talheres pousados no prato.

Tinha comido tão rapido que o prato ficou rapidamente limpo.Ficamos algum tempo a conversar mas ela falou que tinha de voltar para o mercado e eu fui até ao balcão.
Ela pouco de tempo depois apareceu lá ,e mesmo depois de uma "discussão" quanto à conta não consegui pagar o jantar por completo, tendo ela pago a sua parte e eu a mim.

Rúben-Não sabia que era tanto teimosa.

Vera-É outra surpresa.-sorriu.-Bem tenho de ir.-sorriu antes de me beijar no rosto.O que depois do que já tinha acontecido fiquei surpreendido com este beijo.

Rúben-Este é o teu beijo de despedida?

Vera-A cavalo dado não se olha o dente, nunca ouviste?!Tenho de ir trabalhar e já bastou aquilo de à pouco.

(Raquel)

Vinha do meu apartamente quando vi a Vera de conversa com um outro homem.Não resisti e fiquei a observá-los algum tempo.Tenho que admitir que era cá um pão. Fui direitinha ao pé deles.

Raquel: Olá! Eu sou a Raquel!! Então Vera, não me tinhas dito que agora saías com jeitosos como este!

Vera: Mas não tens vergonha na cara?!

Raquel: Não precisas ofender, só quero saber quem é este gato!Olá, eu sou a Raquel como já disse, e tu como te chamas ohh jeitoso?!

Vera: És parva?!

Homem: Eu sou o Ruben, prazer!

Raquel: O prazer é todo meu!

Vera:Não tens de ir trabalhar ou assim?!

Raquel:Tenho e tu também não sei se te lembras?!

Vera:Importaste que me despeça do Rúben sem estares por perto?

Raquel:Que eu saiba isto é um lugar público eu estou onde eu quiser e bem entender!

Vera:Mau!Mas tu queres que iste vire para o torto?!

Rúben:Vera.-chamou-a o que nos fez parar de discutir.

Vera:Desculpa.-olhou-me.-Podes ir?

Raquel:Adeus Rúben.-acenei-lhe.-Fui!

Sai dali e quando entrei no mercado dei de caras com outra "boa peça".

Ricardo: Bom tarde Rapunzel!

Raquel: Mas qual é o teu problema? Já te disse para não me chamares isso!! – nesse momento a Vera estava a chegar e ouviu tudo.

Vera: Txii… Caiu-te mal o almoço foi?Ou a noitada não te correu bem, foi?

Raquel: Não sou eu que ando com putos e meto-os a fazer o meu trabalho!

Ricardo: Então princesas, vão começar ?! – entrei sem dizer mais nada, não estava com disposição para me chatear por causa de coisas tolas, principalmente vindo daqueles dois.

Vera: Importas te de ficar de olho na minha banca enquanto vou  lanchar?!-estávamos já a meio da tarde e o mercado mais parecia um deserto..

Raquel: Mas eu também quero ir, estou cheia de fome!

Vera: Ai sim? Pensei que ontem tinhas ficado satisfeita! Não me digas que não houve um que se aproveitasse?!

Raquel: Estás a esticar te! E não, não houve noitada ontem, OK? Vai la comer e não me chateies mais!

Vera: OK, Rapunzel!!

Raquel: Aiii, aiii! Eu juro que não olho pela banca, e faço de propósito para levarem tudo de graça!

Vera: Sim Raquel, obrigada!! – já ela ia longe a fingir que não tinha ouvido nada!

A tarde foi passando, sem acontecendo nada de especial! O Ricardo veio várias vezes meter se com a Vera e comigo, mas nenhuma de nós estava com paciência para o aturar e mandamos ele dar uma voltinha GRANDE!!
Ainda não estava na hora de irmos embora, mas a Vera já arrumava as coisas com a ajuda do Duarte, coisa que ela não costuma fazer!

Raquel: Vais a algum lado?

Vera: Eu?! Porque haveria de ir a algum lado?

Raquel: Estás a arrumar a banca mais cedo do que o normal! Vais ir passear com o Duarte é?! Não achas que ele é muito novo para ti?! Tens cara de mãe dele, não de namorada mais velha!!

Vera: Com o Duarte, és parva?! Mãe dele?! Não vou com ele a lugar nenhum, e se fosse, tens  algum problema?!

Raquel: Não tenho problema nenhum, só acho que vais traumatizar o rapaz! Mas então vais onde?

Vera: Pára de ser cusca, não tens nada a haver com isso pah!!

Raquel:Vais ter com aquele pão que esteve cá hoje?-aproximei-me mais um pouco dela.

Vera:Não tens nada a ver com isto!


(Vera)

Com a ajuda do Duarte coloquei todos os caixotes no armazém e olhando para o meu relógio não ia estar atrasada para a hora que tinha combinado com o Rúben.

Duarte:Então vou poder ir aos jogos?

Vera:Porque raio é que tu agora me andas a fazer estas perguntas?

Duarte:Pelos os vistos és amiga do Rúben bem que me podias arrranjar uns bilhetes de borla.

Vera:Duarte quero te pedir algo.

Duarte:Diz lá.

Vera:Não comentes com ninguém, que me vistes com o Rúben, porque não quero que andem para aí a falarem sim?

Duarte:E se o fizer vens comigo a um treino?

Vera:Porque raio queres ir a um treino?Que eu saiba não és jogador.

Duarte:Não sei se sabes mas podemos ir assistir a treinos.

Vera:Ai podemos..Não sabia.

Duarte:Tu sabes lá alguma coisa sobre futebol.E já agora  como conheces o Rúben?-olhei para o relógio.

Vera:Não leves a mal mas tenho de ir amanhã  conto-te tudo,mas não te esqueças!

Duarte:Sim não digo nadinha.

Vera:Acho bem.-sorri-lhe.

Voltei para perto da banca mas só para dar um beijinho à Teresa e para pegar na minha mala.Fiquei à porta do mercado à espera do Rúben...Olhava para o relógio e não via sinal do Rúben.
Estava já um pouco farta de estar ali parada que me virei e comecei a andar em direcção do barcarense,mas ouvir chamarem-me e olhei por cima do meu ombro.
Vi que era o Rúben e sorri.

Vera:Olá!-ele sorriu e cumprimentou-me com um olá, para depois juntar os nossos lábios por muito breves segundos.

Rúben:Já terminaste por hoje?-olhou para a porta do mercado e depois olhou-me.

Vera:Sim,sim.Vamos a pé?-ele riu.

Rúben:Não tenho o meu carro.

Vera:Oh ok.-entrámos no seu carro e assim que coloquei o cinto ele falou.

Rúben-Não leves a mal, mas o pouco que me falaste de ti tu és alguma daqueles ecologista ou algo deste género?-gargalhei ao ouvir a pergunta dele, porque para além da pergunta ser a meu ver "parva",ele falou meio a medo o que teve imensa piada.

Vera:Não,não.Não me considero ecologista, diferente talvez agora ecologista não.Mas porquê?

Rúben:Por causa daquilo do telemóvel,de teres um animal de estimação e de pelos os vistos gostar de andar a pé para todo o lado.

Vera:Só não gosto de ter os mesmos vícios que todos os outros.E quanto ao soja qualquer pessoa pode ter animais de estimação.Tu tens?

Rúben:Não.

Vera:Nem quando eras mais pequeno?-perguntei supreendida já que achava que os animais era a melhor companhia que o ser humano podia ter.

Rúben:Não.-retirou os olhos da estrada e sorriu.-Achas assim tão chocante?

Vera:Acho!

Rúben:Foi a minha reacção quanto tu me dizeste que não tinhas telemóvel.

Vera:Credo mais pareces um disco riscado!Tu e toda a agente que sabe disto,parece que é uma coisa extremamente importante...

Rúben:Só é estranho...Importas-te que passemos em minha casa para deixar a minha bolsa do treino.

Vera:Por mim é na boa.Já agora,quero confirmar outra coisa.

Rúben:Se sou o Rúben Amorim?-olhou-me com um sorriso.E com o que disse fez-me sorri também ao lembrar da minha "excelente" pergunta hoje no bracarense.

Vera:Não,não é isto.Mas pode-se mesmo ir a treino de futebol?

Rúben:Como assim?

Vera:Se podemos ir para as bancadas assistir aos treinos lá no clube onde tu jogas.

Rúben:No Braga?!Sim,desde que seja à porta aberta.Estás interessada a ir lá?

Vera:Não,não!É que tenho um amigo que me falou nisto e queria só confirmar .

Rúben:Pelo que percebi é uma missão impossivel meter-te dentro de um estádio.

Vera:Se não sou grande fã queres o quê?!-estivemos a conversar mais algum tempo e quando ele estacionou o carro e eu olhei para o prédio pela janela.-É aqui?

Rúben:É sim.-ele abriu a porta,e quando retirei o cinto já ele tinha aberto a porta do meu lado.

Agradeci-lhe e sai do carro.Ele foi à frente e depois de abrir a porta deu premissão para entrar.

Vera:Obrigada.-dei alguns passos e entrei.

Rúben:Vou ao meu quarto e ja venho fica à vontade.

Sorriu e foi noutra direcção.Não ia ficar ali parada então fui andando e parei na sala a olhar para algo que me desperto imensa atenção, talvez por trazer imensas memórias.
Olhei para a mesa de bilhar,e não resisti e fui buscar à taqueira, um dos tacos fiquei com ele na minha mão e lutava contra a vontade de ir jogar.


Rúben:Chamou-te à atenção foi?-virei-me e olhei-o.

Vera:Desculpa.-voltei a colocar o tace na taqueira.-Não devia ter mexido.

Rúben:Não faz mal.-retirou dois tacos e esticou um na minha direcção.-Queres jogar?

Vera:Não te importas?

Rúben:Claro que não.

Ele colocou as bolas no lugar certo,e já com elas direitinhas ele deu-me premissão para ir primeiro, já escolhendo quais a bolas que ia jogar.

Rúben:Se quiseres posso te ajudar.-senti a sua mão na minha cintura mas por estar inclinada, levantei-me rapidamente e olhei-o.

Vera:Não é preciso!Eu jogo bilhar à imenso tempo.

Rúben:A sério?

Vera:Sim lá no bracarense, só que eles já à algum tempo tiraram a mesa por terem problemas com espaço ou lá o que foi...Mas podes-te afastar que sei jogar.

Rúben:Só queria ajudar.

Vera:Obrigada na mesma não é preciso.

Dei a primeira tacada mas depois de o fazer ele voltou a falar o que me distraio do jogo.

Rúben:Temos de tornar isto interessante.

Vera:Como assim?

Rúben:Que tal umas apostas?

Vera:Isto trás água no bico...Mas ok!Se eu ganhar tens de..

Rúben:Nada de coisas parvas se faz favor.-gargalhei.

Vera:Tens de fazer o que eu quiserer, e a primeira coisa que me ve à cabeça é ganhar um novo parceiro lá no mercado!

Rúben:Vais-me por a vender furta é?-falou com um sorriso de gozo na cara,quase como me desafiando.

Vera:Se ganhar tens de cumprir a tua parte!E é o que eu quero!

Rúben:Se vamos por aí é na boa!-agora sim isto já se tinha tornado numa "competição" a sério.-Se eu ganhar fazes amor comigo em cima da mesa de bilhar.

Estará o Rúben a falar a sério?E se sim irá a Vera aceitar esta aposta?